3 de maio de 2010

Efeitos do tabaco no bebé

Por cada cigarro fumado pela grávida aumenta em 5% o risco de o bebé nascer com estrabismo, refere um estudo publicado no American Journal of Epidemiology.

Estudos anteriores já associaram o tabagismo e o consumo de álcool durante a gravidez ao estrabismo na criança. Contudo, a relação entre o nível de exposição e o risco da patologia no bebé não foram analisados no âmbito destes estudos, por serem de pequena escala.

Neste estudo, liderado por Tobias Torp-Pedersen, do Statens Serum Institut, em Copenhaga, Dinamarca, foram identificados mais de 1.300 casos de estrabismo com base em registos do Danish National Birth Cohort. Todas as crianças tinham nascido entre 1996 e 2003.

Durante a investigação, as mães foram entrevistadas duas vezes ao longo da gravidez e passados 6 e 18 meses do nascimento da criança. O estudo verificou que as mulheres que tinham fumado durante a gravidez tinham um risco 26% superior de ter um filho com estrabismo do que as mães não-fumadoras. E este efeito não se limitou apenas ao primeiro trimestre de gravidez, tendo o risco aumentado 43 por cento no segundo trimestre e 35 por cento no terceiro trimestre da gestação.

As mulheres que fumaram entre cinco a nove cigarros por dia tiveram um risco 38 por cento maior de ter bebés que desenvolviam este problema de visão, enquanto o consumo de 10 ou mais cigarros estava associado a um risco 90 por cento mais elevado, avisam os autores, citados em comunicado de imprensa.

O estrabismo é um problema comum que afecta entre dois a três por cento das crianças. Sabe-se que a exposição do feto a substâncias químicas será uma das causas da patologia. Caso não seja corrigido, o estrabismo pode provocar perda irreversível da visão.

Dia da Mãe

Antes de os carregarmos na barriga, já pensamos no Mundo em que vivemos e se esse Mundo será bom ou injusto para com eles. Ao ver outras mães, outros filhos pensa sempre "eu não faria isto ou aquilo assim".
Mas pensamos sobretudo no Melhor...o melhor para eles...e nem sempre com conta, peso e medida...pensamos vou dar o que não tive...e no fim se podemos damos tudo. Seja isso bom ou mau. Porque existem sempre estudos...e psicólogos e pedopsiquiatras com várias opiniões sobre o assunto.
A noticia chega e carregamos aquele pequeno ser na nossa barriga...umas já unidas a 100% ao laço que as une, outras duvidosas do que lhes espera...outras na dúvida se o vão ter. As pessoas não deviam ser julgadas pelas opções que tomam.
E outras ainda dando graças por conseguirem tê-lo. Nesses meses intra uterinos a nossa vida já está em mutação...o corpo transforma-se, arredonda-se demais por vezes. E expressa sensações inimagináveis.
Existem mães orgulhosas da sua figura e outras a querer escondê-la. Os sentimentos esses estão descontrolados...choramos por tudo e por nada...gritamos...ficamos Zen...tudo nos incomoda ou não ligamos a nada.
Uma coisa sabemos que sentimos e questionamos...será que ele está bem...o coração bate? Estou a comer o suficiente para ele se desenvolver? Virá "normal"? É hipócrita não assumir que se pensa assim...é um conceito que a sociedade nos impôs...perfeito, normal e lindo .E ninguém pensa noutra coisa nos 9 meses de gravidez. As pessoas só aceitam um filho diferente depois de o ter...umas naturalmente outras mentalizando-se, acima de tudo...bonito ou feio...com algum problema ou não um filho é deveria ser um Filho. Depois a importância do nome, porque estamos fartos de ouvir os mesmos nomes...um nome vai marcar uma pessoa.
Depois pensamos será que podia ser isto e se fosse antes aquilo?
Num segundo vem à ideia...a ida para a escola, as namoradas/os, os amigos, os interesses, as saídas e nós a divagar...a pensar...a sofrer antecipadamente...
Já não bastava o enxoval e o quarto...agora também temos que nos preocupar com a criopreservação das células estaminais...fazemos contas à vida e percebemos que vamos ter que abdicar...
Sim abdicar...isto para quem tem pouco dinheiro...quem tem mais dinheiro pode continuar a gastar...é a boa noticia.
E a roupa? Cuidem-se e mimem-se muito, cremes para estrias e roupas confortáveis...sapatos mágicos tb se precisam...
Aulas de preparação para o Parto e o tipo de parto que se quer ter...e lá continuamos nós a dar os passitos...a escolher. Oque pensamos em ser "o melhor".
E nem mencionei que existem gravidezes Santas...aquelas que não se tem o direito aos enjoos, cãibras, pés inchados...se faz ou fez parte desta Parabéns!
Mas também existem outras ...em que nem tudo corre bem com o bebé...e por mais que uma mãe e um pai o deseje ele não nasce...mas nos seus corações ele existirá para sempre.
Existem bebés que se cansam demasiado depressa de estar lá dentro...deve ser uma maçada...e nem se vê bem a mamã...por isso desatam a correr e a furar para saírem...e no fim temos aqueles, os pacientes que esperam os 9 meses e ainda outros que se deixassem ficavam lá eternamente porque está quentinho...
O Parto, respira...inspira...é "agora", tá a sair...nesses segundos, minutos ou horas...muitas mães vão sentir alegria e felicidade ....outras dor e desespero...ele nasce...respira...chora...E nós mães choramos também...esta fase já está...pensamos nós.

Por tudo isto, e por aquilo que é ser Mãe, os meus parabéns a todas as que já o são, a todas as que o serão em breve e a todas aquelas que nunca o poderão ser e que, por isso, se tornam a mãe de muitos, mesmo que sem laços consanguíneos, pois o amor de mãe está com elas para ser dado de igual forma.

Espero que todas as Mães, com "M" grande tenham tido um óptimo dia!