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14 de março de 2017

consulta e veredito

Este texto faz parte de um conjunto de textos que escrevi nos últimos meses.

A 12 jan 2017:

Hoje foi dia de nova eco cardíaca fetal e consulta com o nosso obtetra, o Dr. J.

Nesta semana não tem tido fácil gerir as emoções, terminámos o ano a pensar que tudo iria melhorar pois o descolamento da placenta estava a desaparecer e começámos o novo ano com notícias de valores alterados no meu útero.

A eco cardíaca correu muito bem, foi feita por despiste, o Gabriel está óptimo, com um coração muito forte.

É sempre muito especial vê-lo, ouvir o coraçãozinho cheio de genica e que me dá força...

Na consulta ficámos a saber que terei que continuar em repouso, pela primeira vez vi o Dr. J algo apreensivo com os valores alterados do meu útero. A medicação que normalmente é tomada nestas situações não a vou tomar devido ao descolamento que tive e à possibilidade de regredir. Assim, a única forma de evitar um nascimento prematuro provocado, devido ao baixo crescimento do G será eu manter-me em repouso e esperar que tudo melhore.

Estou preocupada, apreensiva, triste... agora que esperava que tudo melhorasse, a situação muda e não é para melhor.

O nosso bebé G terá que continuar a ser um Guerreiro.

13 de março de 2017

A eco das 22 semanas e mais notícias (das más)

Este texto faz parte de um conjunto de textos que escrevi nos últimos meses.

A 9 jan 2017:

Hoje foi dia de nova ecografia

Apesar de tudo, de todas as restrições, de todo o tempo em que estou de repouso, todas as suas implicações na nossa vida familiar, a gestão emocional de toda a situação e os medos... chegamos às 22 semanas.

Sinto-me muito satisfeita por estarmos a alcançar esta meta, o nosso G é mesmo um Guerreiro!

O Gabriel está óptimo e um crescido!

Ao contrário, a sua casinha não está assim tão bem, a Dra. C. descobriu uns valores alterados no meu útero que poderão impedir o normal crescimento do G. 

Estava tão esperançada de poder sair do repouso após esta ecografia...

Mais uma batalha para lutarmos e vencermos.

4 de junho de 2010

Consulta 37 semanas e 1º CTG

Hoje foi dia de consulta. Às 37 semanas e 4 dias fizemos o nosso 1º CTG.

Seguindo o conselho da enfermeira, a mamã tomou um pequeno almoço reforçado e cheio de coisinhas que o piolho adora e, por isso, não fica quieto: croissant com chocolate e galão com muito café.

Chegamos à CUF às 8h15, começamos o CTG às 8h30 e passados 20 minutos estavamos prontinhos para ir ao Sr. Dr.
Durante o CTG o Miguel não parou, mexeu-se tanto que nem me deu tempo de pressionar o botão em todos os movimentos.
Durante estes 20 minutos não tive contracções.

Na consulta o Dr. Jorge examinou-me, fez o toque e disse que o Miguel ainda não está para nascer. Ohhh!
Mas também disse que não deve chegar à data prevista.
Voltamos a ser observados e ao CTG na próxima 3ª feira, com 38 semanas e 1 dia e, segundo o médico, provavelmente na semana seguinte, dia 15, voltamos lá para ficar...
Será?!
Os votos para dia 16 estão com grandes probabilidades de ganhar :)

Tirando um ligeira infecção urinária, para a qual vou tomar 1 antibiótico durante 24 horas, estamos óptimos!

Deixo-vos, finalmente, a foto do nosso Miguel tirada a partir da ecografia a 4D, onde podem ver o seu rosto de perfil, do lado direito da imagem tem uma mão a tapar o olho e por cima do queixo a outra. Assim como algumas fotos tiradas no passado Domingo na praia... estamos grandes!!!


17 de fevereiro de 2010

Ecografias na gravidez

ImageTrata-se de uma técnica que utiliza o ultra-som para obtenção de imagens do feto «in útero» e não apresenta qualquer tipo de risco para a mãe ou para o feto.

Existem duas abordagens possíveis para a realização de uma ecografia: a ecografia por via abdominal, na qual a imagem é captada através de uma sonda colocada sobre o abdómen, após a aplicação de um gel que serve de interface entre o aparelho e o ventre materno; a ecografia com sonda vaginal, que permite a obtenção de imagens de grande qualidade técnica numa fase inicial da gravidez e avaliações mais específicas em fases mais avançadas, sendo um exame seguro e de fácil realização.

Com alguma frequência as grávidas querem saber o número de ecografias que devem ser realizadas até ao nascimento do bebé.

É consensual na classe médica e científica que a adequada vigilância de uma gestação de baixo risco pressupõe a realização de uma ecografia em cada trimestre:

- A primeira ecografia deve ser efectuada entre as 11 e as 13 semanas + 6 dias. Neste exame é feita a datagem ecográfica da gravidez, estudada a morfologia fetal e medida a translucência da nuca (TLN), ou seja a espessura da prega da nuca, que, se estiver aumentada, pode indicar uma eventual síndroma de Down, vulgarmente conhecida como mongolismo. A TLN é um dado importante para o rastreio bioquímico combinado, bem como a detecção e caracterização da gravidez gemelar (uma ou duas placentas);

- A segunda ecografia, vulgarmente conhecida como «ecografia morfológica» deve ser realizada entre as 20 e as 22 semanas de gravidez. È durante este exame que é feito um estudo anatómico detalhado dos diferentes órgão e sistemas do feto no sentido de se excluírem eventuais malformações. È também na ecografia do segundo trimestre que a grande maioria dos casais toma conhecimento pela primeira vez do sexo do feto;

- Entre as 30 e as 32 semanas é feito novo estudo ecográfico. Avalia-se o crescimento do feto e a sua vitalidade, é feita uma medição do líquido amniótico, identificada a localização da placenta e mais uma vez estudada a anatomia fetal.

Embora o exame ecográfico permita avaliar toda a anatomia interna e externa, a existência de um feto estruturalmente bem formado não é sinónimo de um recém nascido sem problemas, porque a ecografia não permite avaliar se os diferentes órgãos têm um funcionamento normal.

Os recentes avanços tecnológicos têm permitido a obtenção de imagens cada vez com melhor definição. A «ecografia 3D» que hoje em dia é tão popular entre os jovens casais, permite a obtenção de imagens tridimensionais do feto.

Contudo, embora represente uma inovação na medicina e seja frequentemente apresentada como um importante coadjuvante da ecografia convencional, não substitui a «ecografia 2D».

Não está actualmente recomendada a realização isolada de «ecografias 3D» para o estudo morfológico fetal. No entanto, acreditamos que com a evolução da técnica este tipo de exame possa num futuro próximo vir a ser uma referência em termos de diagnóstico pré-natal.

in http://www.paisefilhos.pt/index.php?option=com_content&task=view&id=247&Itemid=67