3 de março de 2017

A perda...

Este texto faz parte de um conjunto de textos que escrevi nos últimos meses.

A 27 out 16:

Hoje tive um dia em cheio, entre reuniões e novos planos, mal tive tempo para parar ao longo do dia.

No final da última reunião do dia, o pior cenário, mesmo na véspera de fazer as 12 semanas desta gravidez tão desejada, uma perda de sangue muito abundante, dores no baixo ventre, uma sensação de vazio.

O percurso até ao hospital demorou uma eternidade, apesar da querida H ter ido a voar. Tentamos manter uma conversa banal e ‘destressar’ mas, a cada segundo, o meu pensamento fugia para o meu bebé… tão pequenino, tão indefeso e um que sentimento de impotência apoderava-se de mim.

Ao chegar fui prontamente encaminhada para o serviço de urgência de obstetrícia, mal ouvi as questões que me foram colocadas, só queria que me fizessem uma ecografia. Tinha medo, muito, pelo meu bebé, sentia que ele já não existia, mas consegui ter uma réstia de esperança…

E esta não foi em vão, o meu bebé continuava no seu casulo, quentinho e com o coração a mil. Ao ouvi-lo as lágrimas correram, não pude evitar. Tão pequenino mas tão amado!

Não conseguimos identificar a origem da perda e voltei para casa com indicações de repouso absoluto.

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