A 27 out 16:
No final da última
reunião do dia, o pior cenário, mesmo na véspera de fazer as 12 semanas desta
gravidez tão desejada, uma perda de sangue muito abundante, dores no baixo
ventre, uma sensação de vazio.
O percurso até ao
hospital demorou uma eternidade, apesar da querida H ter ido a voar. Tentamos
manter uma conversa banal e ‘destressar’ mas, a cada segundo, o meu pensamento
fugia para o meu bebé… tão pequenino, tão indefeso e um que sentimento de
impotência apoderava-se de mim.
Ao chegar fui
prontamente encaminhada para o serviço de urgência de obstetrícia, mal ouvi as
questões que me foram colocadas, só queria que me fizessem uma ecografia. Tinha
medo, muito, pelo meu bebé, sentia que ele já não existia, mas consegui ter uma
réstia de esperança…
E esta não foi em
vão, o meu bebé continuava no seu casulo, quentinho e com o coração a mil. Ao
ouvi-lo as lágrimas correram, não pude evitar. Tão pequenino mas tão amado!
Não conseguimos identificar
a origem da perda e voltei para casa com indicações de repouso absoluto.
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