Este texto faz parte de um conjunto de textos que escrevi nos últimos meses.
A 12 jan 2017:
Hoje foi dia de nova eco cardíaca fetal e consulta com o nosso obtetra, o Dr. J.
Nesta
semana não tem tido fácil gerir as emoções, terminámos o ano a pensar
que tudo iria melhorar pois o descolamento da placenta estava a
desaparecer e começámos o novo ano com notícias de valores alterados no
meu útero.
A eco cardíaca correu muito bem, foi feita por despiste, o Gabriel está óptimo, com um coração muito forte.
É sempre muito especial vê-lo, ouvir o coraçãozinho cheio de genica e que me dá força...
Na
consulta ficámos a saber que terei que continuar em repouso, pela
primeira vez vi o Dr. J algo apreensivo com os valores alterados do meu útero. A medicação que normalmente é
tomada nestas situações não a vou tomar devido ao descolamento que tive e
à possibilidade de regredir. Assim, a única forma de evitar um
nascimento prematuro provocado, devido ao baixo crescimento do G será eu
manter-me em repouso e esperar que tudo melhore.
Estou preocupada, apreensiva, triste... agora que esperava que tudo melhorasse, a situação muda e não é para melhor.
O nosso bebé G terá que continuar a ser um Guerreiro.
O meu cantinho onde partilho um pouco de mim, da minha familia, notícias, interesses e muito mais...
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14 de março de 2017
13 de março de 2017
A eco das 22 semanas e mais notícias (das más)
Este texto faz parte de um conjunto de textos que escrevi nos últimos meses.
A 9 jan 2017:
Hoje foi dia de nova ecografia.
Apesar de tudo, de todas as restrições, de todo o tempo em que estou de repouso, todas as suas implicações na nossa vida familiar, a gestão emocional de toda a situação e os medos... chegamos às 22 semanas.
Sinto-me muito satisfeita por estarmos a alcançar esta meta, o nosso G é mesmo um Guerreiro!
O Gabriel está óptimo e um crescido!
Ao contrário, a sua casinha não está assim tão bem, a Dra. C. descobriu uns valores alterados no meu útero que poderão impedir o normal crescimento do G.
Estava tão esperançada de poder sair do repouso após esta ecografia...
Mais uma batalha para lutarmos e vencermos.
A 9 jan 2017:
Hoje foi dia de nova ecografia.
Apesar de tudo, de todas as restrições, de todo o tempo em que estou de repouso, todas as suas implicações na nossa vida familiar, a gestão emocional de toda a situação e os medos... chegamos às 22 semanas.
Sinto-me muito satisfeita por estarmos a alcançar esta meta, o nosso G é mesmo um Guerreiro!
O Gabriel está óptimo e um crescido!
Ao contrário, a sua casinha não está assim tão bem, a Dra. C. descobriu uns valores alterados no meu útero que poderão impedir o normal crescimento do G.
Estava tão esperançada de poder sair do repouso após esta ecografia...
Mais uma batalha para lutarmos e vencermos.
o regresso à vida
Escrito a 21 fev 17
Após 5 longos meses de repouso, finamente tive autorização médica para sair...
Hoje tive que ir
buscar o Mi à escola, e que bem que me soube!
Ir buscá-lo,
passar pelo supermercado para comprar meia dúzia de coisas que faziam falta, esperar
à porta da papelaria que ele fosse comprar os pacotinhos de cartas há muito
prometidos (que crescido que ele está! Atravessou a estrada com mil cuidados e
lá voltou com a sua conquista!), regressar a casa…
Quando estamos
provados de tudo há tanto tempo, as mais simples e quotidianas tarefas sabem
tão bem!
7 de março de 2017
A eco e o diagnóstico
Este texto faz parte de um conjunto de textos que escrevi nos últimos meses.
A 31 out 17:
Não posso dizer
que acordei, pois não consigo dormir.
Eu e o B fomos
fazer a eco e lá estava o nosso bebé, com as suas 12 semanas e 3 dias, o
coraçãozinho a bater cheio de força. É um lutador, não podia deixar de ser para
entrar na nossa família!
Apesar de ele
estar bem, conseguimos ver o motivo da perda – descolamento da placenta.
Fiquei
destroçada, fiquei sem chão. Se no início da gravidez, tudo o que queria era que o meu bebé crescesse e
fosse saudável, agora preciso que o meu corpo também decida colaborar.
Regressamos a
casa com indicações para repouso absoluto, por tempo indefinido.
Regresso com um
sentimento de tristeza, não consigo perceber porquê…
E é ao ser mais
pequenino que vou buscar forças, é nele que me concentro e tudo farei para sairmos vencedores desta batalha.
Ao longo da vida e, em especial, nos últimos anos, batalhas não nos têm faltado, é mais uma que temos que vencer...
6 de março de 2017
O repouso absoluto
Este texto faz parte de um conjunto de textos que escrevi nos últimos meses.
A 30 out 16:
Nunca soube o que
é repousar, parar por alguns minutos era o máximo que eu sabia fazer, até
então.
Há dois dias que
estou em repouso absoluto. As emoções são tantas, o sentimento de impotência
perante um bebé tão frágil que luta em sobreviver e não saber se o meu corpo o
consegue acompanhar.
Dois dias em que
tenho medo de movimentar o mínimo músculo do meu corpo, que não durmo por ter
medo de que algo aconteça e eu não dê conta.
Dias em que não
sei se o meu bebé vai sobreviver.
Mais uma vez, o sentimento de
impotência apodera-se de mim, as dúvidas… devia ter repousado mais, não devia
ter trabalhado tanto…
Amanhã é dia de
nova eco… não sei o que vou encontrar.
3 de março de 2017
A perda...
Este texto faz parte de um conjunto de textos que escrevi nos últimos meses.
Hoje tive um dia
em cheio, entre reuniões e novos planos, mal tive tempo para parar ao longo do
dia.
A 27 out 16:
No final da última
reunião do dia, o pior cenário, mesmo na véspera de fazer as 12 semanas desta
gravidez tão desejada, uma perda de sangue muito abundante, dores no baixo
ventre, uma sensação de vazio.
O percurso até ao
hospital demorou uma eternidade, apesar da querida H ter ido a voar. Tentamos
manter uma conversa banal e ‘destressar’ mas, a cada segundo, o meu pensamento
fugia para o meu bebé… tão pequenino, tão indefeso e um que sentimento de
impotência apoderava-se de mim.
Ao chegar fui
prontamente encaminhada para o serviço de urgência de obstetrícia, mal ouvi as
questões que me foram colocadas, só queria que me fizessem uma ecografia. Tinha
medo, muito, pelo meu bebé, sentia que ele já não existia, mas consegui ter uma
réstia de esperança…
E esta não foi em
vão, o meu bebé continuava no seu casulo, quentinho e com o coração a mil. Ao
ouvi-lo as lágrimas correram, não pude evitar. Tão pequenino mas tão amado!
Não conseguimos identificar
a origem da perda e voltei para casa com indicações de repouso absoluto.
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