25 de março de 2010

O acompanhante durante o parto


Não é uma tarefa fácil e talvez por isso seja muito importante estar preparado, fisica e psicologicamente, para a desempenhar da melhor forma possível. Geralmente incumbe ao parceiro, mas também pode ser desempenhada pela mãe, sogra, irmã, amiga ou outra pessoa da sua confiança.


O que se deve fazer quando se assiste ao parto?

O acompanhante não deve criticar a parturiente ou queixar-se, durante o trabalho de parto. Deve resistir ao impulso de a mandar fazer força. Em vez disso deve elogiá-la, dizendo-lhe que está a fazer um óptimo trabalho e que tudo está a correr bem. Deve, acima de tudo, manter a calma, transmitindo confiança à parturiente e fazendo-a sentir-se segura e apoiada.

Se por um lado algumas mulheres evitam o contacto físico com outras pessoas durante o parto, outras há que preferem estar de mão dada ou agarradas ao braço da pessoa que as acompanha, é a maneira que encontram de não se sentirem sós durante o trabalho de parto. O acompanhante deve oferecer-se para lhe fazer uma massagem ou ajudá-la a mudar de posição, isto é, deve, dentro do possível, antecipar-se às suas necessidades, dando-lhe água ou qualquer coisa para mordiscar se ela assim o desejar, colocando-lhe compressas ou oferecendo-lhe mais cobertores.

É aconselhável que o acompanhante esteja preparado para satisfazer as suas próprias necessidades, nomeadamente tendo consigo alguma coisa para comer e beber, uma muda de roupa, caso necessite e um livro ou um leitor de cassetes ou de CD’s, pois nunca se sabe o tempo que a parturiente demorará a entrar em trabalho de parto ou o tempo que este demorará.

Se, por qualquer motivo, você se sentir fraco e pensar que poderá desmaiar, sente-se e tente acalmar-se. Se não o conseguir saia da sala, pois se desmaiar lá dentro só aumentará a confusão. Há que saber reconhecer as suas fraquezas, em benefício da parturiente.


O que não se deve fazer?

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Por muito avançados que sejam os equipamentos hospitalares e por muito grande que seja o seu interesse nos mesmos, evite fazer observações desnecessárias e, principlamente, evite antecipar a dor das contracções, pelo facto de conseguir detectar, através dos equipamentos, a chegada da próxima contracção. Não se sente a ver televisão da sala de espera para não correr o risco de se distrair, esqueçendo-se, por completo, da parturiente.É ela quem precisa de distracção, por isso dê-lhe atenção e ande com ela de um lado para o outro, pergunte-lhe se ela quer tomar um duche ou se prefere ouvir música. Nesta hora, é o bem estar da parturiente que está em causa, bem estar esse que deve motivar todos os seus actos.

Tente não estar sempre a chamar pelo médico ou pelo pessoal de enfermagem, especialmente se eles já lhe explicaram que ainda não chegou a hora. Sente-se calmamente onde lhe disseram para o fazer ou ande com a parturiente, enquanto esta puder. Importante é não a encorajar a fazer força, sem que o médico diga que chegou o momento. Estará só a dificultar as coisas. Tenha, igualmente, a sensibilidade suficiente para perceber que filmar ou tirar fotografias na sala de parto pode ser desconfortável e desconcertante. Tente não incomodar e espere que o médico lhe diga quando pode colocar-se em posição para tirar a fotografia dos seus sonhos. Por outro lado há que manter-se firme em certos aspectos, tais como evitar que as pessoas que a parturiente não quer que assistam ao parto, o façam, é o bem estar dela que se impõe e foi a si que ela escolheu para a ajudar a garanti-lo.

Se a parturiente se irritar consigo ou o/a criticar por tentar ajudá-la, não se ofenda, pois o estado de dor em que a mesma se encontra faz com que diga coisas que não pensa e não sente.
Acima de tudo tente não perder a oportunidade de assistir ao parto de alguém que ama e lhe pede que o faça. É um momento maravilhoso que recordará sempre e fará com que aprecie cada vez mais o milagre que é a vida.

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