9 de agosto de 2017

Ter tempo para nós e eles

As férias chegaram, ou um cheirinho delas, visto que é apenas uma semana.

Tentamos aproveitar ao máximo o tempo que temos para nós e para eles, um tempo sem correrias, sem compromissos, longe da lufa-lufa que é o nosso dia-a-dia.

O M não esconde a felicidade que sente por estarmos todos juntos, por passearmos, por termos tempo para brincadeiras e miminhos.

O G anda um pouquinho mais agitado, pois apesar de tentarmos manter as rotinas dele, está num ambiente diferente, felizmente a maminha ajuda-o a sentir-se mais confortável. Mantém-se, agora, muito tempo acordado, muito por causa dos estímulos que recebe, e assim também acaba por interagir mais.

Há lá melhor do que este tempo de férias em que desfrutamos tanto uns dos outros?!

7 de agosto de 2017

Dia B da priminha

Ontem foi dia de festa, o baptizado da priminha Áurea.

Foi um dia muito bom, passado em família. E foi também a primeira festa do Gabriel.

Sendo o primeiro evento, também foi a primeira vez que o Gabriel conheceu alguns tios e primos. E lá estava o Mano a tomar conta dele, deixo uma foto onde se vê a sua mão protetora quando foram abordados por um dos tios.

Para a estreia optei por vesti-los de igual e ficaram tão giros!

O Mano mais velho adorou estar igual ao maninho e já perguntou se no baptizado dele podem ir de igual. ❤

5 de agosto de 2017

Quando a minha vida esteve em suspenso

Quando, por vezes, temos que suspender a nossa vida...

Há 8 anos perdi o meu Pai, fiquei sem chão, não foi fácil de ultrapassar, tinha casado há poucos meses, tinha a cabeça cheia de projectos e o coração de sonhos. Consegui seguir em frente, tomei como exemplo o Pai lutador que tive e segui com a minha vida, apesar da dor.

Passados alguns meses estava grávida do Miguel e a vida passou a ter mais sentido novamente. Ele nasceu e encheu de amor a nossa casa e a nossa vida.

Desde criança mas, principalmente, desde a perda do meu Pai, os meus pilares foram os meus avós que, apesar de terem pedido um filho, o único filho, conseguiram dar-me força. Ainda consigo sentir o abraço do meu avô quando lhe demos a notícia, não imagino a dor que sentiu mas, ainda assim, aquele abraço foi para me confortar, guardou a dor dele para tratar da minha.

O Miguel foi para os bisavós uma nova luz, um novo motivo para sorrir, para brincar, para nos seus quase 80 anos virem da Guarda a Lisboa com muita regularidade. E o meu coração ficava tão quentinho.

Quis a vida que passados 2 anos o avô Zé adoecesse. E foi aí que a minha vida ficou em suspenso.
Quatro longos meses passados entre hospitais, médicos e exames, um mês hospitalizado. O olhar, ainda hoje consigo ver aquele olhar de quem estava preso no seu corpo e sem voz.
O meu avô, o exemplo de garra e tranquilidade, estava preso a uma cama, sofria em silêncio, chorava sozinho.
Não houve dia em que não conversasse com ele, nos últimos dias ficava em silêncio...o que dizer? Estava a ser cada vez mais difícil de esconder a tristeza, a angústia de o estar a perder.

Eu tive dois pais e estava prestes a ficar sem os dois.
E assim foi...

A minha avó, incapacitada de viver sozinha, carregava duas das mais incapacitantes doenças, uma física, outra mental.
Partindo o meu avô, ficava ela. De olhar vazio...

Quatro anos se passaram e a condição da minha avó foi-se degradando cada vez mais. Mais uma vez estive lá, médicos, internamentos, situações terminais...um Natal e um ano Novo passados no hospital.
Um dia estava consciente, no outro recuava a tempos em que éramos uma família maior...senti-me tão incapaz. Só puder estar ao lado dela, alimenta-la, fazer-lhe companhia não era suficiente. Queria e precisava fazer mais...não podia perder mais uma das minhas pessoas. A avó que tanto me dava raspanetes como conselhos, mas que me conhecia tão bem, que me mimava à sua maneira. Pensar que não voltaria a criticar a minha roupa descontraída em dia de festa da terra, pensar que não voltaria a comer o seu caril ou as suas filhós...Não, não podia ser!

Partiu em paz e assim acabou o seu tormento de viver com a dor de quem perdeu o filho e o companheiro de toda a vida.

Quero acreditar que eles estão melhor. Convenci-me de que foi melhor assim do que continuarem a sofrer...

E eu?!
Onde estou eu?!
Como vou ficar com esta dor, as minhas três pessoas...

Foram tempos difíceis, aceitar, aprender a viver com a dor, querer pegar no telefone para contar uma novidade e não ter um número para onde ligar... decidi viver a vida de forma a que eles, lá onde estiverem, se orgulhem de mim, seguindo os seus exemplos de vida, voltei à luta. Lutei pela minha vida, aquela que tinha colocado em suspenso...

E consegui recuperá-la, construí uma família linda, que amo com todas as minhas forças.

A dor está cá, mas saber que fiz tudo o que podia para lhes dar o conforto e amor que precisavam ajudou a conseguir voltar a viver.

E já não tenho a minha vida em suspenso...

3 de agosto de 2017

3 meses da nossa família mais completa

Hoje o nosso amor pequenino faz 3 meses.
Escusado será dizer que passaram muito rápido.

O nosso menino está cada vez mais simpático, reage muito quando conversamos com ele ou quando cantamos para ele, fala e ri-se imenso!
Todos os dias enche-nos de alegria e orgulho.

O Mano mais velho está cada vez mais feliz e deliciado com o seu maninho, adora dar-lhe beijinhos e brincar com ele.

Cada vez mais, sinto que a nossa família está completa ❤❤❤