Recém-nascido
Durante os primeiros dias é natural que os bebés recém-nascidos acordem muitas vezes durante a noite e durante o dia. O bebé terá de se ambientar aos múltiplos estímulos visto vir de um mundo calmo e sem estímulos violentos – o útero materno. Os sons eram amortecidos pelo líquido amniótico e pela bolsa, a luz era apenas sentida como uma penumbra e a temperatura era quase inalterável.
Agora o bebé terá de se adaptar ao mundo. É pois natural, que embora durante os primeiros tempos durma cerca de dezasseis a vinte horas por dia, acorde várias vezes a chorar. O bebé sente-se inseguro e a mãe deve falar-lhe para que sinta a sua voz e se acalme. A sua proximidade e o seu cheiro vão acalmá-lo.
Também é natural que o bebé tenha fome dado que nesta altura ainda não tem a rotina da amamentação instituída. A mãe deve ter calma e não ficar ansiosa para que a sua ansiedade não se transmita ao bebé. A melhor forma para que o bebé se habitue ao novo ritmo é sempre que acabar de o amamentar e de o fazer arrotar, deitá-lo no seu berço. O bebé nesta idade não necessita que o mantenha ao colo por muito tempo. A mãe deve cuidar para que o bebé não se sinta desconfortável com a fralda molhada, com ruídos fortes ou luminosidade intensa.
Bebé
A partir do primeiro mês o e até completar o primeiro ano o bebé continua a dormir muito. Todavia, as horas de sono são mais repartidas. O bebé dorme sonos mais longos durante a noite e sonos mais curtos durante o dia. Os tempos de sono diurno são repartidos por várias sestas.
A partir dos 3 meses e até aos 6 meses os sono da noite pode durar nove horas seguidas e a partir desta idade o seu sono nocturno pode alargar-se entre as dez e as doze horas. A partir do primeiro ano e até aos três as crianças continuam a dormir diariamente cerca de treze a quatorze horas. Os sonos diurnos vão-se reduzindo a um único período – a sesta da tarde.
Durante os primeiros meses podem ocorrer várias crises de choro. Para elas contribuem várias causas:
O dia e a noite – Nos primeiros meses o bebé vai aperceber-se das alterações – dia/noite – e é natural que tenha crises de choro durante a tarde porque pode sentir-se inquieto quer com os ruídos quer com a luminosidade. Perante estas crises os pais não devem parar de fazer ruídos ou insonorizar o quarto do bebé ou, para evitar a luz, colocarem o quarto permanentemente às escuros.
A criança vai ter de se habituar às diferenças dia/noite e para a acalmar não há nada como, depois de verificar que não está incomodada com a fralda suja ou com fome, pegar-lhe suavemente, afagá-la e colocá-la de novo na caminha. Para que sinta a sua presença, pode fazer-lhe umas festas suavemente até que pegue de novo no sono.
As cólicas – São fáceis de reconhecer, o bebé cerra os punhos, flexiona as perninhas e chora desesperadamente. Ocorrem geralmente a partir das quatro semanas e podem prolongar-se até aos quatro meses. Surgem geralmente ao fim da tarde e é difícil conseguir confortar o bebé.
Aconselha-se a que os pais massagem suavemente a barriguinha do bebé no sentido dos ponteiros do relógio – podem fazê-lo aplicando óleo morno nas mãos -, o coloquem deitado de barriga para baixo sobre as suas pernas e o embalem suavemente.
Quando o bebé não pára de chorar podem colocá-lo no carrinho de passeio e andar um pouco com ele pela casa. O pediatra pode ajudar prescrevendo um medicamente adequado quando o bebé sofre durante largos períodos de tempo com este transtorno.
A angústia da separação – Cerca dos oito meses o bebé começa a sentir a ausência dos pais. Nesta altura o bebé também já saiu do quarto dos pais e quando se sente sozinho é natural que chore quando acorda durante a noite. Muitas vezes acorda e depois de choramingar consegue adormecer de novo sem a interferência dos pais.
Contudo, quando isto não acontece e para que o bebé se sinta seguro, os pais devem dirigir-se ao quarto da criança, falar-lhe suavemente e aconchegá-lo para que ele sinta a sua presença e adormeça de novo. Isto pode acontecer várias vezes durante a noite mas, em caso algum – excepção para os casos em que a criança está muito doente – os pais devem levar a criança para a sua cama.
Medo do escuro – A interrupção do sono nocturno com ataques de choro provocados pelo medo que a criança tem do escuro, começa apenas a acontecer a partir dos dois anos, altura em que a criança já tem uma capacidade imaginativa muito grande. Assim, quando a criança acorda e se encontra na penumbra do quarto pode imaginar que um monstro está a abanar o cortinado ou que o cão do vizinho, que é muito mau, se encontra escondido debaixo da sua caminha.
O estalar da mobília pode ser um sussurro terrível. Nestes casos, os pais devem dirigir-se ao seu quarto quando chora e acendendo a luz, mostrar à criança que nada existe no quarto que lhe possa fazer mal se necessário, os pais podem verificar com a criança todos os cantos do quarto.
Inclusive, para que a criança fique descansada, abrir as gavetas e verificar com ela o interior do roupeiro. Depois da criança ficar sossegada, devem deitá-la e aconchegá-la dizendo que estarão atentos e vigilantes. Se necessário, os pais devem deixar uma luz de presença acesa durante a noite e a porta do quarto da criança entreaberta.
Pesadelos – É também a partir dos dois anos, e por um período que se pode manter até cerca dos seis, que a criança pode acordar repentinamente com pesadelos. Geralmente grita e não consegue desligar-se dos sonhos maus. Pode sonhar com algumas situações que vivenciou durante o dia e que agora se transformam em pesadelos durante a noite.
Nestes casos só o carinho e o amor a podem acalmar. Os pais devem tentar acalmar a criança falando um pouco com ela. Oferecer-lhe um copo de leite morno e mimá-la durante uns minutos. A criança tem que se sentir apoiada e segura pelo amor dos pais. Também nestes casos é natural que a criança se levante e se dirija para o quarto dos pais para se abrigar na sua cama.
Os pais não o devem permitir e devem acompanhar a criança de novo ao seu quarto para que aí permaneça. Nos casos em que a criança faz estas peregrinações várias vezes numa só noite, muito embora os pais se sintam cansados e desejosos, também eles, de descansar, a verdade é que a melhor solução não é deixar que a criança permaneça na cama do casal.
Estabelecer rotinas
O mais importante para que a criança tenha sonos descansados é que aprenda a dormir. Para isso há que estabelecer rotinas desde o início. As rotinas são importantes para que a criança aprenda a conhecer as sequências temporais. Geralmente as melhores rotinas iniciam-se com um banho, seguido de uma massagem calmante. Depois convém que a criança tome a sua refeição calmamente e que não tenha estímulos que a possam excitar antes de se deitar. Na hora de ir para a cama os pais devem manter um ritual:
- Deitar o bebé
- Aconchegá-lo
- Cantar-lhe uma canção de embalar
- Despedir-se carinhosamente com um beijinho de boa noite.
Esta rotina deve ser mantida diariamente sem oscilação nos horários. Com ela, o bebé vai adaptar o seu ritmo biológico aos horários de sono marcados pela rotina e os seus sonos serão mais calmos.
Com as crianças mais crescidas, a partir dos dois anos, convém que para além das rotinas estabelecidas, os pais não permitam que entre o período do fim de jantar e a hora de ir para a cama, a criança tenha brincadeiras violentas como por exemplo, jogar à bola ou às escondidas ou ver televisão. Pode desenvolver actividades tranquilas como, pintar um livro, montar uma torre ou fazer um puzzle. Isto é importante para que a criança esteja calma na hora de dormir.
1 comentário:
Carla obrigado pelo conforto! eu sabia que tinha um cheiro activo mas nunca me tinham dito que era "esse".. é que a duvida aconteceu porque sempre tive corrimento durante toda a gravidez, umas vezes mais outras menos e agora com o aumento das descargas uma pessoa nunca sabe!.. bah! :P Entretanto em relação à capa para o colchão tens na totti kids, têm várias cores e desenhos, 20€ cada uma.. :)
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