29 de abril de 2010

O Fundo da Linha

O oceano profundo é o maior ecossistema do planeta, porém, continua amplamente inexplorado. Quanto mais desvendamos os seus mistérios, mais descobrimos o quão único este mundo estranho realmente é.



2 anos de casadinhos

Na passada 2ª feira festejamos 2 anos de casados e decidimos festejá-los fora de casa.
Como nesta fase da gravidez prefiro não fazer viagens longas, acabamos por ficar aqui pertinho, em Sintra.
Desta vez, escolhemos um turismo de habituação, em plena serra de Sintra, pertinho do centro histórico e escolhemos muito bem!
Um quarto com vista para a Serra, Castelo e Palácio da Pena, com um jardim muito acolhedor, uma piscina convidativa, pequeno almoço servido no quarto, quarto esse sem televisão (ao início estranhámos mas depois soube mesmo bem!), os donos muito simpáticos... sentimo-nos em casa!
Para quem quiser um fim-de-semana de relaxamento e, ao mesmo tempo, aqui próximo: www.casadovalle.com

Agora deixo-vos algumas fotos do nosso fds, o 1º aniversário na companhia do nosso Miguel - que já se faz ver à distância!


Algodão orgânico

Para que tenha sempre opções abertas relativamente à preferência pelas roupas do seu bebé, ficam aqui os principais benefícios da roupa orgânica. Basicamente, o orgânico é mais amigo do ambiente e mais saudável para o bebé. Quer saber porquê?
  1. O algodão convencional é cultivado com pesticidas, ao passo que o algodão orgânico não. Só por este motivo a roupa orgânica é uma boa opção, pois é uma opção mais saudável para a pele do bebé. Certamente que não quererá que a pele do seu bebé esteja em contacto com químicos. Para além de tudo, o algodão cultivado normalmente, sem ser biológico, é uma das culturas responsáveis por ¼ dos pesticidas usados mundialmente, sendo um dos culpados pela atual falta de saúde do planeta.
  2. As tintas usadas para tingir o algodão orgânico tendem a ser mais naturais, oriundas de plantas ou sementes, ao oposto das tintas usadas para colorir o algodão convencional que são feitas à base de químicos, sendo menos aconselhadas para envolverem a pele do seu bebé.
  3. Depois do algodão convencional crescer e ser colhido, o processo de transformação implica o uso de ainda mais químicos, o que potencia ainda mais o seu problema.
  4. A produção de algodão não orgânico polui não apenas o subsolo, mas também a água e o ar.
  5. Os trabalhadores que são expostos ao cultivo e processo produtivos do algodão experienciam muitos efeitos nocivos na sua saúde, obviamente maiores do que as pessoas que o usam.
  6. O algodão orgânico requer menos água, não adiciona químicos e pesticidas à água, ajuda o solo a ficar mais forte e promove práticas de cultivo mais amigas do ambiente.

27 de abril de 2010

o que fazer às 32 semanas e desenvolvimento do bebé

Como está a desenvolver-se
Pela Dra. Suzanne Dixon e o Dr. Jim Thornton.


ÁREAS DE DESENVOLVIMENTO O cérebro do bebé desenvolve novas pregas e ligações. Os ossos endurecem e a pele adquire maior grossura. Se está à espera de um menino, nesta altura os seus testículos estão a descer ao escroto, se bem que em alguns casos não terminam de fazê-lo até ao primeiro aniversário.

ENGORDANDO O bebé vai ganhando peso e ficando com bochechas e nádegas. Engorda cerca de 230 gramas semanais, que o colocam num peso de entre 1,8 e 2,7 quilos. A gordura armazena energia para a sua viagem pelo canal de parto. É possível que já esteja a preparar-se para a viagem orientando a cabeça para baixo.

O QUE ESTÁ A ACONTECER O bebé já recebe grande quantidade de luz, de modo que se habitua ao passar dos dias e noites. Tem ciclos de sono e actividade claramente definidos, complexos e sustentados, amiúde coordenados com as horas de descanso e vigília da sua mãe. Alguns estudos apontam que é nesta época que começam a aparecer os sonhos, o que no feto e o bebé se determinou chamar “sonho activo”.

APOSENTOS APERTADOS Com mais bebé do que líquido amniótico, não fica muito espaço para mover-se no útero. A mãe nota esses alongamentos e pontapés. E inclusive pode ver esses movimentos, uma vez que o seu útero está mais fino. A actividade actual do bebé e as suas respostas perante a luz, o som e o movimento são, de certo modo, traços próprios da sua personalidade.

Cuidado da mãe
Pela Dra. Elaine Zwelling e o Dr. Jim Thornton

CONCEITOS ERRADOS ACERCA DO ALEITAMENTO MATERNO Não deixe que as informações erradas a façam desistir de dar peito ao seu bebé. Eis aqui alguns mitos que se desfazem com factos:

• Mito: Uma mulher com peitos pequenos não pode dar de mamar.
Realidade: O tamanho não importa para dar peito.

• Mito: Se a sua mãe (ou a sua irmã) não pode dar peito, você também não poderá.
Realidade: Menos de uma em mil das mulheres se vêem incapacitadas para dar peito e a genética não tem nada a ver com isso. A maior parte dos fracassos do aleitamento materno deve-se ao facto da mulher não receber ajuda ou orientação adequada.

• Mito: Dar peito é sempre doloroso.
Realidade: Ainda que dar peito possa ser incómodo no inicio, nunca deve ser doloroso. Se o for, quer dizer que o bebé não aprendeu a alimentar-se correctamente. Uma simples mudança bastará para corrigi-lo. Peça ajuda a alguém com experiência.

• Mito: É necessário endurecer os mamilos antes de dar peito.
Realidade: A preparação só é útil se tiver os mamilos invertidos, quer dizer, mamilos que se metem para dentro com a estimulação. Se tiver este problema, fale com o seu médico ou com a sua parteira.

Alimentação adequada
Pela Dra. Suzanne Dixon e o Dr. Jim Thornton

ALIMENTAR-SE CORRECTAMENTE PARA A ULTIMA ETAPA Neste momento você e o seu bebé têm as máximas necessidades nutricionais de toda a gestação. A energia (calorias), a proteína, a vitamina C, o ácido fólico, o ferro e o cálcio que esteve a consumir todo este tempo são particularmente importantes neste troço final do desenvolvimento. Todos os dias deveria consumir:

• de cinco a nove doses de fruta e de legumes frescos
• duas ou três doses de lacticínios
• duas ou três doses de proteína, como carne magra ou peixe
• de seis a onze doses de alimentos integrais, como pão, cereais e arroz

COMER FORA Procure comer saudavelmente quando comer fora de casa. Evite os estabelecimentos de comida rápida e escolha um menu equilibrado. Quando isto não lhe for possível, observe as seguintes recomendações:

• Leve consigo uma sandes de pão integral com vegetais frescos e proteína (como atum, queijo, frango ou peru).
• Leve também um iogurte ou uma peça de fruta da época.
• Compre uma geleira portátil e um termo para manter frescos os alimentos que levar de casa. Também poderá utilizá-los depois para conservar o leite materno extraído do peito (para que o bebé o consuma quando você não puder estar perto) e os alimentos do bebé.

À espera
Pela Dra. Dra. Ann Corwin e o Dr. Jim Thornton

PREPARAR-SE PARA A MATERNIDADE Ter um filho é o princípio de um capítulo maravilhoso da vida... e também de uma grande mudança. Pode preparar-se para este acontecimento fazendo já certos ajustes nos seus hábitos e forma de pensar. Considere estas pequenas mudanças como uma espécie de tapete de boas vindas para o recém-nascido.

• Reorganize a sua casa convenientemente. Por exemplo, colocar o berço perto da cama ajudá-la-á a começar a pensar como mãe.

• Vá dormir quando estiver cansada. É provável que antes de ficar grávida tenha feito esforços para aguentar estar acordada apesar da fadiga. No entanto, agora deverá atender aos sinais do seu corpo, tal como terá que prestar atenção aos sinais do bebé quando nascer. Se começar a fazer uma ou outra sestazinha durante o dia, ir-se-á habituando a dormir quando o bebé dormir.

• Tente aceitar estas mudanças com espírito positivo. Por exemplo, pense que a sua redonda barriga não a faz “gorda”, mas sim que converte o seu corpo num verdadeiro lar, acolhedor e protector para o seu bebé. Durante o parto, pense que a intensidade cada vez maior das contracções a aproxima cada vez mais do momento de abraçar o seu bebé.

Para os pais
Pelo Dr. Lawrence Kutner e o Dr. Jim Thornton

LISTA DE COISAS PARA FAZER O tempo aperta pelo que terá de começar a preparar-se para o dia do parto.

• Prepare uma mala de parto para a sua companheira com duas semanas de antecedência da data prevista.
Não se esqueça de incluir algumas coisas para si, como uma camisa, uma muda de roupa interior e alguns artigos de toucador.

• Visite o hospital para ver onde terá que estacionar e onde se realizará a admissão.

• Aprenda alguns itinerários para chegar ao hospital.

• Prepare uma lista com os números de telefone de todas as pessoas a quem quiser telefonar para dar a boa notícia. Pense que, com certeza, quando chegar o grande dia não estará para pensar nestes pormenores.

• Tenha pronta a máquina fotográfica, com rolo e pilhas.

• Instale a cadeira de segurança para o automóvel.

10 (bons) conselhos para um parto mais feliz

Qual é a mulher que, a dada altura, mesmo antes do parto, não se sente ignorante em relação à vontade do corpo, aos termos médicos, às rotinas hospitalares? Propomos-lhe um guia para a ajudar a descontrair. E ganhar confiança.

Até pode ser a mulher mais confiante do mundo, a mais segura, a mais optimista, a mais serena. Até pode ter um doutoramento em Física Quântica. Ou saber, de cor e salteado, o nome de todos os ossos do corpo humano. Quantas vezes, assim que se sabe grávida, a mulher sente a confiança sumir-se por entre exames, ecografias, palavras difíceis e medos fininhos. Não admira. A gravidez sempre foi, sempre será, uma espécie de mistério insondável. Tão natural, tão comum, mas tão diferente de todas as outras experiências de vida, tão incomparável.

O parto é o clímax dessa viagem ao desconhecido. O momento em que tudo se torna brutalmente real. Se anda à procura do segredo do parto feliz, ouça um bom conselho: em primeiro lugar, é preciso saber o que é parto. Fisiologicamente falando. Depois, é preciso saber o que se quer para esse momento. E, por último, é preciso aceitar a incerteza. Todos os partos são imprevisíveis e podem tomar um rumo diferente daquele que se imaginou.

O truque é assumir o controlo. Estudar, ler, perguntar. Tomar decisões. Ser a verdadeira protagonista do parto. Independentemente do desfecho. Sugerimos-lhe um guia em dez passos para chegar a esse de estado de alma confiante e maduro.

1. Faça a sua própria pesquisa

Estar bem informada é meio caminho andado para um parto mais tranquilo. Zita West, a famosa parteira britânica autora de vários best-sellers sobre fertilidade, gravidez e parto, diz, no livro «Cuidar do bebé antes do nascimento» (Civilização Editora), que «a familiaridade» da mulher com «os padrões de comportamento em cada fase do parto dá-lhe uma melhor compreensão do que se está a passar com o seu corpo e como lidar com isso». Acrescenta a especialista: «Um planeamento prévio é mesmo importante». Isto porque, diz Zita West, se a mulher estiver em boa «forma mental», o parto será, seguramente, mais fácil.

Por isso: leia, estude e procure esclarecimentos sobre as várias opções de parto. Não espere que a informação lhe caia no colo, não dependa da paciência e da disponibilidade do seu médico e, sobretudo, não adie. Evite pensar que, sobre o parto, «logo se vê». O obstetra do Hospital de S. João Diogo Ayres de Campos defende que o «verdadeiro envolvimento na decisão sobre as intervenções de saúde só funciona quando as grávidas estão bem informadas das alternativas possíveis». O médico recomenda os sites da Cochrane Collaboration (http://www.cochrane.org/reviews/en/subtopics/87.html), «que contém resumos em linguagem simples dos melhores conhecimentos científicos actuais nesta área» e a página «Information for patients» do site do Colégio Inglês de Ginecologia e Obstetrícia (www.rcog.org.uk).

No entanto, estar bem informada não significa, necessariamente, estar bem preparada. Ler todos os tratados de obstetrícia publicados até hoje não é, seguramente, o passaporte para o parto perfeito. Seja selectiva e comedida. Estude, mas relaxe. Questione, mas confie. A igualmente famosa obstetra inglesa Gowri Motha destaca, no livro «Método para um parto suave» (Estrela Polar), o «maior obstáculo» a uma boa experiência de parto: «duvidar de si própria». Escreve a médica: «Acha que vai conseguir? Se a sua resposta imediata for ‘não’, aquilo que tem de enfrentar e ultrapassar não é a química, mas o cepticismo».

2. Não vá às consultas sozinha

Pode parecer complicado, conseguir que o seu parceiro tenha sempre disponibilidade para a acompanhar ao médico, aos exames, às ecografias, às sessões de preparação para o parto. Mas insista, a gravidez não foi inventada para ser vivida apenas pela mulher. Se, por qualquer razão (o emprego, por exemplo), ele não puder mesmo ir, peça à sua mãe, ao seu irmão, à sua melhor amiga.

Frisamos este ponto, não apenas porque é bom partilhar emoções, mas, sobretudo, porque é útil estar mais uma pessoa no consultório. Essa pessoa pode colocar as questões que a grávida não se lembrou – ou não se sentiu à vontade – para colocar. Pode ajudar a desdramatizar a situação se o obstetra falar na necessidade de realizar uma amniocentese. Vestir a capa da racionalidade se os sentimentos tomarem conta do momento. Ou servir de porto seguro se alguma coisa estiver a correr menos bem com a gravidez.

Não faça cerimónia. Peça companhia para ir às consultas pré-natais.

3. Faça perguntas

Há que dizê-lo com frontalidade: mulher grávida é sinónimo de mulher vulnerável. Por mais pós-graduações que tenha, assim que entra no consultório do obstetra e mergulha na rotina de exames, medições e termos complicados, não há estudos que valham. As dúvidas, as inquietações, os medos surgem quase do nada.

Por vezes, a insegurança não permite sequer que a grávida coloque ao médico todas as perguntas que tinha em mente. É normal sentir este desassossego no peito. Mas, por mais ansiosa que esteja, não desista de fazer todas as perguntas que lhe assaltam o espírito. Mesmo aquelas (aparentemente) mais tontas: ‘quanto tempo dura a gravidez?’, ‘o que é uma contracção?’. Familiarize-se com conceitos como rompimento das membranas e episiotomia. Informe-se sobre os riscos e os benefícios da epidural.

Não tome nada como um dado adquirido. Se não perceber as explicações do médico à primeira, peça para ele a aclarar outra vez – não tenha vergonha de o dizer.

Depois de realizar uma ecografia, espere pelo momento em que já está vestida, frente-a-frente com o médico, para dissipar as dúvidas. Desta forma, estará mais atenta e sentir-se-á menos vulnerável.

Se o obstetra lhe propuser uma determinada intervenção (indução do parto, cesariana), tente perceber bem as razões e pergunte se não há procedimentos alternativos. Se lhe for pedido que assine um consentimento informado, leia o documento com atenção, sem pressas. Moral da história: não leve dúvidas para casa.

4. Seja diplomata

Nem sempre é fácil argumentar com um profissional de saúde. Muito menos quando se carrega um filho na barriga. A ansiedade, o medo, a ignorância em relação aos aspectos técnicos toldam o espírito crítico e a grávida acaba, muitas vezes, por dizer sim a tudo. Mesmo quando lhe apetece dizer não. O nosso conselho neste caso é muito simples: seja diplomata. Isto é, procure ser assertiva, sem ser agressiva. Nada de bom virá de um confronto com o seu médico ou com a parteira que a vai assistir na maternidade.

Se não concorda em absoluto com os procedimentos propostos pelos profissionais, procure apresentar uma solução alternativa. Resista à tentação de insistir que está no seu direito, que o parto é seu e que pesquisou exaustivamente sobre tudo. Por exemplo: se o obstetra lhe quer induzir o parto às 41 semanas (prática muito comum actualmente), mas essa não é a sua vontade, decline delicadamente (desde que o bebé esteja bem), sugerindo uma vigilância mais apertada nessa semana.

Ou se não deseja ter estudantes de medicina ou de enfermagem no seu parto, recuse a presença destes profissionais, argumentando que já há hospitais, caso do S. João, no Porto, onde não é permitido estar mais do que um estudante nos quartos de parto. Seja firme, mas serena. Acredite, é o melhor para si e para o seu bebé.

5. Tome as suas próprias decisões

Tomar decisões acerca do parto, «de forma consciente e informada», ajuda as mulheres a sentirem-se mais responsáveis pela sua própria vida. Nas palavras de Luísa Condeço, presidente da Associação Doulas de Portugal, essa atitude pró-activa dá à grávida uma sensação de poder e uma «vontade de crescer». Mesmo que o parto não corra como planeado, mesmo que o desfecho seja o contrário daquilo que se idealizou, «o caminho foi traçado pela mulher». E isso, só por si, é bom.

«Delegar é mais fácil», nota a doula. Dessa forma, «a mulher pode dizer que a culpa de ter tido uma má experiência de parto é dos outros» – do médico, das enfermeiras, dos familiares. Mas escolher é mais benéfico: «A evidência científica prova que quando a mulher tem possibilidade de escolha, e exerce esse poder, o parto decorre de forma mais positiva».

«Tomamos decisões em relação a quase tudo na vida – o marido, o emprego – mas deixamos o parto nas mãos de terceiros. Porquê?», questiona-se Luísa Condeço. A doula recomenda às grávidas que se informem sobre os vários aspectos do nascimento (posição para dar à luz, episiotomia, soro, cesariana, indução do trabalho de parto). Só assim poderão decidir, só assim poderão saber como gostariam de viver «um dos momentos mais transformadores das suas vidas».

Ter poder de decisão não é, contudo, igual a questionar constantemente a palavra do profissional de saúde que acompanha a gravidez ou que assiste o parto, alerta Luísa Condeço. Tem mais a ver com o «processo de descoberta individual do modo como se olha para o parto» do que com confronto de opiniões e ideais.

Um último conselho, acrescenta a doula, talvez o mais importante de todos: nunca é cedo demais para se começar a pensar no parto.

6. Escolha o médico e a maternidade

Não é preciso plantar-se à porta do médico assim que descobre que está grávida. Mas é importante pensar nisso e tentar perceber se o clínico que consulta habitualmente é o médico mais indicado para seguir a sua gravidez. Tem confiança nele? É acessível? É receptivo às dúvidas existenciais próprias de uma grávida? Responde claramente às suas questões? Sente-se à vontade para lhe fazer perguntas...? Depois, a eterna questão: ser seguida no sector público ou no privado?

Se optar pelo público, a vigilância da gravidez ficará a cargo, numa primeira análise, do médico de família. Em caso de necessidade (gravidezes de risco), a mulher é encaminhada para o hospital de referência. O parto poderá depois ser assistido na maternidade ou no hospital que a mulher quiser - um despacho de 2006, assinado pelo então ministro da Saúde, Correia de Campos, consagrou às grávidas o direito de escolherem livremente o local onde desejam ter os seus filhos. Se o sistema privado lhe parece a melhor solução, terá de tentar encontrar um obstetra pelos seus próprios meios. O nosso único conselho é que procure um médico que saiba respeitar a sua vontade e que esteja disponível para as suas inquietações.

Quanto à escolha da maternidade, recomendamos vivamente que tenha uma atitude pró-activa. Visite as instalações, faça perguntas, solicite as estatísticas das cesarianas e dos partos induzidos, peça para ter acesso às condutas da unidade (orientações clínicas para o parto). Ficará a saber, por exemplo, que na Maternidade Alfredo da Costa, em Lisboa, a episiotomia é efectuada apenas em caso de necessidade e que, por norma, não são oferecidos ao bebé leite artificial e chupetas. Ou que no Hospital de S. João, no Porto, tem à sua disposição uma banheira para poder relaxar durante a dilatação e um quarto livre de intervenções clínicas desnecessárias se desejar ter um parto o menos medicalizado possível.

7

Fazer um plano de parto é uma oportunidade para a mulher expressar os seus desejos, chamando si a papel principal durante o nascimento do filho. É sobretudo um pretexto para procurar informação sobre os procedimentos médicos e reflectir sobre eles. «Com o início das dores do trabalho de parto, podem perder-se algumas das capacidades de concentração, discernimento ou poder de transmissão destas ideias, pelo que a listagem prévia tem vantagens óbvias», defende Diogo Ayres de Campos.

No plano de parto, a grávida pode incluir tudo o que achar importante, mas é de bom-senso que o texto seja conciso e se restrinja àquilo que a mulher acha verdadeiramente relevante. Não deve ser visto como uma lista de exigências. Em todos os partos podem ocorrer imprevistos que obrigam a uma mudança de rumo. Se a mulher achar que os profissionais têm a obrigação de cumprir cegamente as medidas por ela enumeradas, podem surgir conflitos, o que prejudica a evolução do trabalho de parto.

A par dos médicos, os enfermeiros especialistas em Obstetrícia e Saúde Materna são os profissionais de saúde que mais podem ajudar as mulheres a planear o seu parto. Maria de Lurdes Francisco exorta as grávidas a procurarem estes especialistas nos centros de saúde ou nas unidades de preparação para o parto (públicas e privadas).

8. Escolha um acompanhante para o parto

Não pense nesta questão como estando resolvida à partida. O apoio contínuo de outra pessoa durante o parto é uma das circunstâncias mais determinantes de uma boa experiência. Não por acaso, o Instituto Nacional para a Saúde e Excelência Clínica (NICE), organização britânica de grande importância científica, incluiu este aspecto nas suas recomendações para o parto. Segundo o NICE, a presença e o apoio emocional de outra pessoa durante o parto reduzem os pedidos de analgesia e a probabilidade de o nascimento terminar em cesariana.

É, por isso, fundamental que a pessoa que vai estar ao lado da grávida compreenda exactamente a importância desta missão, defende Luísa Condeço. «Deve saber quais as necessidades básicas de uma mulher em trabalho de parto – silêncio, pouca luz, segurança e privacidade – e ter uma noção mínima do que é o nascimento», recomenda a doula. O acompanhante é uma espécie de «guardião» da vontade materna, deve, por isso, ser alguém «em quem a mulher confie incondicionalmente», acrescenta Luísa Condeço.

Se essa pessoa deve ou não ser o pai, a doula aconselha alguma reflexão: «Nem sempre o pai é a pessoa mais preparada, mais serena, e é importante que a mulher tenha ao seu lado alguém que sabe ao que vai». E com quem partilhe uma grande intimidade física: «No parto, não pode haver máscaras. A mulher precisa de se sentir livre para deixar o corpo falar. Se, por alguma razão, não tem esse nível de intimidade com o marido, não deve ter receio de dizer que prefere ter outra pessoa a apoiá-la no parto, como a mãe, a parteira ou uma doula».

9. Não tome decisões antecipadas em relação à epidural

A epidural é o mais método mais eficaz na eliminação da dor durante o parto. Por essa razão, muitas mulheres vão para o nascimento dos filhos com a decisão em relação a esta técnica anestésica já tomada. Para umas, é um sim inquestionável, para outras, um não absoluto. A enfermeira Maria de Lurdes Francisco recomenda alguma reflexão: «Em primeiro lugar, é preciso saber o que é a epidural. Quantas mulheres o sabem, na realidade? Depois é preciso conhecer os riscos para a mãe e para o bebé – há sempre riscos. E por último, é preciso desmistificar alguns medos, como o de não conseguir fazer força na altura da expulsão».

A informação sobre a epidural (efeito, contra-indicações) deve ser recolhida antes do parto, sublinha a especialista, mas a decisão só deve ser tomada na altura do nascimento. Não é possível antecipar a intensidade da dor de parto nem o nível de resistência da parturiente.

Quanto mais inflexível for a intenção da mulher em querer receber uma epidural, menos tolerante será em relação a qualquer sensação dolorosa durante o parto. Isto poderá levar a situações, diz Maria de Lurdes Francisco, em que a primeira coisa a ser exigida assim que chega à maternidade é a epidural. Sem pensar no resto.

O mesmo é válido para as mulheres que têm um sentimento oposto em relação à epidural. Por vezes, há factores que potenciam a dor: posição de parto, ambiente hospitalar, decisão de acelerar o nascimento com fármacos, trabalho de parto longo. Nestes casos, a técnica pode ajudar. O melhor é esperar para ouvir o que diz o corpo.

10. Prepare-se para os imprevistos

Não há dois partos iguais, costuma ouvir-se da boca de médicos e parteiras. E é bem verdade. Todos os nascimentos são imprevisíveis e podem terminar de uma forma muito diferente daquela que se idealizou. Embora seja essencial pensar no parto antecipadamente, planeá-lo, imaginá-lo, é importante que a grávida saiba que os imprevistos acontecem. E que, quando a experiência termina de uma forma radicalmente oposta à desejada, ela não falhou. Aconteceu.


Um último apelo: se possível, deixe de trabalhar cedo. Vá para casa sonhar com o seu bebé, fazer bolos, dobrar roupinhas, preparar-se. Gravidez não é doença, dir-lhe-ão. Pois não. Mas é um estado físico e emocional incomparável, responda-lhes. Boa viagem.

Plano de parto

Um plano de parto é algo muito pessoal. Cada grávida terá os seus desejos para o seu parto. Aqui fica um exemplo de algumas opções que podem ser incluídas no plano. Outras poderão ser acrescentadas.

Plano de parto

Exmos. Srs.

Envio a lista das minhas preferências para o nascimento do meu filho. Se alguma das opções não puder ser seguida, gostaria de ser previamente informada e consultada a respeito das alternativas.

Nome:

Data prevista para o parto:

Médico assistente:

Questões de admissão

Gostaria que não me rapassem os pêlos púbicos

Gostaria que não me administrassem um clister. Se achar necessário, eu própria o farei em casa

Presenças na sala de parto

Gostaria que (marido, mãe, amiga, doula) estivesse sempre comigo

Gostaria que não estivessem estudantes na sala de parto

Não me oponho a que estejam estudantes presentes

Gostaria que não estivessem pessoas constantemente a entrar e a sair da sala de parto

Ambiente na sala de parto

Gostaria de ouvir música escolhida por mim

Gostaria de ter luzes suaves na sala de parto

Gostaria que houvesse silêncio (dentro do possível) por parte dos profissionais

Dor

Gostaria de usar a bola de parto durante a dilatação

Gostaria de usar água como forma de alívio de dor

Gostaria de receber a epidural o mais cedo possível

Gostaria que não me oferecessem a epidural, a não ser que eu a solicite

Trabalho de parto

Gostaria de poder beber água ou chá

Gostaria de poder comer

Gostaria que não me fossem administrados líquidos por via intravenosa (soro)

Gostaria de não estar ligada ao sistema de monitorização electrónica fetal (CTG) continuamente. Se o bebé estiver bem, preferia que me fizessem auscultação intermitente

Gostaria de ter liberdade de movimentos durante o trabalho de parto

Gostaria de escolher a posição para parir

Gostaria de circunscrever ao mínimo o número de exames vaginais (toques)

Gostaria de ser sujeita a episiotomia apenas se o procedimento for necessário para a segurança do bebé

Prefiro que me seja efectuada uma episiotomia para evitar a laceração do períneo

Gostaria de tocar na cabeça do bebé assim que ele coroar (estiver à vista)

Pós-parto

Gostaria que o bebé fosse posto no meu colo imediatamente após o nascimento

Gostaria que os exames ao bebé fossem realizados na minha presença

Gostaria que não me separassem do bebé em nenhum momento

Gostaria que o cordão umbilical fosse laqueado depois de pulsar até ao fim

Gostaria que fosse a cortar cordão umbilical

Gostaria de dar de mamar na primeira hora a seguir ao parto

Gostaria que não oferecessem suplemento ou chuchas ao bebé sem o meu consentimento

Gostaria de ver a minha placenta

Em caso de cesariana

Gostaria que estivesse presente

Gostaria que baixassem a cortina no momento do nascimento

Gostaria de ter as mãos livres para poder segurar no meu bebé imediatamente após o nascimento

O que fazem aos bebés nas maternidades



«Num parto normal, logo que o bebé é expulso é envolvido numa toalha aquecida e colocado em cima do abdómen na mãe. Nesse momento é feita a expressão das vias aéreas e a clampagem do cordão umbilical», diz Nélia Alves, enfermeira graduada da maternidade do Hospital de D. Estefânia.

«Em seguida, é explicado aos pais que o bebé vai ter de ir para a mesa, sob uma fonte de calor, para não arrefecer e lhe serem prestados os cuidados iniciais». É aqui que surge a primeira clivagem nos procedimentos. Grande parte do pessoal médico e de enfermagem defende que é imprescindível manter o bebé aquecido com recurso a fontes externas. O pediatra e pedopsiquiatra Diudonné Volker tem outra opinião. «Se o bebé nasceu bem e se a mulher também se encontra bem, não há motivo para que não permaneça os minutos que sejam precisos em cima da barriga dela, evidentemente com o corpo resguardado, mas beneficiando da melhor fonte de calor que existe: a mãe.» Momentos «irrecuperáveis que vão ser determinantes para a vinculação precocíssima entre mãe e filho, que tantos efeitos terá nos tempos seguintes. A mulher precisa de começar essa ligação e é também uma grande ajuda para o bebé, cujo ambiente físico e psicológico é completamente transformado em poucos segundos, com todo o stresse que isso acarreta», advoga o médico alemão, que presta serviço no Hospital São Francisco Xavier, em Lisboa.


O pediatra Mário Cordeiro partilha esta argumentação. «Após o parto, a natureza faz aumentar a temperatura do peito e dos braços da mãe. E isto acontece precisamente para garantir que ele não arrefece e que pode começar a conhecer quem é a sua mãe – e, preferencialmente também o pai. Quando, eventualmente, tiver de sair do colo dela, irá muito mais sossegado e deixará também o casal mais tranquilo», defende, acrescentando: «O essencial é que, nesses preciosos primeiros momentos, o bebé não seja ‘roubado’ aos pais, sob pretexto algum. Nenhum profissional de saúde se deve outorgar o direito de querer aquela criança. Ela pertence aos pais e os pais pertencem-lhe a ela!».


Mas existem procedimentos essenciais que são possíveis de realizar, quer o bebé esteja junto dos pais, numa mesa aquecida na sala de partos – como acontece no D. Estefânia –, ou numa sala diferente daquela onde ocorreu o nascimento. É o caso do teste de Apgar (ver caixa), imprescindível para avaliar de forma rápida e eficaz o estado da criança que acaba de nascer. Determinar o sexo, nos casos em que ainda é desconhecido, e a observação de eventuais grandes malformações e uma primeira auscultação ao coração e pulmões são também intervenções que não dependem de nenhum posicionamento específico. «Há que ter paciência para esperar e dar tempo à família. Tal não significa que não se procure fazer uma primeira avaliação, nem que seja à distância, e manter um olhar vigilante sobre a forma como o bebé se está a comportar», diz Diudonné Volker.

ASPIRAR OU DEIXAR CHORAR

As formas de proceder voltam a multiplicar-se quando chega o momento de avaliar outros parâmetros do recém-nascido. Existem enfermeiros e pediatras que, por norma, realizam a aspiração e a sondagem gástrica (ver caixa) a todos os bebés. Outros avaliam o choro e a respiração e só depois optam pelos dois, por um ou por nenhum dos procedimentos. «É uma decisão que cabe ao profissional de saúde e depende de muitos factores, entre os quais a formação de base, as convicções técnicas e a experiência», afirma Nélia Alves. Por exemplo, Diudonné Volker não é adepto da aspiração em todos os casos - «existe um sistema de auto-limpeza das vias áereas que é muito eficaz na maioria das vezes», afirma – mas considera essencial garantir que não existe «uma malformação que impeça a comunicação entre a boca e o estômago», o que é realizado por sondagem.


Aspirados ou não, sondados ou não, todos os bebés que nascem no hospital ou na maternidade são, nos minutos que se sucedem ao parto, limpos do líquido amniótico e/ou do mecónio, através de lençóis e toalhas aquecidos, soro fisiológico ou água. Se existe risco de transmissão de doenças infecciosas, o recém-nascido é lavado antes de lhe serem ministradas gotas nos olhos (ver caixa) e vitamina K. É aqui que Mário Cordeiro ressalva: «Os pais deveriam ser sempre informados sobre o que está a acontecer e ser-lhes pedida autorização para ministrar a vitamina e o colírio, não sendo confrontados com o facto consumado».


Antes de pesar, identificar e vestir o recém-nascido, o pediatra é chamado a realizar uma observação mais pormenorizada. O médico avalia o estado do sistema nervoso, explorando os reflexos do bebé; a configuração do abdómen e o posicionamento dos órgãos internos; a flexibilidade e a mobilidade dos membros; os órgãos genitais e a região anal. «Se houver necessidade de proceder a uma acção clínica imediata, como é o caso de cirurgias correctivas ou de emergência, os momentos que se seguem à limpeza do bebé são os ideais para o pediatra tomar uma decisão que pode fazer toda a diferença», afirma o pediatra Frederico Leal, que há mais de duas décadas e meia presta serviço no D. Estefânia.
Segue-se a identificação do recém-nascido, realizada através de uma pulseira de plástico, de cor rosa ou azul e – nas instituições que já possuem o sistema – a colocação de uma pulseira electrónica anti-rapto num dos tornozelos. A azáfama começa a acalmar na altura da refeição inicial do bebé e aí todos os profissionais contactados pela PAIS& Filhos concordam: a agenda perfeita dos primeiros minutos culmina na mama da mãe.


A classificação de «Hospital Amigo dos Bebés» - à qual o D. Estefânia está neste momento em processo de candidatura – determina que, entre os primeiros 30 minutos e a hora de vida, seja feita uma tentativa de amamentar o recém-nascido, cabendo aos técnicos o papel de acompanhantes, formadores e incentivadores do processo. «Tal só não acontece quando a mãe está mesmo impossibilitada de o fazer, ou quando se mostra irredutível na recusa em dar de mamar. O suplemento é dado apenas em último caso, quando não existe nenhuma outra alternativa, e abandonado logo que possível», garante Nélia Alves.

O tempo do cordão

A imagem está na cabeça de quase todos os casais que esperam um filho: o bebé nasce e, imediatamente, corta-se o cordão umbilical. Como que numa pressa de o tirar da vida uterina e apresentá-lo ao mundo, limpo e independente. Vanda Pereira tinha uma ideia diferente, depois de ler sobre o assunto e de se aconselhar com uma parteira, decidiu que no nascimento do seu filho deveria haver, sobretudo, calma. Passou toda a fase da dilatação em casa, acompanhada por duas parteiras e uma doula, e só quando estava com oito dedos de dilatação optou por ir para o hospital. Quando chegou ao Garcia de Orta a dilatação já tinha aumentado para 10 dedos e o João Mateus nasceu cerca de uma hora depois. Não antes sem Vanda pedir à enfermeira que estava a assistir para deixar o cordão umbilical pulsar até ao fim. Apesar de o procedimento não ser habitual naquele hospital, o seu desejo foi respeitado. «A enfermeira disse que não havia problema e esperou. Demorou perto de cinco minutos», lembra Vanda. Evitar uma separação muito brusca entre o recém-nascido e a sua «casa de nove meses» foi o motivo principal desta sua decisão: «Acho que é melhor para o bebé em termos emocionais. Parece-me uma coisa do senso comum», explica.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) há muito que abandonou a recomendação de cortar o cordão umbilical imediatamente a seguir ao nascimento. «O laqueamento tardio do cordão umbilical é a forma fisiológica de tratar o cordão. O laqueamento precoce é uma intervenção que precisa de justificação. A "transfusão" de sangue da placenta para o bebé, se o cordão for cortado mais tarde, é fisiológica e é improvável que tenha algum efeito adverso, pelo menos nos casos normais», pode ler-se no documento «Assistência no parto normal: um guia prático» (Care in normal birth: a practical guide), de 1996.

Segundo o mesmo documento, adiar o corte do cordão traz benefícios para a saúde do bebé, tais como o aumento do volume de sangue rico em oxigénio que passa da mãe para o bebé, através da placenta, e o aumento das reservas de ferro, o que diminui o risco de anemia na infância. Para isso, basta que, depois do nascimento, o bebé seja colocado ao nível da pélvis da mãe, ou abaixo, durante três minutos antes de o cordão ser cortado. Não é tempo suficiente para o cordão acabar de pulsar, mas, ainda segundo a OMS, o processo pode demorar mais tempo sem qualquer prejuízo para a mãe ou para o bebé.

Um estudo publicado na conceituada revista British Medical Journal, em Agosto de 2007, apontou no mesmo sentido. O autor da investigação, Andrew Weeks, confirmou os benefícios descritos pela OMS e concluiu: «Considerando que o corte precoce do cordão umbilical não beneficia a mãe ou o bebé e pode até ser prejudicial», os profissionais devem considerar «introduzir o corte tardio do cordão umbilical nas rotinas do parto».

No entanto, na maior parte das maternidades europeias, as portuguesas incluídas, o cordão umbilical é cortado imediatamente a seguir ao nascimento. A excepção vai para alguns países nórdicos, como por exemplo a Dinamarca, onde se estima que o corte tardio do cordão umbilical seja praticado em 93 por cento dos hospitais.
Discussão em aberto
«Não existe consenso a nível europeu sobre quando se deve laquear e seccionar o cordão umbilical», explica Diogo Ayres de Campos, director da Urgência de Ginecologia e Obstetrícia do Hospital de S. João (HSJ), no Porto. Apesar de admitir que retardar o corte do cordão umbilical possa ser «uma medida mais fisiológica», o médico desvaloriza os benefícios sugeridos: «A única vantagem documentada é o aumento dos níveis circulantes de ferro do recém-nascido. Esta vantagem não tem grande tradução na saúde global do bebé, desaparecendo rapidamente após algumas semanas de vida». Assim, no HSJ «laqueia-se precocemente o cordão em todos os casos, excepto nas situações em que os pais pedem para deixar acabar de pulsar». Uma situação que aconteceu apenas três vezes durante o ano de 2007.
As vantagens da laqueação precoce «residem na possibilidade de retirar sangue para avaliação da oxigenação fetal, extraindo-se daí conclusões sobre a monitorização fetal que ocorreu durante o parto». Devido aos elevados custos deste procedimento, apenas alguns hospitais europeus universitários efectuam esta avaliação. Não é o caso de Portugal, onde só se efectua esta análise em casos específicos.

Na Maternidade Alfredo da Costa, em Lisboa, não existe um protocolo sobre quando cortar o cordão umbilical. Clara Soares, coordenadora da Urgência, explica que o habitual é «esperar uns segundos», embora «não até deixar de pulsar, porque nunca foi provado cientificamente que esta atitude fosse benéfica para a saúde do recém-nascido». Entre perguntar ao pai do bebé se quer cortar e ensinar-lhe o procedimento, explica a médica, acabam por passar, pelo menos, 30 segundos. Mas não está estipulado quanto tempo depois do nascimento se deve cortar o cordão.
Até agora, para que um bebé receba todo o sangue do cordão umbilical é preciso que os pais solicitem o procedimento ao profissional que acompanha o parto, o que acontece «muito raramente». De futuro, Clara Soares não afasta a possibilidade de alargar esta prática a todos os partos normais. «É uma conduta sobre a qual ainda não nos debruçámos. Mas estamos abertos a mudanças, desde que existam provas científicas», refere, lembrando as alterações que foram recentemente introduzidas naquela maternidade na tentativa de oferecer às mulheres um parto humanizado, como a ingestão de líquidos durante o trabalho de parto, a permissão para escolher a posição de parto ou o contacto pele com pele entre mãe e bebé logo após o nascimento.

Porquê a pressa?
A «urgência» em cortar o cordão umbilical surge do mesmo modo que outras práticas interventivas, como a episiotomia ou a administração de ocitocina artificial, que transformaram o parto numa sequência de rituais médicos. Porém, antes pensava-se que o aumento do volume do sangue transferido entre mãe e filho poderia estar relacionado com um maior risco de hemorragias pós-parto e de retenção da placenta para a mãe, e de excesso de bilirrubina no organismo do bebé, cuja acumulação pode causar icterícia. Segundo a OMS, não existem evidências que comprovem nenhuma destas situações.

Teresa Tomé, neonatologista na Maternidade Alfredo da Costa, lembra ainda que outro dos critérios para cortar o cordão logo após o nascimento está relacionado com a incompatibilidade RH (mãe com sangue RH negativo e filho com sangue RH positivo, ou vice-versa). Um problema muito importante no passado, que, hoje em dia, pode ser tratado previamente, exigindo, no entanto, alguns cuidados no parto. Para a OMS, os casos de incompatibilidade RH e de bebés prematuros são os únicos em que «o laqueamento tardio pode causar complicações». No entanto, uma revisão de sete estudos publicada na base de dados Cochrane, em 2004, concluiu que, mesmo nos partos pré-termo, esperar 30 a 120 segundos antes do cortar o cordão umbilical pode «estar associado a uma menor necessidade de transfusão e a menos hemorragia intraventricular». Teresa Tomé reconhece que «no recém-nascido prematuro, a laqueação após 30 segundos evidencia diminuição de necessidade de transfusão». Ainda assim, o assunto não reúne consenso. «O timing ideal para a laqueação do cordão umbilical é um ponto actual de discussão e enquadra-se numa modificação de conduta na sala de partos, tal como o contacto pele com pele ou ressuscitação com ar ambiente», resume a neonatologista.


32 semanas - começa o countdown 8 semanas

É altura de visitar o médico!

Se até à data, as consulta eram mensais, agora deverão ser de duas em duas semanas. No último mês, deverá fazê-lo uma vez por semana.

Aponte as dúvidas que tenha, para lhe perguntar.

O seu corpo
Você vai sentir muitas cotoveladas e pontapés, e nos sítios mais improváveis.

Se sentir solavancos, o seu bebé está com soluços. Se pretende que ele fique mais sossegado, beba água, faça uma caminhada ou se estiver sentada, mude de posição.

Dentro da barriga
Como dissemos ele vai aumentar muito o seu peso e, consequentemente, você também. Do meio quilo que você ganhará por semana, metade será do bebé.

A esta altura o seu bebé apercebe-se do que se passa do lado de fora, ele não pode ver, mas já ouve. Fale com ele.

O seu cabelo continua a crescer, assim como as unhas.

Vida de grávida
Apesar do quarto do bebé já estar preparado, falta algo muito importante: a casa de banho.

Certifique-se de que tem o essencial: analgésicos, termómetro, Halibut, fraldas, caso haja alguma emergência, assim não tem de sair de casa para ir à farmácia.

Compre o carrinho para ao seu bebé, certifique-se que escolhe o mais seguro.

22 de abril de 2010

Quartinho do Miguel parte III

Aqui vos trago algumas novidades do quartinho do Miguel.

Está quase, quase...

Últimas chegadas:

- móvel para brinquedos e afins,
- candeeiro de mesa de apoio e tecto,
- quadros feitos pelos meus padrinhos - lindos!
- cortinas e tapete (nas próximas imagens coloco-o no chão, ainda não está lá para não se sujar) - oferecidos pela amiga Sofia - Obrigada, adorámos e ficaram perfeitos!

Deixo-vos as fotos abaixo. Espero que gostem do ninho de nuvens e ursinhos do nosso bebé!

20 de abril de 2010

O próximo problema global: Portugal

É este o título de um texto publicado por Peter Boone, investigador da London School of Economics, e Simon Johnson, antigo economista-chefe do Fundo Monetário Internacional, no blog Economix, do jornal New York Times.


Peter Boone, investigador da London School of Economics, e Simon Johnson, antigo economista-chefe do Fundo Monetário Internacional não têm dúvidas: Portugal é o próximo problema global. É esse o título de um texto que, em conjunto, publicaram hoje no blog Economix , do jornal New York Times.

O seu argumento é claro. Após o anúncico do pacote de ajuda europeu e do Fundo Monetário Internacional à Grécia, Portugal é o próximo país no radar. Aliás, para os autores a única razão porque as atenções dos mercados ainda não se centraram em Portugal é a gravidade da situação grega.

"Ambos os países estão, economicamente, à beira da falência, e cada um parece muito mais arriscado do que parecia a Argentina em 2001, quando entrou em incumprimento", afirmam Peter Boone e Simon Johnson.

Dívida de 78% do PIB em 2009

Os autores frisam que Portugal gastou demasiado nos últimos anos, levando a sua dívida a atingir 78% do PIB no final de 2009, o que compara com os 114% da Grécia e com 62% da Argentina, à data do incumprimento. Além disso, tal como acontece com a Grécia, a dívida portuguesa foi "em grande medida financiada pelo estrangeiro".

Portugal, tal como a Grécia, "refinancia os seus pagamentos de juros emitindo nova dívida", argumentam Boone e Johnson. Por isso, em 2012, o rácio entre a dívida e o PIB deve atingir 108%. "A certa altura os mercados financeiros irão simplesmente recusar-se a financiar este esquema Ponzi", enfatizam.

Taxa de câmbio muito sobrevalorizada

O maior problema que Portugal enfrenta, tal como a Grécia, a Irlanda ou a Espanha é, para os autores, estar preso a uma taxa de câmbio muito sobrevalorizada, quando tem necessidade de um ajustamento fiscal muito abrangente.

Por isso, Boone e Johnson consideram que o governo luso pode esperar "vários anos de desemprego elevado e políticas difíceis".

Só que "nem os líderes políticos portugueses, nem os gregos, estão preparados para fazer os cortes necessários", defendem.

E reforçam: "Os portugueses nem sequer estão a discutir cortes sérios. No seu orçamento para 2010 prevêem um défice orçamental de 8,3% do PIB, pouco diferente do que foi registado em 2009 (9,4%). Estão à espera, com esperança que o crescimento económico os tire desta confusão. Mas um crescimento dessa ordem só poderia advir de um extraordinário boom económico global".

O que se segue para Portugal?

Para Boone e Johnson, após o pacote de regate da Grécia, "os políticos portugueses nada mais podem fazer do que esperar que a situação piore e, nessa altura, exigir o seu pacote de resgate também".

A questão é que, eventualmente no futuro, "a Europa cansar-se-à de resgatar os seus países mais fracos", consideram os autores, apontando que Alemanha deverá ser o primeiro país a fechar a torneira.

Até lá a dívida continuará a acumular-se, tornando a situação cada vez mais perigosa. E, quando a torneira fechar, "pelo menos uma nação enfrentará um doloroso incumprimento", rematam Boone e Johnson.

Clique no link seguinte para ler o texto original na íntegra ( em inglês):

http://economix.blogs.nytimes.com/2010/04/15/the-next-global-problem-portugal/

19 de abril de 2010

Sessão fotográfica na praia

No passado Sábado fomos até à praia.

O Sol estava convidativo e não resistimos em ir pisar a areia húmida...

Eis a sessão fotográfica que o Papá nos fez!

A Melodia do Adeus

Se tem filhos adolescentes, este é um filme a não perder.
Se os seus filhos são fãs na Hanna Montana/Miley Cyrus esta é mais uma oportunidade de a verem num filme.
Adaptação para cinema do romance homónimo de Nicholas Sparks , este filme mostra como uma jovem rebelde, interpretada por Miley Cyrus, consegue apaziguar a sua revolta perante o mundo quando se apaixona.
A Melodia do Adeus acontece num cenário paradisíaco, durante umas férias de Verão, e sempre com muita música de fundo, ou não fosse a protagonista mundialmente conhecida pela sua personagem Hanna Montana.
Veja o trailer do filme A Melodia do Adeus em baixo. E uma música do filme.

Mais uma adaptação em filme de um dos meus autores preferidos.
Este eu não vou perder!

Maridinho: Neste vou chorar, tá bem?

Sabes como é a gravidez, as hormonas descontroladas.... :)



31 semanas - começa o countdown 9 semanas

O seu corpo:

Você está a preparar-se para o parto e como tal começa a sentir conttracções, as famosas Braxton Hicks, que se assemelham às do trabalho de parto, embora ligeiramente menos dolorosas, mas muito frequentes.
Para se sentir mais confortável, você pode fazer caminhadas e tomar banho relaxante.

Poderá ter alguma dificuldade em respirar, uma vez que o diafragma está a ser pressionado pelo útero. Dentro de duas semanas, este problema vai desaparecer e você vai sentir-se muito melhor, pois o bebé começa a afastar-se para baixo.

Dentro da barriga:
O seu bebé vai começar a ganhar cerca de 230 gramas por semana, até ao seu nascimento.
Como tem menos espaço, agora que está maior, ele procura uma posiçao mais confortável, aproximando os seus membros, a chamada posição fetal.
Os seus 5 sentidos estão ja completamente desenvolvidos.
A única parte em desenvolvimento é a zona dos pulmões. Ainda precisam de mais tempo.
Ele pesa agora aproximadamente 1,5 kg e mede 40 centímetros.

Vida de grávida:
Tente fazer amizade com mães recentes ou até mesmo grávidas.
Como alternativa, procure ir a fóruns na Internet, ser activa, partilhar experiêcias. Pode ser divertido!
Mas não deixe as suas velhas amigas de lado! Saie com elas, façam passeios, conversem.


15 de abril de 2010

Férias: Este ano vá até à Madeira!

A campanha com figuras públicas arranca hoje e estará no ar até ao final do ano.

Este ano eu vou à Madeira". É com esta afirmação de figuras públicas tão diferentes como Luís Represas, Roberta Medina, Ricardo Carriço, Bibá Pitta, Serenella Andrade ou Maria José Valério que a campanha publicitária, que arranca hoje, pretende levar os turistas portugueses a viajar até à Madeira ainda este ano.

Tal como na campanha de-senvolvida para os mercados internacionais, na campanha para o mercado interno a YOU mix, a agência de publicidade que trabalha na promoção do destino desde 2005 em colaboração com as entidades oficiais do turismo madeirense, volta a apostar no conceito de que "a Madeira está tão bela como sempre foi e merece ser visitada". Daí a assinatura "Madeira bela como sempre".

Mas, desta vez, a campanha combina o gesto de gratidão dos madeirenses (usado na campanha internacional) com um convite mais directo, protagonizado por figuras públicas. Isto porque se parte do princípio de que os portugueses já conhecem a beleza da ilha e o povo madeirense mas têm tendência a adiar as viagens para os destinos mais próximos. Por isso, era necessário provocar uma reacção imediata e espera-se que com uma campanha testemunhal se consiga dar esse "empurrão".

A campanha recorre a uma combinação de imagens de paisagens e símbolos da ilha com cada uma das figuras públicas envolvidas a afirmar a sua intenção de ir à Madeira este ano. E no 'copy' do anúncio explica-se que a melhor forma de ajudar é viajar até à Madeira, e aproveita-se a oportunidade para apresentar algumas sugestões de experiências a fazer lá.

No ar até ao final do ano, o plano de meios da campanha inclui imprensa, publicidade exterior, rádio, multibanco e 'banners'. Neste momento está também a ser produzido um 'spot' de televisão para ser veiculado nos mercados internacionais (Alemanha, Reino Unido, França, Espanha, Dinamarca, Suécia, Noruega e Finlândia) mas que terá também uma versão portuguesa.

Esta campanha - internacional e nacional - foi avaliada em cerca de 250 mil euros. No entanto, todas, as entidades envolvidas trabalharam em regime 'pró bono'. Desenvolvida e coordenada pela YOU mix, a campanha dirigida para o mercado interno contou com a colaboração da Dizplay e Alfredo Brito na produção dos 'spots' de rádio e locução, da Krypton Photo para a fotografia das figuras públicas e pós-produção, e ainda da THx, Gideon Nel e Frog Animation no filme de televisão.


Excelente campanha!

Este ano as nossas férias vão ser por Portugal continental, pois o Miguel vai ser muito pequeno para fazer grandes viagens, quanto mais de avião.

Mas no ano passado visitámos a Madeira e adorámos!

Recomendo a todos que a visitem, é linda, o povo extremamente caloroso... é mesmo um paraíso perdido no meio do Atlântico.

E, neste ano, especialmente difícil a nossa contribuição vai ajudar a ilha a recuperar e quem o fizer vai regressar completamente satisfeito!

Bora lá à Madeira!

Governo dá tolerância de ponto a 13 de Maio em todo o país

O Governo vai dar tolerância de ponto aos trabalhadores da Administração Pública no dia 13 de Maio por ocasião da visita do Papa Bento XVI a Portugal.

Fonte do Executivo avançou que será também concedida tolerância de ponto aos funcionários públicos em Lisboa, na parte da tarde do dia 11 de Maio, assim como no Porto, na parte da manhã, no dia 14 de Maio.

A visita de Bento XVI a Portugal inicia-se no dia 11 de Maio, em Lisboa.

Na tarde do dia seguinte, o Papa segue de helicóptero para Fátima, onde permanece até dia 14 de manhã, quando sai em direcção ao Porto, cidade onde o chefe de Estado do Vaticano termina a visita ao país.

Concordo que seja dada alguma flexibilidade aos trabalhadores fiéis para que possam acompanhar a visita do Papa ao nosso país, mas essa flexibilidade não deveria ser em termos de tolerância de ponto, mas sim na marcação de dias de férias.

Pois se há Portugueses fiéis na função pública também os há no privado e os segundos, caso pretendam acompanhar o Papa, terão que ter dias de férias ou serão penalizados no seu ordenado.

Afinal, se estamos em tempos de crise, e se todos nos temos que esforçar para melhorar o estado do nosso país, porque será que a função pública continua a ter os privilégios de tolerâncias de ponto e afins?!

É com estas e outras medidas que continuamos na cauda da Europa...


14 de abril de 2010

30 semanas

Está na altura de começar a planear o nascimento!

O seu corpo
Ainda que ganhar peso duranter a gravidez seja bom para a sua saúde, você tem de estar atenta.
Já falámos de pré-eclâmpsia anteriormente, que tem como sintomas o inchaço, dores de cabeça e aumento súbito de peso. Não descure dos sintomas. Se reconhecer sinais, fale com o médico.

É muito provável que tenha hemorróidas. Não deve ficar com vergonha, é completamente natural. Para evitá-las, deve ter uma alimentação saudável e praticar exercício.
Tome banhos de imersão várias vezes ao dia. Evite prisão de ventre, comendo alimento ricos em fibra. E beba água, muita água - 2 litros por dia.

Dentro da barriga
O seu cérebro está a desenvolver-se à velocidade da luz. O bebé consegue distinguir a luz da escuridão. No entanto, ele via manter os seus olhos fechados durante a maior parte do dia e só irá ver aquilo que tiver poucos centímetros da cara.
A sua medula óssea tem a função de produzir glóbulos vermelhos.

Vida de grávida
Se pretende voltar a trabalhar após o parto, ou depois da licença de maternidade expirar, está na hora de investigar sobre as suas opções: creche ou ama.
Se a empresa onde trabalha tem creche ou tem acordo com alguma creche, pode ser uma mais valia. Você terá descontos e não pagará o valor total.
Você pode demorar muito tempo a encontrar a ama perfeita para o seu bebé.
Discuta as opções com o pai do bebé.

12 de abril de 2010

Enxoval do Miguel Parte II

Após grande parte das compras feitas, venho actualizar o que já temos para o nosso Miguel e o que ainda falta.

Eliminei alguns itens da lista, pois por conselhos diversos percebi que era exagerada.

Alguma coisa em falta?

RoupaRoupa

  • Bodies/ conj. 3 peças interiores (temos 6 manga comprida, c/perna e 10 de manga curta, s/perna, 6 de 3 peças)
  • Calças interiores (temos 5 mais as dos conj. de 3 peças)
  • Babygrows exteriores (temos 12, alguns conj. de 2 peças)
  • 3 Casacos (temos 1)
  • 1 Casaco de agasalho para a rua
  • Meias/botinhas (temos 11)
  • 1 Gorro (temos 1)
  • 2 a 3 Mantas /envoltas (temos 5)
  • 8 Babetes (temos 10)
  • 8 Fraldas malha (algodão) (temos 13)
  • 2 luvas
  • pijamas (temos 3)

BanhoHigiene & Banho

  • Fraldas descartáveis ou laváveis (100% algodão)
  • Toalhetes (temos Dodot Sensitive)
  • 4 Toalhas banho
  • 1 Banheira ergonómica
  • 1 Termómetro para banho
  • 1 Tesoura (pontas redondas)
  • 1 Pente ou escova
  • 1 Esponja natural
  • 1 Cesto para colocar os produtos higiene do bebé
  • 1 água Uriage para as mudas de fraldas
  • compressas esterilizadas (temos 1 pac 10x10 e 1 pac 5x5, precisamos de mais)
  • soro fisiológico mono-doses
  • alcool etílico 70º para desinfectar zona do umbigo
  • leite hidratante Uriage
  • gel corpo e cabelo Uriage
  • óleo para massagem corporal
  • halibut
  • cotonetes para bebé
  • 1 emb algodão
  • 1 lima para bebé

BerçoDormir

  • 1 Saco dormir (opcional)
  • 3 Conjuntos de lençóis (temos 2 p/ alcofa e 2 p/ cama)
  • 1 Edredão
  • 2 capas edredão
  • 1 Resguardo (para cama de grades) (avó Céu já encomendou)
  • 2 Mantas cama
  • 1 Alcofa ou berço
  • 1 Cama de grades ou convertível
  • 1 Cómoda e/ou Camiseiro (temos 1 cómoda)
  • 1 Colchão (encomendado Latex da Picolin)
  • 2 Protectores de colchão (temos 1 p/ alcofa e 1 p/ cama)
  • 1 Fraldário (temos cómoda)
  • 1 Luz de presença
  • 1 Móbile musical
  • 1 Intercomunicador
  • 1 suporte alcofa
  • 1 almofada anti-giro

BiberõesPuericultura & Acessórios

  • 2 Chupetas (temos 3, 2 são personalizadas)
  • 1 Porta chupetas
  • 1 Corrente chupeta
  • 1 Aspirador nasal
  • 2 Biberões (2 250 ml, 2 150 ml, 2 tetinas da Avéne)
  • 1 Aquecedor de biberões
  • 1 Dosificador de leite
  • 1 Termo para biberões
  • 1 Bomba de leite (opcional)
  • 1 Esterilizador
  • 1 Escovilhão (para lavar biberões e tetinas)
  • 1 Termómetro corporal
  • 1 Muda fraldas
  • 1 cadeira de refeições (Chicco 3 in 1)

TransporteTransporte & Segurança

  • 1 Cadeira para automóvel (grupo 0/0+)
  • 1 Carrinho de passeio
  • 1 Saco para transportar acessórios do bebé (temos 2)
  • 1 sling
Outros

  • 1 Candeeiro tecto e 1 p/ mesa de apoio
  • poltrona
  • cesto roupa para passar

a lilás - o que já temos
a encarnado - o que eliminei da lista
a preto - o que nos falta

11 de abril de 2010

Todo o cuidado é pouco!

Recebi um e-mail com esta informação e, como hoje em dia, todo o cuidado é pouco, decidi partilhar convosco.

NOVO GOLPE POR TELEFONE:

NOVÍSSIMO golpe do telefone - Diferente dos outros ...
Um criminoso, liga para sua casa e identifica-se como sendo da Polícia. Alega estar a receber ameaças por telefone e que o número indicado no sistema é o seu. Então, ele, sugere que sua linha foi clonada, e ACONSELHA-O, a informar/comunicar à sua operadora (PT, Zon, Cabovisão, etc.). E diz que vai ligar mais tarde, para saber se fez a participação. Em caso afirmativo (se fez a reclamação à operadora), está em maus lençóis, porque no dia seguinte, ele apresentar-se-á disfarçado na sua casa com uniforme e crachá da firma operadora. Daí em diante, será presa fácil para ele, que entrará em sua casa sem esforço algum.

Se receber essa ligação, não solicite o reparo e dê queixa imediatamente à Polícia.
Se ele voltar a ligar, diga que já comunicou à polícia e que fez uma participação da ocorrência, mas à PSP ou GNR.
Repasse a todos os seus contactos, URGENTE !!! E comuniquem também seus familiares, vizinhos e todos que não tiveram acesso a este alerta, se acharem conveniente !!!

9 de abril de 2010

Mala Maternidade - Hospital Cuf Descobertas

Ontem, na consulta, foi-nos entregue a lista para a mala de maternidade do Hospital Cuf Descobertas.

Para o bebé

. 4 mudas de roupa
- 1 body exterior de algodão (fino)
- 1 body interior de manga curta ou manga-cava de algodão
- meias
. 1 manta
. 2 fraldas de pano
. 1 gorro para a saída (opcional)
. 1 casaquinho para a saída (opcional)

Para a mãe

. produtos de higiéne
. robe
. chinelos
. soutiens de amamentação
. discos de amamentação
. 2 camisas de noite, ou pijamas que facilitem a amamentação

Os 2 opcionais acrescentei depois de questionar a Enfª sobre a sua utilização.
Afinal, não precisamos de tantas malas, ou tão grandes como eu pensava - já não vai parecer que vamos de viagem por um mês!

Consulta 29 semanas

Ontem foi dia de mais uma consulta de obstectrícia.

Como sempre, estivemos com a Enfª antes onde nos falou sobre a amamentação e cuidados a ter durante este 3º trimestre de gravidez, para além de responder às milhentas perguntas que levávamos preparadas. Ficámos bastante esclarecidos!

Visto que dentro de 1 semana convém ter a mala da maternidade pronta, trouxe a lista para me poder organizar - coloco-a aqui dentro em pouco.

Com o Dr. Jorge correu tudo muito bem, elogiou a casinha do meu menino, disse que está óptima e que não está grande de mais como uns e outros fizeram questão de me dizer.
Prescreveu a próxima ecografia que vai ser a 3D, no dia 26 de Abril (um dia muito especial para nós, pois fazemos 2 anos de casadinhos, vamos receber a melhor prenda!).
Como sempre, respondeu a todas as perguntas que levavamos sob a língua e saímos de lá muito satisfeitos!
Uma óptima notícia: o nosso GO assiste a todos os partos das suas pacientes, mesmo nos dias em que está de folga, assim que é chamado corre para o hospital - não é um descanso saber que vamos ter uma pessoa conhecida e experiente ao nosso lado?!

Bem, a próxima consulta será a última com a distância de 1 mês, a partir daí passaremos a visitar médico e enfª semanalmente - o dia de estares nos nossos braços está cada vez mais perto!


Quanto tempo deve dormir o bebé

O sono das crianças

Muito embora os períodos de sono sejam diferentes de criança para criança, nos primeiros meses os pais vivem dependentes dos ciclos de sono dos seus bebés.

Durante os primeiros meses os recém-nascidos passam a maior parte do tempo a dormir e os sonos podem apenas interromper-se para comer ou para que os pais procedam à sua higiene. Um recém-nascido pode chegar a dormir, nos primeiros tempos, entre 16 e 20 horas por dia.

Os ciclos circadianos - dia/noite - não interferem com os seus períodos de sono e vigília.

O número de horas de sono necessárias é diferente de pessoa para pessoa e, até hoje, não se conhece nenhum estudo que indique claramente qual o tempo de sono necessário para cada pessoa. Todavia, para os bebés existe uma tabela de referência que pode indicar-nos aproximadamente quanto dorme em média uma criança pequena.

À medida que os bebés vão crescendo o número de horas de sono vai diminuindo gradualmente, aumentando assim os seus tempos de vigília.

Se um bebé recém-nascido pode dormir entre 16 e 20 horas por dia, os períodos de sono contínuos são de cerca de três a quatro horas, após o primeiro mês e até cerca dos três meses, o bebé poderá ir diminuindo os seus períodos de sono para 16 a 18 horas por dia, sendo os períodos de sono contínuos muito semelhantes à etapa anterior.

A partir dos quatro meses é natural que a criança divida os seus períodos de sono - nesta altura cerca de 12 a 16 horas - por um período nocturno mais prolongado e por duas sestas diurnas mais curtas. As sestas diurnas - uma no período da manhã e outra no período da tarde - podem ser de aproximadamente uma a duas horas. Durante esta fase o bebé tem períodos de vigília mais longos durante o dia.

A partir desta altura as suas necessidades de sono vão diminuindo e a criança, entre o sono nocturno e as sestas, quando atinge o primeiro ano, pode dormir entre 13 e 15 horas por dia.

Os ciclos circadianos
Muito embora os bebés venham preparados para dormir quando nascem, não vêm preparados para saber dormir. O sono, tal como outra aprendizagem - da fala ou a do andar - tem de ser feita com o apoio dos pais.

O bebé antes de nascer vivia entre períodos de sono e vigília sem obedecer aos períodos nocturno e diurno. Assim, depois de nascer, continuará nos ritmos anteriores se os pais não lhe criarem uma rotina de sono.

Esta rotina deverá começar a ser instituída cerca dos quatro meses se os pais não a iniciaram antes.

Para que esta rotina tenha o sucesso desejado, o bebé deve começar por conhecer os ciclos dia/noite - ciclos circadianos. Para que tal suceda, os pais podem começar por manter às escuras o seu quartinho, apenas no período nocturno. No que respeita a ruídos, próprios em qualquer lar, os pais devem apenas contê-los no período nocturno. O bebé irá assim reconhecer o dia e a noite e habituar-se-á a dormir nos dois períodos. No entanto, começará a entender que quando acorda e está escuro, a mãe não brincará com ele e apenas sussurrará junto a ele. Durante o dia, o bebé verificará que a mãe não só falará com ele num tom mais elevado como lhe apresentará alguns estímulos - a roca, os mobiles - e poderá estabelecer outras brincadeiras, como o bater palminhas, fazer coceguinhas, entre outras.

A importância do banho
O banho pode ser uma das rotinas mais importantes para o bebé. O banho deve ser dado todas as noites à mesma hora. Para além de acalmar o bebé vai permitir-lhe reconhecer que vai entrar no ciclo nocturno.

O banho seguido da papa e de uma dose de carinho e uma caminha confortável vai fazer com que o bebé entenda que são horas de adormecer.

Muito embora os bebés possam acordar várias vezes durante a noite, os pais, sempre que possível, devem fazer todas as manobras necessárias - amamentar, mudar a fralda - com uma luz ténue e sem produzirem qualquer ruído.

Muitas vezes, o bebé acorda e choraminga e se a mãe não o levantar e lhe fizer uma pequena carícia, ele voltará a adormecer porque apenas sente a presença da mãe, sentir-se-á confortado e retomará o sono.

As rotinas da sesta
E se a rotina da noite - banho, papa, uma canção - deve ser sempre no mesmo horário, também as rotinas da sesta se deverão manter sempre às mesmas horas.

É natural que o bebé adormeça depois da refeição da manhã se esta lhe for dada sempre à mesma hora e o mesmo acontecerá no período da tarde. É pois de lembrar que estabelecer uma rotina sólida na alimentação do seu bebé, esta contribuirá para que a rotina do sono seja mais fácil de ser aceite.

Para além de tudo, nunca é demais relembrar que as horas da sesta devem ser feitas não privando o bebé da luz do dia e mantendo os ruídos habituais da casa. O bebé vai habituar-se a não despertar com o barulho da máquina de lavar, com a campainha do telefone ou com a campainha da porta.

A importância do conforto
Para que a criança durma bem é importante que se sinta confortável. Para isso, os pais devem cuidar para que o quarto tenha uma boa temperatura ambiente e que a roupa seja folgada e confortável. A criança não deve ter excesso de mantas, pois isso significaria excesso de peso que lhe acarretaria o desconforto de não se poder mover à vontade. Se estiver frio é sempre preferível vestir-lhe um pijama mais quentinho do que lhe acrescentar mais uma manta. Antes de deitar a criança para a sesta ou para o sono nocturno é conveniente verificar se não necessita de mudar a fralda.

Não esqueça que as crianças se habituam às rotinas que lhes criarmos. Se não habituar o bebé a dormir com a luz do dia, ele terá dificuldade em reconhecer o dia e a noite e de criar uma boa rotina de sono.

Berço ou caminha
Independentemente do local onde o bebé adormeça, convém que não o mude enquanto está adormecer. Se a criança acorda num local estranho - diferente daquele onde adormeceu - vai certamente chorar ao acordar. É conveniente, que especialmente para o sono nocturno, deite sempre o bebé no local onde vai passar o resto da noite. Não deixe a criança adormecer no sofá da sala ou na sua cama, se o bebé tem sono deite-o no berço ou na caminha. Para que as crianças possam facilmente adormecer é necessário que no tempo que medeia entre o banho e o momento de deitar para fazer o sono nocturno a criança não sofra demasiados estímulos. Esse período deve ser sempre calmo, pelo que se aconselham os pais a não brincarem com a criança ou colocarem, por exemplo, a televisão alta ou uma música que os possa excitar.

A hora de dormir deve ser sempre respeitada.

Não altere as rotinas.