| Por muito avançados que sejam os equipamentos hospitalares e por muito grande que seja o seu interesse nos mesmos, evite fazer observações desnecessárias e, principlamente, evite antecipar a dor das contracções, pelo facto de conseguir detectar, através dos equipamentos, a chegada da próxima contracção. Não se sente a ver televisão da sala de espera para não correr o risco de se distrair, esqueçendo-se, por completo, da parturiente.É ela quem precisa de distracção, por isso dê-lhe atenção e ande com ela de um lado para o outro, pergunte-lhe se ela quer tomar um duche ou se prefere ouvir música. Nesta hora, é o bem estar da parturiente que está em causa, bem estar esse que deve motivar todos os seus actos.
Tente não estar sempre a chamar pelo médico ou pelo pessoal de enfermagem, especialmente se eles já lhe explicaram que ainda não chegou a hora. Sente-se calmamente onde lhe disseram para o fazer ou ande com a parturiente, enquanto esta puder. Importante é não a encorajar a fazer força, sem que o médico diga que chegou o momento. Estará só a dificultar as coisas. Tenha, igualmente, a sensibilidade suficiente para perceber que filmar ou tirar fotografias na sala de parto pode ser desconfortável e desconcertante. Tente não incomodar e espere que o médico lhe diga quando pode colocar-se em posição para tirar a fotografia dos seus sonhos. Por outro lado há que manter-se firme em certos aspectos, tais como evitar que as pessoas que a parturiente não quer que assistam ao parto, o façam, é o bem estar dela que se impõe e foi a si que ela escolheu para a ajudar a garanti-lo.
Se a parturiente se irritar consigo ou o/a criticar por tentar ajudá-la, não se ofenda, pois o estado de dor em que a mesma se encontra faz com que diga coisas que não pensa e não sente. Acima de tudo tente não perder a oportunidade de assistir ao parto de alguém que ama e lhe pede que o faça. É um momento maravilhoso que recordará sempre e fará com que aprecie cada vez mais o milagre que é a vida. |
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