29 de maio de 2009

FDS na Coriscada!

Queridos amigos,


Dentro de minutos aí vou eu com o meu maridinho rumo à Coriscada, a linda aldeia no distrito da Guarda onde nos casámos.


Quem não conhece pode visitar o site do Centro Sócio-Cultural que tem algumas informações, quem sabe coloquem esta aldeia no vosso roteiro das próximas férias?!


Deixo-vos então o site: http://www.csc-coriscada.pt/


Este vai ser um fds especial pois vamos ao casamento de 1 amigo de infância, e vamos rever os nossos amigos que por via da vida agitada e distância não vemos tantas vezes como desejamos.


Bom fds a todos!


E, já agora mtas felicidades aos noivinhos!!! :)

25 de maio de 2009

O luto...

Queridos amigos,

Os que me conhecem pessoalmente sabem que meu Pai faleceu recentemente e o quanto tenho sofrido com isso...
Estive a ler sobre o luto, o seu processo, como proceder e decidi publicar este artigo no meu blog para que saibam como ajudar quem vos estiver perto e a passar por uma situação de perda.

beijinhos

O Processo de Luto Normal
As perdas geram respostas emocionais específicas, cuja natureza abarca várias manifestações.

Manifestações afectivas
- Tristeza
- Solidão
- Culpa
- Raiva
- Ansiedade
- Apatia
- Choque
- Desespero
- Desamparo

Manifestações comportamentais
- Agitação
- Fadiga
- Choro
- Isolamento

Manifestações cognitivas
- Pensamentos de preocupação com a pessoa
- Sensação da presença da pessoa associada a alucinações visuais ou auditivas
- Baixa auto-estima
- Falta de memória
- Dificuldades de concentração

Manifestações fisiológicas
- Perda do apetite
- Insónia
- Queixas somáticas

As respostas emocionais mencionadas estão associadas ao trabalho de elaboração psicológica da perda, conhecido por Processo de luto. Este é um processo de adaptação à perda. É uma experiência profunda e dolorosa, que implica sofrimento, mas também a capacidade de encontrar alguma esperança, conforto e alternativas de vida significativas.
É importante referir que o período de dor e sofrimento correspondente ao luto por uma perda, é normal e deve ser encarado como saudável e necessário. É a sua ausência que merece mais atenção, pois isso pode indicar a presença de uma perturbação psicológica.

As respostas típicas de um processo de luto organizam-se em quatro fases:
- Fase de choque e negação: surge imediatamente após a perda e tem duração média de 1 a 14 dias. Habitualmente a pessoa não acredita no sucedido, sentindo-se perdida, só e apática. Estão presentes sintomas fisiológicos como a diminuição do apetite, insónias, náuseas e sensação geral de desconforto.
- Fase do desespero e expressão da dor: é notória cerca de duas semanas após a perda. A descrença em relação ao sucedido desaparece, cedendo lugar à consciência da morte ocorrida. Os sintomas depressivos acentuam-se, havendo a ausência de interesse pelas actividades vitais e a alteração dos padrões normais de comportamento. São frequentes os pensamentos e sonhos sobre a pessoa perdida. Sentimentos como a raiva e a culpabilização quer para si, quer para os profissionais de saúde. Habitualmente esta fase tem a duração de 6 a 8 meses.
- Fase de resolução e reorganização: caracteriza-se pela recuperação do interesse pela vida, pelo trabalho e pelas relações pessoais. O futuro deixa de aparecer com matrizes tão pessimistas, pois a perda começa a ser aceite, o que atenua os sintomas depressivos atrás evocados. A pessoa chora com menos frequência, os sentimentos de vazio e de tristeza são dissipados, assim como as recordações recorrentes da pessoa falecida. Esta fase pode durar semanas ou meses.

A recusa de certas pessoas em procurar apoio, deixando que os sintomas se agravem, pode levar à constituição de quadros clínicos de depressão e/ou a comportamentos aditivos como o consumo de bebidas alcoólicas e/ou medicação não prescrita, entre outros comportamentos de risco.

A recuperação de uma perda exige o activar de recursos pessoais e relacionais, que nem sempre estão disponíveis ou são os mais adequados ao trabalho de luto. O percurso psicológico que culmina na aceitação da perda e restituição do equilíbrio emocional, é muito extenso, complexo, requer tempo, mas também, muita coragem e resistência.

O Processo de Luto Patológico As formas não adaptativas de luto podem-se agrupar em quatro tipos:
- Luto crónico: persiste durante muito tempo e torna difícil o desempenho das tarefas de rotina que integram a vida normal.
- Luto atrasado: ocorre quando as respostas são inibidas, suprimidas, adiadas ou não resolvidas. - Luto exagerado: composto por respostas de intensidade excessiva.
- Luto mascarado: há presença de sintomas físicos e psicológicos que causam dificuldades ao indivíduo, mas que este não reconhece estarem ligados à perda sofrida.

Como prestar apoio?
Quando uma pessoa passa por uma situação de perda não há uma palavra certa que possamos identificar como a fundamental. No entanto, mais do que o que dizemos, é importante mostrar que estamos lá para ouvir, que sabemos ouvir, que estamos disponíveis.

Mas o que devemos fazer para saber ouvir?
- Não falar enquanto o outro fala;
- Evitar movimentos de distracção;
- Concentrar-se no que a outra pessoa está a dizer;
- Não interpretar o que é dito;
- Certificar-se daquilo que foi dito;
- Mostrar ao outro que se está atento.

Para se saber ouvir deve-se procurar escutar o que é dito com assertividade, para tal podemos recorrer às seguintes estratégias:
Audição com expressões verbais de simpatia:
- Uh,Uh….
- Sim…
- Concerteza…
- Continue…
- Ah sim…
- Utilizar expressões físicas de empatia
- Sorrir
- Acenar com a cabeça
- Jogo fisionómico de acompanhamento
- Olhar de frente sem fixação intensiva
- Ter uma postura semelhante à de quem fala

O que não se deve dizer:
Cada pessoa apresenta características muito individuais, se a algumas a quem apenas um sorriso ajuda, há outras que é necessário uma palavra amiga. Como já referido, não há frases feitas que se possa generalizar como o que se deve dizer.
Pelo contrário, há algumas frases que devemos evitar.
São elas:
- Foi melhor assim.
- Está na altura de esqueceres.
- Daqui a uns tempos já nem te recordas disto.
- Não te deixes ir abaixo, não foste a única que perdeu alguém.
- Agora tens um anjo para cuidar de ti.
Para além destas, há muitas outras frases a evitar.

Mostrar acima de tudo, que a pessoa não está sozinha, que tem alguém que a compreende e está disponível.

Por: Drª. Sandra Cunha - Psicóloga e Coordenadora do Projecto Artémis
Blog: Consultório de Perda Gestacional em
http://projectoartemis.blogs.sapo.pt/

19 de maio de 2009

O meu 1º selo!




Amigos, Eis o meu 1º selo!
Bigada a
Elo pela atenção! :)


Este selo tem as seguintes regras:

1. Publicar a imagem do selo e linkar o blog que o passou. - Feito

2. Escolher 5 situações da vida que mereciam ser repetidas em slow motion e explicar porquê.
1) o dia do meu casamento - porque foi perfeito, porque tive todas as pessoas importantes da minha vida junto de mim e porque foi um dia único que não é passível de ser repetido.
2) a minha última viagem a Angola - onde revi minhas irmãs que não via há 5 anos, conheci meu irmaozinho Bé e aproveitei ao máximo os dias que Deus me permitiu ao lado do meu Pai (mesmo não sabendo que seriam os últimos).

3) a minha infância - que apesar de muita "turbulência" familiar (divórcio dos pais, guerras sobre poder paternal, etc) foi maravilhosa, foi passada, nos bons e maus momentos, ao lado da pessoa que foi e ha-de sempre ser tudo para mim, o meu ídolo, o meu herói, a minha inspiração, o meu Professor, o meu Educador, o meu melhor Amigo... o meu Pai.

4) Os dias lindos na nossa lua-de-mel... 1 semana no paraíso passa tão rápido! :(

5) Todos os momentos bem passados com a minha família e verdadeiros amigos! :)

3. Passar o desafio e o selo a 5 blogs. - esta vai ser mais difícil, de entre os blogs que visito com frequência não é fácil escolher apenas 5.... mas tem que ser, por isso, aqui vão:
hip and chic
A cegonha cor-de-rosa
Cláudia
Coriscada
Mariza

Uma sugestão de leitura



Amigos,


Deixo-vos aqui uma sugestão de leitura.
Já li vários livros da Torey Hayden e tenho gostado de cada um mais do que o anterior.
Ela toca em pontos que, muitas vezes, nos passam ao lado... é uma escritora fantástica e com uma experiência de vida única!
Experimentem!





Alguns dos títulos que já li:


A Menina que nunca chorava

Filhos do Abandono

A Força dos Afectos



Uma breve apresentação do livro A Força dos Afectos

Torey Hayden dispensa apresentações. Depois de ter publicado cinco livros em Portugal, os leitores ficaram a conhecer a professora que trabalha com casos especiais, sobretudo com crianças e que tem o dom de partilhar essa experiência através da escrita. Uma talentosa criadora e gestora de afectos, Hayden descreve dramaticamente as dificuldades e alegrias ao trabalhar com um pequeno grupo de crianças emocionalmente fragilizadas. Neste livro, porém, a protagonista é a mãe de uma criança, Ladbrook, uma senhora muito bonita, sedutora e elegante, mas com problemas com o álcool. Ela só quer ser mais uma paciente sob a guarda de Hayden que tem a seu cargo, desde o início do ano lectivo crianças com graves distúrbios emocionais. Desta vez o grupo é constituído por três crianças da Irlanda do Norte, profundamente traumatizadas pela guerra; Dirkie, um menino de onze anos que nunca vivera fora de um lar; Mariana, uma menina de oito anos muito susceptível, agressiva e sexualmente precoce, e Leslie uma menina de sete anos que não fala e não reage ao que a rodeia. Mais um livro comovente onde a força dos afectos se evidencia.

O verão a chegar?!



Apesar dos cuidados que esta notícia inspira, é bom saber que o Verão está a chegar...
Finalmente vamos poder andar de manga curta e chinelos :)


Portugal continental com níveis de radiação UV muito altos

A radiação ultra-violeta (UV) vai atingir hoje valores muito altos em Bragança, Coimbra, Évora, Faro, Funchal, Lisboa, Penhas Douradas e Sines, segundo o Instituto de Meteorologia (IM).

A radição terá maior incidência entre as 11:00 e as 15:00 em Faro e Penhas Douradas, entre as 12:00 e as 15:00 em Bragança, Coimbra, Évora, Lisboa e Sines e entre as 12:00 e as 16:00 no Funchal.

O nível "Muito Alto" de radiação UV, que corresponde a situação de "Cuidado", de acordo com o IM, obriga à utilização de óculos de sol com filtro ultravioleta, chapéu, t-shirt, guarda-sol, protector solar e que se evite a exposição das crianças ao Sol.

Viana do Castelo, Santa Cruz, Angra do Heroísmo e Ponta Delgada vão atingir níveis altos, situação de "Atenção".

O índice ultravioleta varia entre o "Baixo" e o "Extremo", passando pelo nível "Moderado", "Alto" e "Muito Alto".

De acordo com o "site" do IM, os valores de UV alcançados hoje deverão manter-se pelo menos até quarta-feira.


15 de maio de 2009

Sabias que...

Hoje uma amiga enviou-me este e-mail.
Como concordo com algumas das frases decidi colocá-las no meu blog, para que quem as leia consiga ficar mais atento às pessoas que os rodeiam e a ajudar quem mais precisar.

Às vezes basta um simples sorriso ou um "bom dia" sincero para que aquela pessoa que entrou connosco no elevador com ar cabis-baixo, se sinta um pouco melhor!

Vá lá amigos, vamos olhar para quem nos está à volta e perceber os sinais daqueles que precisam da nossa ajuda!



Sabias que aqueles que parecem ter um coração muito forte, são na verdade fracos e mais susceptíveis?

Sabias que aqueles que passam o seu tempo protegendo os outros são aqueles que na verdade precisam que alguém os proteja a eles?

Sabias que as três coisas mais difíceis de dizer são: Amo-te, desculpa e ajuda-me?
As pessoas que dizem isto realmente sentem necessidade disto ou sentem-no, e são aqueles que realmente precisas de valorizar, porque o disseram.

Sabias que aquelas pessoas que se ocupam servindo de companhia para alguém ou ajudando os outros, são aqueles que realmente precisam de companhia e ajuda?

Sabias que aqueles que se vestem de vermelho são os que têm mais confiança em si próprios?

Sabias que aqueles que se vestem de amarelo são aqueles que apreciam a sua própria beleza?

Sabias que aqueles que se vestem de preto, são aqueles que querem passar despercebidos e precisam da tua ajuda e compreensão?


Sabias que quando ajudas alguém, que a ajuda retorna a ti a duplicar?

Sabias que aqueles que necessitam mais da tua ajuda são aqueles que menos o mencionam?

Sabias que é mais fácil dizeres o que sentes escrevendo do que dizê-lo cara a cara? Mas sabias que tem mais valor quando o dizes na cara?

Sabias que o mais difícil para ti de fazeres ou dizeres é mais valioso de que algo que vale muito dinheiro?

Mas não acredites em tudo que te digo, até que o tentes por ti mesmo, se souberes de alguém que precisa de algo que mencionei, e souberes que podes ajudar, verás que serás recompensado a duplicar.

11 de maio de 2009

Distribuição de preservativos nas escolas - incentivo ou protecção?!


Ontem ouvi que durante esta semana vai ser votada a distribuição de preservativos nas escolas do ensino secundário. Este é um tema que divide bastante a opinião pública, daí ter decidido publicar este artigo que considero interessante e conciso.



Uma das perguntas mais comuns dos pais é "O que devem os meus filhos saber acerca da sexualidade e em que idade o devem saber?" Os pais sentem algumas vezes receio de dizer coisas demais e demasiado cedo ao seus filhos, porque pensam que os irão ferir de alguma maneira ou encorajá-los a tornarem-se sexualmente activos.

A informação e a educação não encorajam os jovens a ser sexualmente activos. De facto, as crianças tomam melhores decisões sobre o sexo quando têm toda a informação que necessitam e quando não existem assuntos tabu sobre os quais não se pode conversar em casa. Estão melhor protegidos contra a gravidez e as doenças quando decidem ter sexo.
Existe, no entanto, informação adaptada às diferentes idades das crianças. Por exemplo, uma criança de cinco anos deve saber correctamente os nomes das partes do seu corpo, incluindo os seus órgãos genitais. Não precisam de saber pormenorizadamente como o homem e a mulher crescem e se distinguem. Mas fará algum mal aos seus filhos se lhes der alguma informação sobre as diferenças entre o corpo dos homens e das mulheres? De modo nenhum.
Tenha consciência que não é necessário ter sempre uma grande conversa com os seus filhos, de cada vez que lhe façam uma pergunta sobre sexo. Ouça-os com cuidado. Eles podem apenas querer a resposta para aquela pergunta e pronto. Assegure-se de que está a responder à pergunta, em vez de falar em termos gerais. Pode sempre pedir um esclarecimento, se não tem a certeza do que lhe estão a perguntar. Certifique-se que eles sabem que podem sempre fazer mais perguntas.
As crianças aprendem imenso sobre relações, corpo, afecto e comunicação desde o primeiro ano de vida. É importante ajudá-los a sentirem-se bem com a sua sexualidade desde o princípio. Será mais fácil para eles fazer-lhe perguntas sobre o sexo ao longo da vida. À medida que crescem, pode dar-lhes informações que os ajudem a tomar decisões saudáveis e responsáveis sobre a sua sexualidade.

5 de maio de 2009

Efeitos do divórcio nos filhos


O divórcio é um trauma enorme para pais e filhos. Muitas vezes mergulhados na dor do seu luto, os pais não se dão conta da perturbação das crianças, deixando-as, sem querer, entregues aos seus pensamentos, medos e inseguranças que se avolumam com o tempo. É essencial que possam exprimir emoções para prevenir o equilíbrio e a saúde mental.


É inegável que o passado deixa marcas em todos nós. No bom sentido, são as lembranças felizes, os momentos luminosos e alegres da nossa infância, memórias de um lugar deixado para trás, no tempo em que se acredita que os problemas têm finais felizes. Uma música especial, o reflexo de sol na fenda de uma gruta, o cheiro das algas, a sensação da areia fresca sob os nossos pés, o amanhecer, os raios da lua branca no céu e o cantar dos grilos, as histórias contadas em sussurros quando a luz se apaga, como quem tece um longo bordado, são lembranças felizes que ficam imprimidas suavemente na pele e no centro do nosso ser. Na idade adulta, é a estes momentos que voltamos quando as coisas correm mal e o nosso universo se desmorona. Neles encontramos a paz que nos ajuda a recompor das crises e das rupturas. Mas com as crianças não é assim que as coisas se passam.No caso do divórcio dos pais, considerado pelos especialistas como um dos traumas mais difíceis de ultrapassar, ainda não têm maturidade para o fazer. Demasiado preocupadas e assustadas, não sabem - e não podem - socorrer-se desses bons momentos e dessas referências seguras vividas numa família que até aí era um todo e que de repente se desfaz. O seu mundo fica subitamente dividido ao meio, e elas estão perdidas, sentindo que o chão lhes foge debaixo dos pés. Nesta fase crucial de um processo em que a família está prestes a separar-se, muitas vezes as crianças não encontram um espaço em que possam exprimir o que sentem. O luto dos pais

Dramaticamente vivido por uns ou aparentemente «aceite» por outros, o divórcio é sempre um trauma que não só abala profundamente a integridade das pessoas que o vivem como deixa marcas que perduram no tempo até que a vida retome um ritmo mais tranquilo e os corações se apaziguam. Mas até aqui chegar são percorridas várias etapas. Uma ruptura amorosa leva tempo a instalar-se, desenvolver e a consumar-se. Na verdade, quando o divórcio se aproxima e se revela como inevitável, os adultos começam a fazer o seu luto muito antes das crianças, que embora possam já sentir confusamente que alguma coisa não está bem, não conseguem ainda imaginar o que se prepara.É aqui que, desde logo, começa o princípio do caos emocional. Os adultos tendem a fechar-se demasiado sobre as suas mágoas e frustrações, deixando os filhos entregues aos seus medos e inseguranças, remetidos a um silêncio que a médio e a longo prazo se revela tóxico pelos estragos que causa. Muitas vezes não é por egoísmo que os pais se alheiam do que os rodeia, mas por causa da dor e da inquietação sentidas e que lhes toma muito do seu espaço «interior». Não se sentem disponíveis para atender as necessidades reais que as crianças atravessam nesse momento. Mas o problema é que o impacto do divórcio dos pais na vida de uma criança é enorme, e se o seu sofrimento não for convenientemente atendido e compreendido, se não for validada a sua dor, as marcas deixadas podem ser devastadoras e reflectirem-se na sua vida futura.

Três regras de ouro



É certo que cada filho reage ao divórcio dos pais de maneira diferente, segundo as características pessoais que são determinantes no processo. A forma como encaram o trauma varia com o grau de fragilidade, de vulnerabilidade e sensibilidade de cada um, segundo a sua estrutura e história específica que, fatalmente, os condicionam. No entanto, mais introvertidos e inseguros, ou mais extrovertidos e confiantes, todos ficam extremamente fragilizados com a ruptura. Fazê-los falar sobre o que sentem e, sobretudo, validar o seu sofrimento, é indispensável. Especialistas no assunto recomendam três regras essenciais na forma de lidar com o processo de divórcio, numa tentativa de minimizar as suas consequências. Em primeiro lugar, os pais devem combinar previamente e em conjunto os detalhes da conversa que irão ter com os filhos. Outra das regras sugere que o anúncio do divórcio seja feito a dois, pelo pai e pela mãe, da maneira mais tranquila possível.Finalmente, e na opinião de Gary Neuman, terapeuta especialista em divórcios, é fundamental fazer passar a mensagem crucial nos primeiros «quarenta e cinco minutos» após o anúncio do divórcio. Este é um momento-chave para suavizar da melhor forma possível os efeitos do impacto, quando o pânico ainda não se instalou. Se este momento não for devidamente «agarrado», tudo será pior, diz. Assim, é fundamental dar-lhes a conhecer o passo que vai ser dado quando as crianças sentem que a família é ainda «um todo». Esse sentido de unidade fá-las reagir melhor. «Quando ainda somos uma família, e ainda há unidade e consistência entre os laços que unem pais e filhos, quando as coisas ainda não explodiram, é a altura essencial para se começar a falar da separação que está para vir.» Sentir que a família ainda é um «bloco» e que não se desagregou efectivamente é a melhor maneira «de os por à vontade, ou pelo menos, de evitar que entrem em pânico, de forma a poderem fazer as perguntas que desejam, para se acalmarem e começarem a acostumar a uma realidade que ainda não aconteceu».A calma e a tranquilidade fortalecem as crianças. É então tempo de fazer perguntas, de lhes assegurar que os pais continuarão a estar «ao lado» deles, a apoiá-los, a responder a todas as perguntas as vezes que forem necessárias. Falar com relativa simplicidade e tranquilidade do que se passa, das razões que os impedem de continuar a viver juntos, fazendo-lhes sentir e compreender que eles, filhos, nada têm de responsabilidade no caso. Nesta fase, é essencial que o sofrimento dos filhos «ganhe protagonismo» no processo. É desse sofrimento que se trata de apaziguar, e os pais devem deixar de parte o seu luto individual e pensar primeiro nas crianças.

Culpa dos filhos, raiva dos pais



Uma das mais terríveis consequências é a culpa que os filhos carregam em relação ao divórcio dos pais, de que se sentem responsáveis. Mais uma vez, desculpabilizá-los com empatia e amor, retira-lhes um enorme peso dos ombros, que muitas vezes carregam anos a fio. Quando não encontram eco para as suas dúvidas e medos, tendem a culpar-se, pensando que foram os causadores da separação. Na realidade, esse medo é difuso, não identificam exactamente a razão dessa culpa, atribuindo-a eventualmente aos maus resultados escolares, aos maus comportamentos ou a alguma falta do seu passado de que não tiveram a consciência. Mas, ainda que não verbalizem ou entendam o peso da culpa pesada que os habita, há toda uma dinâmica de dor que se agita dentro deles.Muito do sofrimento faz-se no silêncio das suas cabeças que não param de pensar e de sentir, e o mais grave é que os adultos não se apercebem nem valorizam estes medos calados porque se encontram, eles próprios, a braços com a sua própria dor. Estilhaçados pelo sofrimento, pela raiva e ressentimento, os pais não têm tempo para pensar no que os filhos possam estar a sentir. Por outro lado, nada é mais violento para uma criança do que ouvir os pais culparem-se mutuamente pelo que aconteceu. Quando a guerra estala entre os adultos, as crianças sentem o coração a bater desordenadamente dentro deles, como uma bomba prestes a explodir. No entanto, embora seja muitas vezes difícil para os adultos evitar denegrir o ex-companheiro ou companheira, há que preservar acima de tudo a imagem do outro.Quando, por exemplo, a mãe está dolorosamente magoada com o ex-marido, a criança é que paga. Nestas alturas de crise, muitas crianças começam a fazer chichi na cama, choram, tornam-se birrentos, teimosos, irritáveis, e os pais não fazem a ponte entre este comportamento e o processo que está a decorrer, tendendo a culpar os filhos e descarregando em cima deles a sua própria raiva e frustração. As crianças pequenas precisam de mais ajuda, de verbalizarem o que sentem, mas geralmente isso não acontece. Pelo contrário, muitas vezes, é nestas alturas que os pais se tornam mais exigentes e desesperados com o comportamento dos filhos, castigando--os, culpando-os, irritando-se e perdendo a paciência, quando é justamente dessa mesma paciência que eles agora mais precisam. Não se trata, porém, de culpabilizar os pais. Não somos perfeitos e esta é uma das crises mais difíceis de viver.

Agora pode ser tarde



A esmagadora maioria dos divórcios ocorre quando as crianças têm entre sete a dez anos, períodos particularmente sensíveis nas suas vidas. Mais uma vez não é demais alertar para o perigo que representa esse tempo de luta e de mágoa, em que as crianças são muitas vezes «esquecidas». Imersos na sua própria dor, os pais acham que por serem ainda pequenos, os seus filhos «não percebem bem as coisas», e por isso não vale a pena aprofundar muito o assunto. Pensam que se refazem com facilidade, que esquecem, se habituam e adaptam às novas vidas, sem fazerem a mínima ideia do que realmente se passa nas suas cabeças e nos seus corações.Quando mais tarde «acordam» para os filhos, depois de se instalar uma certa calma e tranquilidade e de muitas vezes refazerem as suas vidas, tudo parece cicatrizado e esquecido. Sendo o divórcio «tão comum» e tão grande o número de crianças, filhas de pais divorciados, que sobreviveram «tão bem» aos novos casamentos dos pais, ao nascimento de novos irmãos de ambos os lados, não se apercebem da gravidade da situação que entretanto evoluiu perigosamente. De repente, as crianças cresceram e chegaram à adolescência. É neste momento que os sintomas mais graves se revelam. Sem se darem conta do sucedido, os pais encontram nos seus adolescentes aparentemente «refeitos» do divórcio, jovens interiormente minados de problemas não resolvidos. Porquê? Porque se «refizeram» à sua custa, tendo sido deixados entregues a si próprios, muitas vezes despedaçados entre pais que se digladiam e desprezam, tendo em consequência crescido psiquicamente descompensados e em desequilíbrio.Perdidos na sua escuridão pessoal, fizeram todo o processo sozinhos, viveram a sua tristeza como um longo caminho solitário, sem ninguém com quem pudessem falar do que sentiam. Os adultos não tiveram tempo para os acarinhar, acalmar, sossegar. Acumularam mágoas, o que muitas vezes traz as mais terríveis consequências, que se revelam das mais variadas formas, por vezes da maneira mais dramática. Especialistas relatam problemas em adolescentes como auto-mutilações, comportamentos de risco, desespero, depressão e violência, muitas vezes para punir os pais, outras para se punirem a si próprios. Estas situações representam, justamente, novos momentos-chave para restabelecer a ponte que se quebrou.Recontar o passado


Apesar dos traumas e dos desesperos vividos na infância e na adolescência, como o divórcio dos nossos pais, que subitamente dividiu ao meio o mundo da infância, as histórias tristes podem sempre ser recontadas de forma a poder reconstruir a estrutura perdida. Dito de outro modo, nunca é tarde para remediar os estragos de uma relação depois de um divórcio mal vivido. A melhor solução está, mais uma vez, na partilha, em falar do que aconteceu no passado. Essa nova abordagem, o facto de poder acrescentar novos dados à história permite uma aproximação entre as pessoas.Sim, a aproximação é sempre possível, por maiores que sejam as mágoas, nada é para sempre. «Até à hora da morte é possível repor a verdade das coisas e voltar a contar a história, por vezes muitos anos depois, quando os ânimos se acalmaram e as vozes deixaram de gritar o medo que sentimos, a insegurança de ter perdido um porto onde ancorar», diz Gary Neuman. É possível apaziguar os medos, os ressentimentos e sobretudo compensar o estilhaçar súbito das nossas vidas. É possível voltar atrás e contar a história de novo, ouvir novas versões do pai e da mãe, que contam a sua própria história e que deitam, enfim, luz sobre o que realmente se passou, o que foi sentido, decidido, em que ponto a coisa se partiu para sempre. É possível, até ao fim, dizer de sua justiça, explicar, contar como cada um dos elementos da família percorreu o seu próprio caminho até ao dia em que se rompe o silêncio.Às vezes, não se conta tudo de uma vez, a história vai sendo revelada aos poucos, à medida que as perguntas se colocam e se juntam as peças do puzzlle. Apesar de os silêncios terem criados mágoas que fermentaram dolorosamente dentro de nós, é sempre tempo de tentar curar as feridas antigas.

Fonte: Pais&Filhos

A Gaguez

Há momentos nas nossas vidas em que as pessoas gaguejam: por alegria (excitação), tristeza (falar e chorar ao mesmo tempo), ansiedade e/ou nervosismo ou simplesmente por cansaço ao final de um dia stressante de trabalho e esta ocorrência não deixa de ser “normal”, fazendo parte da comunicação humana.

Mas afinal o que é a gaguez e quando se deve intervir directamente?

*Gago: indivíduo cujo o pensamento é mais rápido que a palavra e que não possui segurança verbal naquilo que quer exprimir.

*Gaguez: alterações na fluência verbal, ou seja é a fala interrompida ora por silêncios, ora por prolongamentos e repetições de sons, sílabas ou palavras, que são produzidos com excesso de tensão muscular. É um sistema circular constituído por 3 vectores: a gaguez propriamente dita, a ansiedade no momento de falar e a enorme vontade de não gaguejar.

A comunicação verbal é estabelecida numa interacção entre quem fala e quem ouve; a existência de gaguez na mensagem, põe em risco o bom funcionamento no acto de comunicar.

Nas crianças entre os 2 e os 4 anos, pode ocorrer alterações na fluência do discurso, fazendo esta parte do desenvolvimento da fala, a que chamam de "gaguez fisiológica" ou "normal". No entanto, se estas interrupções no discurso, surgem ou acentuam-se a partir dos 4 anos, são frequentes, acompanhadas por expressões faciais e corporais marcadas (como os tiques) e gestos que surgem como substituto ou aliado na fala...o Terapeuta da Fala pode ajudar.


O Que Fazer?

Difícil para quem escuta- O que fazer quando ele gagueja?

(a) Ajudar a completar a palavra ou encontrar a mais adequada?

(b) Esperar pacientemente?

(c) Esperar fazendo de conta que não se nota nada de especial?

(d) Dar indicações do género: "respira fundo, descontrai-te, pára e começa de novo ou pensa antes de falar"

Se (a), a criança pode interpretar a prontidão do adulto em dizer a palavra, como falta de paciência para ouvir o que ele estava a dizer, ou que sozinho não consegue falar.

Se (b) e (c), manifesta-se num gesto importante na comunicação: o contacto visual. Como quem ouve, não sabe o que fazer e a postura é não interferir, disfarça o incómodo que sente evitando olhar para a criança. No entanto, essa pode pensar que o que está a dizer não interessa.

Se (d), induz que se pode controlar a gaguez (que a criança se quisesse venceria a disfluência), mas esta é uma noção simplista e incorrecta que tem repercussões negativas na interacção. Esta atitude transmite que o ouvinte está mais preocupado com a forma do que com o conteúdo da mensagem.

É fundamental aceitar a criança que gagueja e como tal dar-lhe o tempo que precisa para comunicar!

Difícil para quem se tenta expressar - Como age quem gagueja?

(a) A ansiedade é um factor relevante, que agudiza os episódios de gaguez.

Esta baseia-se em 3 passos que antecedem o momento de falar:

*A criança sente esforço em tentar coordenar as ideias que quer transmitir;

*Atribulações na coordenação motora das estruturas articulatórias;

*Receio da reacção depreciativa de quem está a ouvir.

(b) Para controlar essa ansiedade podem surgir atitudes como:

*Desistir em se expressar

*Evitar falar em público

*Afastamento social, fechando-se no seu próprio mundo (em que vivência de forma negativa as suas interacções sociais).

(c) As dificuldades sentidas na interacção (principalmente em situações de troça) contribuem para que a criança se sinta mais ansioso no momento de falar, o que pode levá-lo a gaguejar ainda mais.

(d) Na maioria dos casos, a timidez não deixa de ser uma consequência da gaguez e o silêncio é a melhor forma que a criança encontra para não se expôr.


É importante que a criança encontre um sentimento de aceitação da sua dificuldade por quem o escuta e por ele próprio!

Sugestões:

*Falar calmamente, demonstrando disponibilidade para ouvir,

*Não colocar muitas questões, sem dar tempo de resposta,

*Evitar situações que desencadeiem ansiedade,

*Proporcionar actividades lúdicas que incluam canções e rimas,

*Sensibilizar quem troça, o mais importante é ouvir o que diz e não como diz.

Fonte: Médicos de Portugal

4 de maio de 2009

Caso de Gripe A confirmado em Portugal


Pois é, a Gripe A, ou Gripe suína chegou a Portugal.



A ministra da Saúde, Ana Jorge, confirmou hoje em conferência de imprensa que a mulher que estava a ser analisada em Portugal tem mesmo Gripe A. No entanto, já não há risco de contágio.

Ana Jorge confirmou que a portuguesa de 31 anos, residente em Lisboa, que se suspeitava ter o vírus H1N1 ou vírus da Gripe A, está mesmo infectada. A família da senhora foi examinada e não tem, segundo a ministra, quaisquer sintomas de ter contraído vírus.

As análises, que chegaram hoje de um laboratório de Londres certificado pela Organização Mundial de Saúde (OMS), confirmaram a presença do vírus H1N1, mas segundo a ministra, já não existe risco de contágio.

A ministra disse ainda que todas as pessoas com quem a mulher contactou estão identificadas, em particular aquelas com quem terá estado no avião de regresso a Portugal. Neste momento, a senhora cumpre as medidas recomendadas para evitar o contágio e não houve necessidade de recorrer a medicamentos antivirais para recuperar.

O Instituto Ricardo Jorge, onde as primeiras análises foram feitas, não possuía uma colheita do vírus da Gripe A e, por isso, as amostras tiveram de ser enviadas para Londres. A OMS deverá enviar ainda hoje colheitas para que novos casos possam ser identificados em Portugal.

Segundo a ministra, "a existência de um caso confirmado em Portugal não representa um caso imprevisto", uma vez que a portuguesa que contraiu o vírus estava nas circunstâncias favoráveis ao contágio: esteve no México, o país onde existe um foco de Gripe A. Outra das circunstâncias favoráveis ao contágio é o contacto com pessoas de áreas onde existam focos do vírus H1N1.

A ministra voltou a frisar a que "as medidas adoptadas em Portugal estão de acordo com o definido pela OMS" e que, perante sintomas imprevistos de gripe ou contacto com as áreas afectadas, o melhor a fazer é contactar a linha Saúde 24 (800 24 24 00), onde profissionais de saúde podem aconselhar e encaminhar os utentes.

Ana Jorge agradeceu à senhora infectada com o vírus o seu "comportamento de grande civismo" e a "prova de cidadania" que deu, por se ter submetido por livre vontade a uma situação de quarentena, "limitada à sua habitação até à alta clínica", para não contagiar outras pessoas.

in Diário de Notícias