13 de novembro de 2009

Ácido fólico previne parto pré-termo


Já há muito que são conhecidas as vantagens de começar a tomar ácido fólico antes de engravidar: diminui a incidência de algumas malformações do tubo neural, como a fenda palatina (ou lábio leporino).

Mas há mais. Investigadores da Universidade do Texas, nos Estudos Unidos, descobriram que tomar suplementos deste nutriente um ano antes de engravidar diminui as probabilidade de vir a ter um parto prematuro. O estudo envolveu 35 mil grávidas.

Verificou-se que no grupo das que tomaram o suplemento de ácido fólico um ano antes da concepção houve uma redução de 70 por cento na incidência de parto pré-termo entre a 20ª e a 28ª semanas e de 50 por cento entre a 28ª e a 32ª semanas.

O parto pré-termo ocorre em cerca de 10 por cento das gestações e até agora não eram conhecidos quaisquer métodos para evitar a ocorrência de nascimentos antes do termo da gestação.

As conclusões foram publicadas na PLoS Medicine.

Grávidas enjoadas, filhos inteligentes

E, se os estudos os indicam, eu não me queixo mais!

Uma boa notícia para grávidas com enjoos: as crianças cujas mães sofreram náuseas durante a gravidez parecem ser, em média, mais inteligentes do que aquelas cujas mães não foram atacadas por esse incómodo.

Num estudo feito no Canadá, foram avaliadas crianças entre os três e os sete anos. Aquelas cujas mães enjoaram obtiveram melhores resultados em certos teste de QI e revelaram melhores capacidades linguísticas e de memória.

No caso das mães que haviam tomado medicamentos para o enjoo, esse facto não fez diminuir os resultados dos filhos. Pelo contrário, essas crianças foram as conseguiram uma média mais elevada nos resultados dos testes.

Assim, podem descansar as grávidas que sofrem de enjoos e têm receio que esse facto venha a condicionar a saúde dos bebés. Pelas conclusões deste estudo, os enjoos não só não afectam as crianças como podem mesmo favorecer o seu desenvolvimento mental e intelectual. Quanto aos medicamentos, também não mostraram efeitos prejudiciais.

No estudo participaram 45 crianças cujas mães tinham sofrido enjoos e tinham sido medicadas para minorar os sintomas, 47 cujas mães tinham sofrido enjoos mas não tinham tomado qualque medicação e 29 cujas mães não tinham sentido náuseas. Todas as crianças tinham um desenvolvimento normal para a idade. Mas os resultados foram claramente superiores nos dois grupos de crianças cujas mães enjoaram e verificou-se mesmo que aqueles cujas mães tinham tido sintomas severos de náuseas eram os que tinham melhores resultados dentro do seu grupo.

Os investigadores avançam por isso a hipótese de que as mesmas hormonas que são responsáveis pelo enjoo possam ser favoráveis ao desenvolvimento cerebral dos fetos.


Os resultados foram publicados no Journal of Pediatrics.

Sinal de uma gravidez saudável
Os enjoos são muito comuns na gravidez e estão relacionadas com as alterações hormonais que ocorrem sobretudo no primeiro trimestre. Como se devem a certas hormaonas que têm um papel importante no desenvolvimento da placenta, há especialistas que defendem que são sinal de uma gravidez saudável. Esta convicção prende-se também com os resultados de alguns estudos que apontam para taxas mais baixas de aborto espontâneo e parto prematuro nas grávidas que sofrem de náuseas e vómitos.
Mas os enjoos não são sempre uma situação benigna. Uma pequena percentagem de grávidas evolui para uma situação de náuseas e vómitos severa e persistente que pode provocar desidratação, subnutrição e perda de peso. Os autores do estudo admitem que este distúrbio possa ter causas diferentes ¿ inclusive psicológicas ¿ dos enjoos normais.