Por cada cigarro fumado pela grávida aumenta em 5% o risco de o bebé nascer com estrabismo, refere um estudo publicado no American Journal of Epidemiology.Estudos anteriores já associaram o tabagismo e o consumo de álcool durante a gravidez ao estrabismo na criança. Contudo, a relação entre o nível de exposição e o risco da patologia no bebé não foram analisados no âmbito destes estudos, por serem de pequena escala.
Neste estudo, liderado por Tobias Torp-Pedersen, do Statens Serum Institut, em Copenhaga, Dinamarca, foram identificados mais de 1.300 casos de estrabismo com base em registos do Danish National Birth Cohort. Todas as crianças tinham nascido entre 1996 e 2003.
Durante a investigação, as mães foram entrevistadas duas vezes ao longo da gravidez e passados 6 e 18 meses do nascimento da criança. O estudo verificou que as mulheres que tinham fumado durante a gravidez tinham um risco 26% superior de ter um filho com estrabismo do que as mães não-fumadoras. E este efeito não se limitou apenas ao primeiro trimestre de gravidez, tendo o risco aumentado 43 por cento no segundo trimestre e 35 por cento no terceiro trimestre da gestação.
As mulheres que fumaram entre cinco a nove cigarros por dia tiveram um risco 38 por cento maior de ter bebés que desenvolviam este problema de visão, enquanto o consumo de 10 ou mais cigarros estava associado a um risco 90 por cento mais elevado, avisam os autores, citados em comunicado de imprensa.
O estrabismo é um problema comum que afecta entre dois a três por cento das crianças. Sabe-se que a exposição do feto a substâncias químicas será uma das causas da patologia. Caso não seja corrigido, o estrabismo pode provocar perda irreversível da visão.
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