31 de maio de 2010

CPP - parte III - Parto

Dicas importantes
- andar, andar, andar... andar muito é o melhor que podemos fazer para ajudar o nosso bebé nesta caminhada até ao mundo exterior. Todo o processo do parto é bastante difícil para o nosso bebé, por isso, ele conta com a nossa ajuda. Mantermo-nos na posição de cócoras ou inclinada para a frente, enconstada a uma parede, por exemplo, são posições que também ajudam pois colocam o bebé numa posição directa em relação ao colo do útero.
- decorar o número 115:
1 - contracções durante uma hora
1 - com duração de 1 minuto
5 - de 5 em 5 minutos
está na hora de irmos para o hospital
- caso as águas rebentem antes de atigirmos o 115, devemos:
. ir para o hospital rapidamente caso as águas tenham uma coloração estranha
. ir para o hospital com calma (até cerca de 1 hora) caso as águas sejam de coloração trabslúcida e cheiro semelhante ao do esperma
em qualquer dos casos, convém telefonar ao médico quando rebentarem.

CONTRAÇÕES


Muitas mulheres não sabem nem como é uma contração, sendo que todas tem contrações de Braxton Hicks durante TODA A GESTAÇÃO.

É aquele momento em que sente-se que a barriga fica dura, muito dura, e dependendo da posição do bebe, pode-se sentir uma dorzinha incomodando. Basta por a mão na barriga e sentir como é.

A contração do trabalho de parto vem acompanhada de dor nas costas ou no “pé da barriga”, dependendo da posição do bebê, e é como uma onda: começa com uma dorzinha fraca que vai ficando forte, alcança um pico e fica fraca de novo. É como uma cólica que vem e vai...

É importante lembrar que se forem respeitadas as vontades da mulher nesse momento, sua livre movimentação e uma companhia que ela deseje, tudo é bastante amenizado.

Além de que, existe uma série de formas de amenizar a dor com técnicas não-farmacológicas (chás, banhos, movimento, massagem, música, etc., para a fase de dilatação) e outro aspecto importante é que o conceito de dor é diferente para cada ser humano.

FASES DO TRABALHO DE PARTO
É preciso saber que o trabalho de parto possui quatro fases distintas:
FASE LATENTE, FASE ATIVA, FASE DE TRANSIÇÃO E EXPULSIVO.

FASE LATENTE: de 1 a 5 cm de dilatação.
É a fase em que a mulher começa a sentir as primeiras contrações, o momento em que o colo começa a se abrir, e começa a dilatação.
As contrações são espaçadas a cada 10 minutos, mais ou menos, e duram cerca de 30 segundos. (Deve-se começar a contar o inicio do TP quando ficar mais de uma hora nesse ritmo)
Pode ocorrer um pouquinho de sangramento ou sair um muco meio amarelado como catarro, que chamamos de rolhão mucoso.
Algumas mulheres sentem vontade de ir ao banheiro a todo momento, outras sentem náuseas, outras nada sentem.
A dor nesse momento é suave, concentrando-se na respiração e relaxando, é possível descansar um pouco para o próximo período.
Pode-se também utilizar chuveiro, banheira e bola de pilates para aliviar as contrações, o que ajuda bastante!
É importante também, alimentar-se com coisas leves e que dêem energia, como um chocolate, por exemplo, e beber muuuuuuuita água!

FASE ATIVA: de 5 a 8 cm.
Nessa fase a mulher começa a sentir-se incomodada com as posições em que fica, já não consegue mais ficar parada por muito tempo, e é MUITO IMPORTANTE que se movimente para a dilatação ocorrer mais facilmente.
Existem uma série de posições e exercícios para ajudar nessa fase, vejam alguns exemplos de posições abaixo:



O mais importante é guiar-se pelo instinto e procurar as posições que mais lhe agradem, lembrando-se de beber muita água também nesse período.
As contrações ficam menos espaçadas, chegam a 3 em 3 minutos e com duração de 40 a 50segundos.
Lembrando que esse é um processo de parto natural, ou seja, sem indução com ocitocina sintética.

FASE DE TRANSIÇÃO: 8 a 10cm.
Nessa fase é o momento em que as contrações ficam mais fortes e numa sequência "frenética".
Geralmente, é o momento em que as mulheres pedem "arrego", dizem que não vão aguentar mais e tal.
Isso ocorre porque o organismo libera hormonas como a adrenalina, que fazem-na sentir medo, sono, tremedeira, dentre outros sintomas, tudo ao mesmo.
Esse período é muito curto, dura de 30 a 40 minutos e logo em seguida a mulher já estará na fase do expulsivo.

EXPULSIVO: 10 cm de dilatação!
Geralmente as mulheres quando são informadas que estão com 10 cm sente-se vitoriosas: Isso é muito bom! Porém, saibam que o expulsivo pode demorar ainda algumas horas, se o processo natural for respeitado.
A dor nessa hora fica diferente, um pouco mais tranquila às vezes, até que a mulher começa a sentir os puxos, que é a vontade de fazer força, como se fosse defecar, o que pode acontecer inclusive, pois é totalmente normal.
O puxo vem instintivamente, naturalmente, sem que seja necessário nenhum médico ou enfermeira ficar pedindo-lhe para fazer.
Infelizmente, em muitos casos, não é respeitado esse tempo do corpo da mulher e ela acaba sendo "comandada" a fazer força e passa por episiotomia desnecessária para adiantar o trabalho deles.
Quando vem a vontade de fazer força o processo fica mais tranquilo e se a mulher for deixada em paz, o expulsivo pode ser muito rápido.

Bem, para terminar é fundamental que para aceitar a dor, a mulher tenha a informação de que DÓI sim, muito além da imaginação. Mas se você está preparada pra ela, você a verá como a força das deusas. Uma aliada para trazer seu filho ao mundo!

Acredite que dói e que ESSA DOR FAZ PARTE do processo, porque essa dor é o seu corpo trabalhando junto com o corpo do bebé, e que essa dor é necessária para você parir seu filho por uma questão evolutiva: caixas cranianas para conter cérebros pensantes grandes demais, para nossas bacias de bípedes. É só isso.

CPP - parte II - Higiéne do bebé

LIMPEZA DO CORDÃO UMBILICAL

Deve-se lavar o cordão no banho normalmente e secar muito bem a toda a volta (levantar bem o grampo que fecha o cordão para chegar a todo o lado) com uma compressa esterilizada.
Deve usar-se álcool a 70º, numa compressa de tecido não tecido para desinfectar o cordão, e depois secá-lo com nova compressa.
O cordão não pode ter cheiro Outra coisa que sempre imaginei que tinha... então se ele vai ficando negro e seco... pensei que fosse normal. Ela diz que devemos cheirar o cordão no primeiro dia. Não cheira a nada. Cheira a pele. e esse é o cheiro que se deve manter.... se cheirar mal há infecção (ou se à volta o abdomen estiver vermelho). O cordão nos primeiros dias tem uma cor leitosa (1º e 2º dia). Depois fica acastanhado, dpois esverdeado, e depois preto. Passa de leitoso para gelatinoso e depois seco. É importante não cobrir o cordão com nada (dantes usava-se faixas, depois passou a usar-se compressas). O cordão deve ficar ao ar e NÃO DEVE SER TAPADO COM A FRALDA. Como no início as fraldas são sempre um bocadinho grandes, deve-se dobrar em cima para que o umbigo fique de fora. Não usar no bebé nem betadine, nem álcool. Mesmo depois de cair, às vezes vê-se um bocadinho de sangue ou uma secreção amarela no umbigo. Só é preciso lavar bem. Não aplicar nada.

LIMPEZA DO NARIZ

Os bebés só respiram pelo nariz por isso qualquer obstrução nasal deve ser seguida com preocupação. Em caso de obstrução deve-se colocar algumas gotas de soro fisiológico nas narinas do bebé, especialmente dez minutos antes de mamar (com o nariz entupido ela não vai mamar bem.). Deve-se colocar as gotas dez minutos antes porque eles ficam muito zangados e se dá logo a mama eles rejeitarão. Em casos de não ser suficiente o soro deve-se recorrer a desentupidor nasal: não se deve usar daqueles desentupidores com uma bolsa de ar que se aperta . Deve-se usar uns que são um tubinho que é a própria mãe ou pai que aspira…. Permite um maior controle. Os outros podem ser traumatizantes para o bebé. Ela recomendou o da Narinel.

BOCA

A boca, por causa do leite é esbranquiçada, de um modo homogéneo (por todo o lado).. Se aparecerem só umas bolinhas brancas é candidíase (aquilo a que vulgarmente chamamos sapinhos) e é necessário tratar bebé e mãe (muitas vezes as mamas não apresentam indícios e as pessoas não tratatm… depois aparecem gretas que nunca fecham…). Quando há candidíase na boca, essa infecção passa para todo o sistema digestivo do bebé e aparecem no ânus umas bolhinhas muito luzidias. Esta situação faz que com a evaciuação seja dolorosa para o bebé, e ao mamar ele também sente dor. É NORMAL aparecer uma bolhinha no lábio superior do bebé. É o chamado calo da amamentação.

PELE

Primeiro é rosa. Depois, durante os primeiros dias, a pele pode ficar seca e descamativa. Quando a pele fica muito amarela (inclusive interior dos olhos) pode ser Icterícia. Mas é normal a pele ficar um bocadinho mais amarela… è necessário que o bebé apanhe muita luz natural. Em casa devem-se correr cortinas e deixar entrar muita luz. Os bebés, mesmo no Inverno, devem dar passeios diários. Claro que é necessário agasalhá-los bem. Deve-se fazer os passeios (isto no Inverno) no final da manhã e início da tarde.
Vernix È uma camada de gordura que cobre a pele do bebé. Esta camada protege-os e mantém a pele hidratada. Ajuda-os também a controlar melhor a temperatura. Por isso hoje em dia nas maternidades e hospitais só dão banho ao bebé ao 2º dia. No primeiro só o limpam. Assim preservam esta camada na pele no primeiro dia.
Milia ou acne nasal É o que vulgarmente se chama medrar. Se não aparecer pus não é necessário tratar. Desaparecerá em poucos dias.


CORRIMENTO ESBRANQUIÇADO NAS MENINAS

Nos primeiros dias as meninas apresentam muitas vezes uma secrecção esbranquiçada na vagina. É normal!! Deve-se limpar normalmente.

PSEUDO MENSTRUAÇÃO

Algumas meninas, nos primeiros dias, apresentam um pequeno corrimento e sangue na vagina. È normal. Como deixa de estar exposta aos estrogénios da mãe, o útero delas sofrem uma pequena descamação e surge uma pseudo-menstruação. Limpar normalmente.

URINA

O bebé urina várias vezes ao dia (é necessário verificar se ele urina pelo menos 4 vezes). Se não urina é sinal de que está a mamar pouco ou pode ser um sinal de que os rins estão a funcionar mal. Nos primeiros dias pode ser cor de tijolo. È normal.

FEZES

Nos primeiros dias é o mecónio que sai. É pegajoso, pastoso (escuro ou esverdeado). Deve-se dar de mamar muitas vezes para ajudá-los a eliminar todo o mecónio. Se o mecónio permanecer muito tempo no intestino do bebé pode gerar icterícia. Em 3 ou 4 dias as feses tornam-se mais amarelas e líquidas. Deve-se mudar a fralda sempre depois da mamada. Porque sempre que mamarem, vão evacuar. È imediato. Isso é um sinal de que os intestinos estão a funcionar bem.


BANHO

O banho deve ser diário. Neste momento há estudos a decorrer que defendem que não deve ser diário (porque se torna demasiado agressivo para a pele do bebé . Mas como ajuda muito a relaxar, para já, enquanto não há resultados mais concretos, mantém-se a recomendação para um banho diário. Não há um horário ideal para o banho. A hora ideal será aquela em que os dois progenitores estiverem mais disponíveis. È um momento que ajuda muito a criar laços entre pais e bebés e deve ser saboreado. Normalmente escolhe-se dar banho à noite porque o banho ajuda os bebés a relaxarem. Depois mamam e dormem quase cinco horas seguidas… Mas também há bebés que ficam muito despertos depois do banho… nesses casos será melhor optar por dar banho de manhã. Deve-se dar banho o mais próximo possível da hora da mamada seguinte. Não é que eles tenham uma indigestão com o banho. Mas ao dar banho mexe-se muito no bebé. Roda-se, levanta-se, deita-se… por isso o bebé, se tiver mamado há pouco tempo, irá regurgitar… È importante que o sítio onde se despe o bebé, dá banho e volta-se a vestir seja o mesmo local. Não se deve, por exemplo, despir no quarto, dar banho na casa de banho (banheiro) e vestir no quarto outra vez. Deve-se escolher um só local. Não importa se se dá banho no quarto ou na casa de banho. Isso é conforme dá mais jeito aos pais, O que importa é que se faça tudo no mesmo local. Antes de despir o bebé tudo deve estar preparado. Banheira (água tépida a 36,5, 37 graus) Toalha Sabão com ph neutro (glicerina amarela é o recomendado) Compressas esterilizadas (para limpar o cordão) Óleo de amêndoas doces (SOS - só se usa em sos nas zonas mais descamadas da pele após o banho) Roupa do bebé pela ordem que vai ser vestida Fraldas Os bebés perdem muito calor pela cabeça, por isso aconselha-se o uso daquelas toalhas com capucho. Mesmo quando se usa um termómetro para controlar a temperatura da água, devemos sentir a temperatura com o cotovelo (o termómetro pode avariar) antes de inserir o bebé na banheira. Nos primeiros 3 meses não se devem usar produtos como gel, ou sabões perfurmados. SÓ SE DEVE LAVAR O BEBÉ COM UM SABÃO DE PH NEUTRO. Ela recomenda um sabão de glicerina amarelo (os de outras cores já têm alguns produtos) O nível da água deve ser pelo umbigo do bebé. Começa-se sempre a lavar de cima para baixo e da zona mais limpa para a mais suja.
Assim: Lava-se primeiro a cara do bebé e olhos. Os olhos não se podem lavar com sabão. Deve-se lavar os olhos do canto externo para o canto interno e massajar ligeiramente no cantinho (ajuda a desentupir o canal lacrimal). (ao longo do dia se tiver olhos remelados limpa-se com uma compressa) Depois lavar a cabeça (não esquecer atrás das orelhas) com sabão e retirar imediatamente para que não escorra para os olhos do bebés. Depois lavar bem o pescoço, peito e braços do bebé (lavar bem nas ruguinhas) Depois as pernas os pés. Em seguida, vira-se o bebé e lavam-se as costinhas. Por último lava-se a área genital sempre da frente para trás. Retirar o bebé para a toalha e limpá-lo bem (não esquecer de limpar atrás das orelhas (aparecem muitos bebés com micoses porque essa parte não é bem seca depois do banho). Secar bem com compressas esterilizadas o umbigo e a zona envolvente ao umbigo do bebé. Colocar a fralda e vestir o bebé.

FRALDA

Quando mudamos a fralda, devemos estar atentas ao rabinho do bebé e ver se está vermelho ou não. Caso esteja normal não se deve aplicar creme para assaduras (muitas vezes nas farmácias aconselham pôr sempre o creme como prevenção - isso não é bom para o bebé . Evitar usar toalhitas. Limpar sempre com uma fralda de algodão molhada ou com óleo de amêndoas doces. Após a limpeza todo o rabinho deve ficar bem seco. Não usar pó de talco, Está completamente ultrapassado (faz mal ao bebé porque o bebé respira o pó e causa bronquiolites). Para além disso, seca muito a pele do bebé.

COMPLICAÇÕES FREQUENTES

Descamação do couro cabeludo (crostas na cabecinha do bebé Antes do banho aplicar óleo de amêndoas doces, massajar levemente. Deixar actuar. Depois, no banho , tentar retirar as crostinhas com a mão. Irritações do rabinho Quando há irritação na pele do rabinho do bebé, as chamadas assaduras, deve-se ter o cuidado de manter o bebé o mais seco possível e deixar arejar sempre que possivel. Aplicar creme de assaduras. Se a assadura continua é necessário verificar se não é alergia àquela marca de fraldas ou mesmo às fraldas descartáveis. Se não melhorar, consultar o médico (pode ser candidíase

Curso Preparação para o Parto (CPP) - parte I Amamentação

Estamos mesmo na recta final e chegou a hora de revermos tudo o que foi falado no CPP.

Parte I - AMAMENTAÇÃO

Para amamentar é preciso EMPENHO E MOTIVAÇÃO, se não acaba por se desistir à primeira dificuldade. A Organização Mundial de Saúde defende a exclusividade da amamentação até aos 6 meses de idade. Não é necessário dar água ao bebé enquanto se amamenta. O leite já contem água suficiente. Durante a amamentação deve beber-se muita água A alimentação da mãe durante a amamentação deve ser uma alimentação saudável (semelhante àquela que se teve durante a gravidez - exceptuando os cuidados com a toxoplasmose) deve ser rica em legumes, frutas. Não se deve comer alimentos muito ácidos ou muito condimentados.
Deve-se amamentar num sítio calmo, e evitar ao máximo amamentar na presença de visitas. Na amamentação há duas hormonas importantes: a Prolactina - responsável pela produção de leite - e a Ocitocina - responsável pela saída do leite. Às vezes não há produção de Ocitocina e apesar da mama estar cheia (devido ao efeito da prolactina) não sai leite. Nesta fase há muita gente que pensa que o leite é fraco, que não tem leite suficiente.. A não produção de Ocitocina é devida ao stress, à dor (porque nos primeiras mamadas dói um bocadinho amamentar).
Estes factores favorecem o aparecimento da adrenalina que funciona como um inibidor da ocitocina. Nestas situações é importante que a mãe descanse e relaxe. Em casos mais difíceis, há sprays de ocitocina mas tem que ser usados com orientação médica).
Quanto mais se amamenta mais leite se produz. Caso o bebé mame pouco (no caso de bebés mais preguiçosos) é necessário estimular a mama com uma bomba de extracção de leite. Factores que também interferem na amamentação: - soutiens demasiado apertados ou com aros - Pílulas de estrogénio Nos primeiros dias a mama tem pouca quantidade de leite (porque é isso que o bebé necessita): é o colostro.

O COLOSTRO

É muito líquido, claro e amarelado. Entre o 3º e o 5º dia após o parto dá-se a subida do leite. O leite vai engrossando até ficar “leite maduro” por volta do 10º dia. Durante a mamada, o 1º leite que sai é rico em água e açúcares e, durante a mamada, vai-se tornando mais rico em gorduras. Por isso, o bebé deve mamar numa mama até esvaziar a mama (o conceito de que deve mamar dez minutos em cada mama está ultrapassado. Alíás, esta crença é um dos factores que leva muitas mães a acreditar que o seu leite é fraco, uma vez que o bebé acaba por mamar apenas o 1º leite de cada mama). Só depois de ter esvaziado uma mama é que se deve oferecer a outra ( e entre as mamas o bebé deve arrotar. Oferece-se a outra mama e se ele quiser mais mama, senão rejeita). Na mamada seguinte deve-se começar pela mama em que o bebé mamou menos na mamada anterior. O ideal é que a primeira mamada da vida de um recém-nascido seja na primeira ½ hora ou 1 hora após o parto. Porquê? - Porque facilita a aprendizagem da sucção por parte do bebé - porque estimula a produção de Prolactina e Ocitocina - estimula a eliminação rápida do mecónio (pasta escura que o bebé acumla nos intestinos durante a gravidez)

HIGIENE DA MAMA

Não se deve estar sempre a lavar a mama. O banho diário normal é suficiente. Lavar muitas vezes o mamilo (que é uma prática comum entre as mães que amamentam, apesar de errado) torna a pele mais seca, mais sensível e as gretas acabam por aparecer). Deve-se lavar muito bem as mãos antes de amamentar antes de colocar o bebé no peito extrair um bocadinho de leite e espalhá-lo no mamilo. Isso é suficiente para hidratar e hiegienizar o mamilo. SÓ É NECESSÁRIO LIMPAR O MAMILO ANTES DE DAR DE MAMAR CASO SE TENHA APLICADO UM CREME PARA GRETAS (deve usar-se uns à base de lanolina).

PASSOS PARA DAR DE MAMAR CORECTAMENTE

Deve-se lavar muito bem as mãos antes de amamentar
- Acordar bem o bebé (é necessário que ele esteja bem desperto para mamar
- se ele estiver muito quente enrolado em mantas acaba por estar sempre ensonado e não mama bem)
- escolher um local calmo e, de preferência, sem visitas à volta.
- a mãe deve sentar-se numa posição confortável, com as costas direitas e bem encostadas (se necessário apoiar os pés num banquinho;
- deve-se também usar almofadas - de preferência uma em forma de U para apoiar bem o bebé e subir o corpo do bebé. Não é a mama que vai ao bebé mas o bebé que vai à mama!!)
- o corpo do bebé deve ter o corpo bem rodado para nós ( e não com a barriga a apontar para o tecto)
- deve-se espalhar um bocadinho de leite no mamilo. Isso para além de hidratar e higienizar o mamilo estimula o bebé a mamar (através do olfacto - o bebé sente o cheiro do leite e procura a mama).
- deve-se pegar na mama desenhando com as mãos um C ( e não aquela posição de tesoura)
- trazer o bebé até à mama.
- Estimular os lábios do bebé com o mamilo e região da boca.
- Introduzir o mamilo e a auréola do mamilo na boca do bebé (ter em atenção que o mamilo deve ser colocado sobre a língua do bebé encostado ao palato e não de baixo da língua. Em cima da língua é que estimulará o reflexo de sucção)
- O Bebé muitas vezes demora a pegar. É necessário paciência até que o bebé se resolva a começar É NECESSÁRIO TER CONSCIÊNCIA DA NECESSIDADE DE DEGLUTIÇÃO ENTRE SUCÇÕES (ou seja, o bebé mama, mama, mama, engole, mama, mama, mama, engole). Senão engolir não está a mamar!!! Não esquecer que se deve esvaziar uma mama, pôr o bebé a arrotar (encostar o bebé ao corpo da mãe numa posição vertical) e só depois se deve oferecer a outra mama. Se o bebé quiser mamar mais, no final tem que arrotar novamente. É muito importante que se altere a posição da mamada e não se use sempre a mesma posição. Usar sempre a mesma posição pode causar um mau esvaziamento de algumas partes da mama e causar alguma obstrução de um canal. Há várias posições: a de embalo (a mais comum) a de cavalinho (com o bebé encostado ao nosso peito mas de pé) e a de rugby (o bebé deitado ao nosso lado com a cabeça ao lado da mama e o corpo para trás de nós)
Vejam este link http://www.imagem.ufrj.br/thumbnails/4/178.jpg
vejam aqui mais posições http://www.sosamamentacao.org.pt/Portals/2/posições_1.JPG http://www.sosamamentacao.org.pt/Portals/2/posições_2.JPG

DEPOIS DA MAMADA

Depois da mamada deve-se hidratar bem o mamilo com o leite e deixar a arejar bem a mama. Os discos de algodão que se usa muitas vezes para que absorver o leite são prejudiciais!! Porquê? Porque não deixam a mama respirar. Deve-se usar antes as conchas , que não encostam à mama e têm uns furinhos para que o mamilo possa respirar. Se o mamilo não respira as gretas aparecerão mais facilmente. Se a mama ficar cheia, deve-se usar a bomba para esvaziar a mama. O leite deve ser colocado em saquinhos próprios para congelação, com a indicação da data em que foram retirados. Ainda que seja só um bocadinho deve ser guardado porque é precioso. Mesmo que a quantidade de leite não seja suficiente para encher o saco, não se deve encher o saco com o leite de outra mamada.

HORÁRIOS

Não impôr um horário rígido. Cada bebé acaba por estabelecer a sua rotina. Um bebé no início mama muitas vezes (mais ou menos de duas em duas horas, às vezzes com intervalos até mais pequenos). O nº de mamadas não deve, de forma nenhuma, ser inferior a 6 por dia (em 24 horas). O intervalo entre cada mamada não deve exceder as cinco horas. Deve-se dar de mamar muitas vezes durante o dia. A mamada da noite pode ser um pouco mais espaçada (nos primeiros dias não se consegue - eles estão sempre a mamar) Não impor um tempo limite para a mamada Não deixar que o bebé faça do mamilo chupeta (uma das causas de gretas)

SINAIS DE UMA PEGA CORRECTA

O bebé está com a boca bem aberta O queixo e o nariz do bebé ficam encostados à mama Lábio inferior voltado para foram Mais visível a auréola do mamilo acima da boca do bebé. Abaixo quase nada fica à vista Bochechas do bebé ficam arredondadas Vídeo de uma pega correcta http://www.youtube.com/watch?v=RzptXRlEMV8 (está em inglês mas quem não perceber veja na mesma. Todas as imagens são de posição correcta!!)

SINAIS DE PEGA INCORRECTA

A Boca não está bem aberta Os lábios estão a apontar para a frente (tipo beijo) Mesma quantidade visível da auréola do mamilo em cma e em baixo O queixo do bebé não toca na mama

PROBLEMAS NA AMAMENTAÇÃO MAMILO RASO

No caso de mamilo raso, deve-se esvaziar a mama um bocadinho antes de oferecer a mama ao bebé (porque assim o mamilo não fica tão esticado e é mais fácil ao bebé fazer uma pega correcta)

SAPINHOS

Quando há dor ao amamentar deve também verificar-se a boca do bebé. Se ele tiver na boca umas bolhinhas (a que chamamos sapinhos) é sinal que a mama tem um fungo (candidíase na mama) e é necessário recorrer a um médico para tratamento.

FISSURAS E GRETAS

Assegurar uma boa pega por parte do bebé - evitar os discos de algodão - hidratar a mama com leite antes e depois da mamada - se não se resolver com o leite, deve-se usar um creme próprio à base de lanolina (neste caso não esquecer de limpar bem o mamilo antes da mamada) - em último caso, usar mamilos de silicone (mas evitar porque o bebé engole muito ar e cansa- se muito).

ENCAROÇAMENTO DAS MAMAS

As mamas ficam muito quentes. È comum acontecer isto entre o 3º e o 5º dia após o parto, na altura da subida do leite - no caso de semanter após estes dias, deve procurar-se ajuda médica) Aplicar chuveiro quente ou panos quentes à volta do mamilo. Esvaziar a mama Dar de mamar Retirar todo o leite restante com uma bomba. No caso intervalo das mamadas, deve-se aplicar gelo ( para que a mama não encha tanto) Nesta situação deve-se DIMINUIR a ingestão de líquidos Se HOUVER DOR pode-se tomar Benuron Se houver FEBRE CONSULTAR UM MÉDICO OBSTRUCÇÃO DOS DUCTOS É um pequeno nódulo que se forma em alguma zona da mama. È sinal de que há um canal que se entope. Pode ser devido a um esvaziamento inadequado das mamas ou de uma má posição de amamentação ou até devido ao uso da mesma posição para mamar. O que fazer: Aplicar calor húmido na mama (chuveiro quente ou panos quentes) Massajar bem essa zona Pôr o bebé a mamar nessa mama (mudar o bebé de posição) Retirar o excesso de leite com uma bomba no final MASTITE É uma infecção na mama Pode ocorrer na mama toda (mama vermelha) ou só numa parte da mama. Sintomas Febre Arrepios Dor no corpo e cefaleias TEM QUE SE PROCURAR LOGO AJUDA MÉDICA!! Se não houver pus pode-se continuar a amamentar, caso contrário deve-se interromper de imediato a amamentação Deve-se aplicar calor húmido e esvaziar as mamas. Caso haja pus este leite não deve ser guardado!!!

Dicas para amamentar

Um bebé está bem colocado se não vir o mamilo nem a maior parte da auréola, especialmente a parte inferior; os lábios do bebé estão virados para fora, sobretudo o inferior, que está tão dobrado que chega a tocar o queixo; mama calma e ritmadamente, vê-se como mexe o maxilar e o movimento chega até à sua orelha; não se ouve ranger, nem ar a escapar e a sucção não é dolorosa.

Quando a posição é correcta, pode deixar-se o bebé o tempo que quiser. Quanto mais mamar, mais estimulará a produção de leite. As primeiras mamadas são por vezes um pouco anarquicas mas, em geral, o bebé acaba por soltar a mama quando não quer mais. Quando já há leite em abundância, rapidamente larga a mama com a expressão satisfeita de estar saciado, e a partir do mês e meio ou dois meses agradece com um sorriso.

Convém oferecer-lhe a mama sempre que esteja desperto, activo ou a emitir sons. Não se deve esperar que chore, pois este é um sinal tardio de fome e de que tem pouca glucose no organismo.

Amamentar deitada é muito cómodo de noite. Sobretudo porque, ás vezes, ao produzir-se uma descarga hormonal de prolactina, a mãe é invadida por um sono irresistível, necessário para o seu descanso e recuperação, e adormece. Não faz mal nenhum compartilhar a cama com o bebé, desde que se sigam as mínimas normas de segurança.

Dar uma mama todo o tempo que o bebé queira. O leite do final é o que mais engorda e sacia pela quantidade de gordura, ainda que a sucção seja mais lenta e o bebé fique quase adormecido. Antigamente dizia-se que esse leite já não alimentava, hoje sabe-se que é justamente a contrário.

Não continuar a mamada em caso de dor. Para finalizar, aconselha-se a colocar o dedo mindinho através de uma ponta da boca do bebé, para preencher o vazio e, assim, retirar a mama (sem forçar).

Não lavar o mamilo antes e depois da mamada, nem aplicar cremes ou massajá-lo. Um duche diário é suficiente. Também não necessita de preparação especial antes da gravidez.

Não ter horários para as mamadas; se dermos apenas metade das vezes que ele pede, teremos menos leite.

Não interferir com chupetas ou tetinas. O bebé, no primeiro mês, confunde-se com facilidade com os substitutos de borracha e pode rejeitar a mama ou colocar mal a boca e causar gretas e pouca produção de leite. E a mama é muito melhor que qualquer chupeta pois, para além de alimento, proporciona consolo, carinho, companhia, segurança…

Se a mãe nota que o peito está inchado, convém que amamente com frequência e não pressione as mamas com soutiens apertados ou discos absorventes, pois com isso impede que o mecanismo natural funcione, ou seja, que as gotas de leite caiam sem retenção. É melhor que mude frequentemente de roupa se se molha e, pelo menos durante a noite, não usar soutien.

A alimentação durante a amamentação

É perfeitamente natural pensar-se que o apetite pode aumentar durante este período em que vai amamentar. Mas não se deve preocupar. Vai sentir-se concerteza mais cansada e com múltiplas tarefas, mas não reduza o número de refeições. Tente resistir à tentação de substituir refeições por pequenos snacks gordos e açucarados como doces, bolachas e bolos. Estes alimentos têm muitas calorias, mas não têm nem por sombras os nutrientes que precisa nesta fase.Mesmo que pense quem nem tempo para comer tem... tenha calma. Vai necessitar pelo menos para garantir um "bom" leite para o seu bebé sem comprometer a sua alimentação mais 500 calorias por dia. Neste caso em vez de uma refeição principal, que demoraria imenso a fazer a digestão, opte por fazer várias refeições ligeiras. Não se esqueça da importância de uma alimentação equilibrada, saudável e completa. Deverá comer alimentos ricos em ferro, como as sardinhas, legumes de folha verde e fruta seca. Na carne, peixe e nos lacticínios, vai encontrar todas as proteínas e cálcio que vai precisar e o arroz, a massa e as batatas são uma óptima fonte de energia para o seu corpo. Não se esqueça de comer muita fruta e legumes frescos para prevenir a prisão de ventre, nesta fase é fundamental beber muitos líquidos, de preferência água, leite, sumos de fruta excepto de laranja, ou chá de ervas. Evite as bebidas com cafeína. (café, chá verde e coca colas)

37 semanas - começa o countdown 3 semanas

O seu corpo
A distância do útero ao umbigo é de 16 a 20 centímetros.

Você ganhou, desde o inicio da sua gravidez, cerca de 12 e 16kg.

É completamente normal, mais do que isso seria demais. Mas recorde-se que está relacionado com a estatura de cada mulher.

Dentro da barriga
Os meninos e as meninas nascem com alguma diferença no seu peso.

Normalmente eles têm mais que elas.

Eles acumulam gordura até ao último minuto da gravidez. A tendência é que eles percam algum peso nos primeiros dias de vida, mas logo depois recuperam.

Os seus órgãos e sistemas já estão completamente desenvolvidos, excepto os pulmões que ainda precisam de uns ajustes assim como o cérebro, apesar de ter um rápido desenvolvimento.

Ele pesa agora 3,250 kgs.

Vida de grávida
Pesquise sobre amamentação.

É muito importante que esteja informada sobre os benefícios da mesma.

Dirija-se ao centro de saúde ou simplesmente pesquise na Internet.

Vai ficar surpreendida como amamentar é tão saudável para o seu bebé.

25 de maio de 2010

36 semanas - começa o countdown 4 semanas

O seu corpo

Não vai aumentar muito o seu peso, mas sentir-se desconfortável é o mais provável que aconteça nesta altura.


Dentro da barriga
Nesta altura o seu bebé já tem muito cabelo.

É perfeitamente natural que ao longo do tempo ele mude de textura e cor.

Existem bebés que não tem sequer cabelo e começa a crescer mais tarde.

Ele pesa agora 3 kgs e mede 50 cm.

Vida de grávida
Relaxe, faça exercício, passeie.

Pode sentir-se cansada ao fim de um tempo, mas pelo menos irá ajudá-la a relaxar.

9º mês, já?!

A sua gravidez, nono mês

ALIVIAR AS SUAS PREOCUPAÇÕES Já se aproxima o momento! É provável que aumente a sua excitação e a sua ansiedade. Todas as mães sentem incertezas ainda que não seja a sua primeira vez. Fale com o seu companheiro acerca do que a preocupa, visto que é provável que tenha idênticas preocupações, e faça com que a acompanhe nas suas consultas pré-natais.

Neste número, encontrará bons conselhos sobre:

• Como evitar riscos durante estas últimas semanas
• Artigos essenciais para levar para o hospital
• Sinais de parto
Como está a desenvolver-se
Pela Dra. Suzanne Dixon e o Dr. Jim Thornton.

EM FORMA O seu bebé já está quase pronto para sair. Todos os sistemas estão plenamente desenvolvidos e prontos para se porem em forma. Nesta altura o seu bebé pesa entre 2,7 e 3,2 quilos e mede entre 45 a 50 centímetros de comprimento. Durante este mês continuará a ganhar peso.
É provável que o bebé baixe mais este mês em preparação para a sua viagem pelo canal de parto. E é provável também que se mexa menos, visto que apenas tem espaço para o seu alojamento. Pode ser que a sua pele esteja um pouco seca e que necessite de um corte de unhas. Talvez comece inclusive a perder um pouco de peso, a capacidade da sua placenta está a transbordar. Todos estes sinais indicam que o bebé está praticamente pronto para sair do seu lar aquoso.

Cuidado da mãe
Pela Dra. Margaret Comerford Freda e o Dr. Jim Thornton

O QUE SE DEVE E NÃO SE DEVE FAZER NAS ÚLTIMAS SEMANAS Nesta altura já estará cansada de estar grávida e desejosa de ver o seu bebé. Mas este último mês é crucial. A gestação não estará cumprida até que tenham transcorrido 37 semanas. Para evitar riscos nestes últimos dias, tome algumas precauções:

EQUILÍBRIO Se tiver problemas em manter o equilíbrio, evite tomar banho. Pode ser-lhe difícil entrar e sair da banheira. Os problemas de equilíbrio também podem causar lesões durante o exercício. Limite-se a realizar alongamentos, em vez de realizar actividades fatigantes, como correr ou saltar.

VIAJAR Não viaje para demasiado longe de casa. Se o parto começar, necessitará estar perto do hospital. É possível que lhe seja incómodo conduzir devido ao tamanho do seu abdómen, mas se estiver no automóvel, não deixe de utilizar o cinto de segurança.Use o cinto por debaixo da barriga e por cima do abdómen.

SEXO SEGURO A não ser que as águas tenham rebentado, realizar o acto sexual é perfeitamente seguro. Mas se as águas tiverem rebentado, nada deve entrar na vagina, pois já não existe o saco que protege o bebé de possíveis infecções.

Alimentação adequada
Pela Dra. Margaret Comerford Freda e o Dr. Jim Thornton

APOIO AO ALEITAMENTO MATERNO
Nesta altura já saberá que o melhor para alimentar o seu bebé é o leite materno. Para algumas mulheres dar peito é algo que ocorre de forma natural e, com um pouco de sorte, para si também será assim. Mas outras ficam surpreendidas com as dificuldades que encontram e desistem. Um apoio adequado pode marcar a diferença.

S.O.S ALEITAMENTO MATERNO Leia livros, fale com amigas e entre em contacto com organizações de apoio. Confie em mulheres que conheça que tenham dado peito. E não deixe de comentar este assunto com o seu médico obstetra. Ele conhece perfeitamente os mais ínfimos pormenores do aleitamento materno: quanto tempo deve pôr o bebé em cada peito, o que fazer com os mamilos doridos e se o bebé necessita do biberão como complemento.

Dar peito ao bebé requer mais trabalho da sua parte do que se o alimentar com o biberão, mas a recompensa também é maior.

À espera
Pela Dra. Ann Corwin e o Dr. Jim Thornton

DE GRÁVIDA A MÃE Está prestes a embarcar numa das viagens mais incríveis da sua vida. A seguir explicamos-lhe que mudanças pode esperar após o nascimento do bebé e o que pode fazer para facilitar a transição.

O BOM E O DIFÍCIL Os novos pais descobrem que podem chegar a gostar do seu recém-nascido com muito mais intensidade do que jamais teriam podido imaginar. Um olhar ou um sorriso do bebé podem abrandar-lhes o coração e mudar o seu estado de alma num instante. No entanto, as novas mães também podem passar por momentos de incrível saudade. Já aos pais, talvez lhes pareça que 24 horas por dia não bastam para trazer um cêntimo para casa e desempenhar o seu novo papel na família. Alimentar, mudar e confortar o recém-nascido é um trabalho para o dia inteiro e ambos os progenitores vêem-se angustiados com a falta de tempo.

INDICADORES PARA OS NOVOS PAIS Coisas que podem fazer para evitarem sentirem-se angustiados:
• Adoptar uma mentalidade “de equipa”. Partilhar as obrigações que lhes surjam a meio da noite.
• Manter a sua actividade social. O contacto com outras pessoas é importante para a sua saúde mental.
• Ter paciência. Custou nove meses a criar a família, pelo que devem dar pelo menos esse tempo para se adaptarem aos seus novos papéis de pais.

Para os pais
Pelo Dr. Lawrence Kutner e o Dr. Jim Thornton

SER PAI A partir de agora as coisas vão mudar. Durante o resto da sua vida, aconteça o que acontecer, vai ser pai. Isto é tanto de gratificante como uma enorme responsabilidade. Já não voltará a pensar em si ou na sua família do mesmo modo. E talvez imagine pela primeira vez como será o mundo dentro de várias gerações. Pense um momento nisso.
Sabia que...?
Pela Dra. Elaine Zwelling e o Dr. Jim Thornton

SINAIS DE PARTO À medida que se aproxima o grande dia, talvez se interrogue se dará conta quando entrar em parto. Não se preocupe: o corpo da mulher quase sempre dá os sinais necessários.

COMEÇA A CONTAGEM DECRESCENTE Fundamentalmente são dois os sinais que indicam que o parto está próximo:
Ruptura das membranas (o saco amniótico). Em algumas mulheres é apenas uma gota, ao passo que em outras é um fluxo repentino. Se romper as águas (por vezes isto não acontece até que o parto já tenha começado), telefone (imediatamente) ao seu médico obstetra ou dirija-se ao hospital.
Fluxo sanguinolento. É possível que observe um fluxo mucoso rosado ou manchado de sangue. Nem todas as mulheres notam este fluxo e em algumas as contracções começam antes de soltar o rolhão mucoso.

CHEGOU O MOMENTO! O sinal inconfundível de que o parto começou é quando chegam as contracções em intervalos regulares. As primeiras contracções são como dores menstruais ou pontadas na zona lombar que vêm e vão a cada 20 ou 30 minutos. Pouco a pouco, estas dores vão aumentando de intensidade e duração. Além disso, as contracções tornam-se mais frequentes. Se crê que entrou em trabalho de parto, telefone imediatamente ao seu médico obstetra ou vá para o hospital. E esteja consciente de que está capacitada para trazer este bebé ao mundo.

21 de maio de 2010

Campanha Banco Alimentar Contra a Fome

No próximo fim-de-semana de 29 e 30 de Maio vai realizar-se mais uma campanha de recolha de alimentos do Banco Alimentar contra a Fome.

Antes de virar a cara quando for abordado à porta de um super ou hipermercado, antes de criticar ou maltratar quem está voluntariamente a ajudar quem mais precisa, antes de dizer Não, informe-se!

Informe-se do real trabalho do Banco Alimentar, numa sociedade economicamente cada vez mais desfavorecida, cada vez com menos princípios, saiba onde e como chegam os alimentos que são recolhidos em cada campanha.

Se disser Não, que seja um Não fundamentado e não um Não desisteressado!

Aqui deixo a brochura do B.A. onde encontrará todas as informações sobre a actuação e importânica deste:
http://www.bancoalimentar.pt/pdf/AF_BrochuraBA_SITE.pdf

Olhe para o seu vizinho, e não tenha receio de oferecer ajuda!

18 de maio de 2010

Como estamos às 35 semanas?

A contagem crescente continua...

O Miguel está grande, segundo as palavras do médico, mas está óptimo, continua a mexer-se muito especialmente quando estou sentada relaxadamente no sofá ou quando me deito na cama para tentar dormir.
Os pontapés são cada vez menos, agora sinto mais os movimentos dele, as mudanças de posição, quando se estica ou encolhe... por vezes a casinha dele parece que está a ser revolteada por dentro.
Adoro ficar a olhar para a minha barriga e tentar perceber qual a parte do seu corpinho que se está a espetar, embora por vezes seja algo doloroso...

Algumas noites atrás, ao mudar-me de posição ele ficou a pressionar as minhas costelas, o que me provocou uma dor tão grande que por momentos fiquei imobilizada. Mas com a ajuda do papá consegui virar-me para o outro lado e o Miguel gostou mais desta posição.

Para além dos desconfortos durante a noite, em que nem sempre consigo descansar, pois vou ao WC cerca de 2 em 2 horas e as mudanças de posição requerem uma logística complicada, apenas tenho sentido algumas contracções. Por enquanto ainda não são dolorosas, apenas desconfortáveis, sinto-as essencialmente ao final do dia, pelo que tenho descansado o máximo possível neste horário.

Continuo a trabalhar, pois ficar em casa acho que seria mais difícil de suportar do que o cansaço que acumulo em alguns dias... a ver vamos até quando o Miguel me deixará continuar no meu ritmo normal.

De resto estamos óptimos! Ansiosa que chegue o dia de ver o meu menino, mas por outro lado receosa de como vai ser esse dia.
O papá e a mamã já terminaram o curso de preparação pré-parto que foi muito útil, ajudou-nos a retirar da cabeça algumas "minhoquices" que naturalmente nos vão chegando por entre leituras e conversas, ensinou-nos como agir em determinadas situações e acalmou-nos bastante em relação aos medos que tinhamos.
Assim que puder venho aqui publicar um resumo do que vimos e ouvimos.

Agora deixo-vos com as últimas fotografias da casinha do Miguel, que cresce a cada dia!

beijos a todos os nossos amigos que nos seguem

35 semanas - começa o countdown 5 semanas

O seu corpo
Vai sentir os seus seios muitos inchados e algo doridos, isso deve-se à produção de leite.

Use soutiens confortáveis que suportem o seu peito para aliviar a dor.

O seu humor será uma autêntica montanha russa nesta altura. Estará mais sensível, devido à sua ansiedade e cansaço.

Antes de todas as coisas desta gravidez, seu útero era uma pequena bola do tamanho do seu punho e estava escondido cuidadosamente atrás da sua pélvis. Hoje seu útero tem o tamanho de uma melancia pequena e vai até as costelas.

Neste ponto da sua gravidez todo o sangue foi para a barriga ... literalmente. Cerca de 1/6 do volume de sangue total do seu corpo está circulando em torno dos vasos em seu útero. Então é por isso que você se sente tão tonta o tempo todo!

A partir desta semana você vai visitar o seu obstetra semanalmente. Em cada visita você provavelmente irá perguntar quando ele acha que seu bebê chegará. Infelizmente, seu palpite dele é tão bom quanto o seu. Mesmo se você estiver dilatada, não se pode dizer exatamente quando o bebê fará a sua aparência (a menos que tenha uma Cesária programada, é claro.)

Dentro da barriga

O seu bebé se já não "desceu" está a preparar-se para fazê-lo. Ele vai aproximando-se lentamente da parte inferior do útero.

Ele pesa 2,5 kg e mede cerca de 50 cm.

Vida de grávida

Desfrute cada momento da sua gravidez. Percebemos que se sinta cansada, mas no futuro vai ter saudades da sua barriga!

Continue a tirar fotos para acompanhar as últimas semanas.

Faz bem comer

Cálcio e mais cálcio. Dentro ou fora da gravidez, auxilia na coagulação sangüínea. Junto com o fósforo, ajuda a formar ossos e dentes, atenua a fadiga muscular, defende contra infecções e contribui para manter o equilíbrio de ferro no organismo. Sua deficiência na gestação acarreta cáries, cãibras e inchaços. Está no leite e derivados, nos peixes, trigo, avelãs, amêndoas, feijão branco, soja e ovo.

13 de maio de 2010

Livro instruções do Bebé

Porque os bebés não vêm com livros de instruções, há que procurar informações sobre «peças», «funcionamento» e «modo de emprego» em algum lugar. Aqui fica um pequeno guia de A a Z sobre (quase) tudo o que precisa de saber, em termos de teoria. É claro que a passagem à prática nem sempre é fácil, mas dê tempo ao tempo e tudo vai correr bem...

A

Afecto – Todo! Muito. Imenso. Que vai de braço dado, complementado e «clonado» com as regras, a disciplina, a auto-estima, os aspectos lúdicos e divertidos da vida, e o prazer das relações interpessoais entre pais e filhos. Não tenham medo de dar afecto e mimo. Não tenham medo de mexer, tocar e brincar com o vosso filho. Não contribuam para uma sociedade que já é, infelizmente, demasiado fria e robotizada.

Água – Há quem diga que os bebés não precisam de água. Mentira. Precisam de muita, tanto que o leite é composto principalmente por água. Aliás, os bebés são, eles próprios, formados por água em mais de 75% do peso. Mas quando se fala de água, como bebida, também podem necessitar, sempre que as condições o exijam: tempo quente, febre, problemas respiratórios, diarreia, etc. Assim, durante o Verão, ou se o bebé estiver durante muito tempo em ambientes fechados e quentes, ou se se manifesta inquieto no intervalo das mamadas, poderá ter sede. Deve oferecer-se água (fervida ou mineral) e ver como reage.

Amamentar – Se a mãe quiser, puder e se for para ela um momento reconfortante. A esmagadora maioria das mães deseja amamentar e, se muitas delas desistem nas primeiras semanas, tal deve-se, não ao leite ser «fraco» ou «mau», mas à inibição, causada pelo stresse, da sua saída dos canais lácteos. Porque tem de fazer muito mais esforço, um bebé «esgota-se» ao fim de menos tempo, tendo mamado muito pouco. Depois, ou continua a chorar ou adormece, mas passado pouco tempo está novamente acordado e quer comer. Antecipar os problemas (por exemplo, numa consulta prénatal) e relaxar um pouco ajuda a ultrapassar estas questões. Não se deve «programar» se se vai dar de mamar tantos ou tantos meses, mas apenas decidir da próxima mamada. O leite materno é o melhor para o bebé, mas ninguém é má mãe se optar por outra forma de alimentação.

Anca – A anca é uma articulação que deve ser sempre avaliada, para detectar uma situação comum – a instabilidade ou displasia da anca, que, em alguns casos, pode ser mesmo uma luxação congénita. Daí os médicos fazerem uma manobra, a que se dá o nome de Ortolani-Barlow, que permite ver se a relação entre os ossos da bacia e o fémur é normal. A displasia da anca deve ser diagnosticada e tratada precocemente, para que não dê problemas mais tarde.

Angiomas – São formações com diversos tamanhos e que aparecem em vários locais (nuca, membros, abdómen, face...) São encarniçados ou arroxeados e, às vezes, salientes. Geralmente aumentam um pouco de tamanho até aos 9-12 meses e depois começam a regredir. Só se aumentarem muito, se mudarem de aspecto, se se tornarem mais salientes ou se sangrarem é que necessitam de cuidados médicos.

Arrotar – Quando mama, alguns bebés engolem ar. Se esse ar não sair, vai continuar no tubo digestivo, provocando mal estar, dilatação gástrica, soluços e cólicas. O ar sai quando o bebé arrota. No entanto, há bebés que não engolem ar e, por isso, não precisam de arrotar.

B

Banho – É um momento mágico e desejado por todos, mas que pode ser um pesadelo se o bebé vai para o banho quando está esfomeado. Convém, por isso, acordá-lo com alguma antecedência, para que tudo se passe devagarinho, gozando cada minuto, seja dentro de água, seja depois (pôr creme, massajar, vestir...)

Bolçar – É muito comum os bebés bolçarem e até se diz que «menino bolçado é menino criado». Se, para além de ter de trocar mais frequentemente de roupa e de ficar a cheirar a requeijão, nada mais se passar, ou seja, se o bebé estiver bem disposto, aumentar bem de peso e revelar boa saúde, não se faz nada. Se há evidência de perda de peso, dor ao bolçar ou qualquer outro sintoma, dever-se-á consultar o médico, pois pode ser uma regurgitação alimentar.

C

Caput succedaneo – É uma zona de inchaço na cabeça, geralmente ampla, de edema (líquidos, pelo efeito de sucção e de vácuo durante o parto), que desaparece ao fim de dias. Não causa quaisquer problemas ao bebé.

Cólicas – Podem dever-se ao ar que o bebé engole e que não sai com o arroto e/ou ao funcionamento ainda imperfeito do intestino, que faz com que certos segmentos se contraiam antes dos outros se relaxarem, mas também ao stress a que o bebé está sujeito desde que nasce, muito particularmente se for hiper-estimulado e andar numa roda vida, com visitas constantes e/ou pais carregados de ansiedade.

Colo – Todo! Quando está acordado, sem necessidades especiais, bem disposto é tirá-lo do berço, pegar-lhe, apertá-lo e dizer-lhe vezes sem conta, entre cada beijinho, que é o bebé mais querido do mundo!

Conjuntivites – Não há bebé que se preze que não tenha uma conjuntivite. É natural: os olhos ficam expostos a tudo o que nos rodeia, ainda não produzem lágrimas em quantidade (o que as bactérias agradecem...) e logo aparecem as ramelas que correspondem à conjuntivite. Acresce que o canal de drenagem das lágrimas e secreções, que fica no canto interno do olho, junto ao nariz, ainda é muito pequenino e entope com facilidade. E, ao entupir, acumula secreções que infectam, e a infecção inflama o canal que se aperta mais, gerando-se um círculo vicioso. Uns dias de antibiótico local costumam resultar. Se persistir será melhor falar com o médico assistente.

Contemplação – Há que olhar para um bebé com tempo, calma e disponibilidade – ou seja, contemplá-lo, para ver e entender os seus gestos, a sua comunicação não verbal. E isso só se pode fazer sem demasiado rebuliço à volta...

Cotonetes – Não se devem usar nos ouvidos, nem no nariz, salvo muito superficialmente para limpar o pavilhão auricular, e não o canal auditivo. Os muito pequenos podem causar lesões e feridas. Os maiores empurram a cera e tornam-na mais massuda e difícil de sair.

D

Descobrir – A descoberta do bebé é um desafio estimulante, até porque um recém-nascido sabe fazer muitas mais coisas do que simplesmente comer e dormir. É só uma questão de lhe dar oportunidade para o demonstrar. E apreciar cada dia gulosamente, mesmo que o tempo não seja muito em quantidade… (pode ser excelente em qualidade). Amanhã já o bebé será diferente, será outro, como nós o seremos também.

Dormir - Na primeira semana de vida, um bebé está praticamente sempre a dormir. É a dormir que o corpo descansa e que o cérebro «arruma» a informação que recebeu, estabelecendo ligações entre as coisas. O sono tranquilo permite melhor estruturação cerebral, melhor memória, etc. Interromper a todo o instante o sono do bebé é contraproducente. Deixem-no dormir, embora não seja preciso um ambiente sepulcral. Pelo contrário: os barulhos normais da casa e a música ajudam o bebé a organizar-se.

E

Eczema – Nesta idade, aquilo a que se chama eczema não é bem eczema – são umas borbulhinhas que aparecem, especialmente na cara, a partir da primeira semana. Diz-se que a criança está a medrar – no fundo, a pele está a reagir ao ambiente que a rodeia, e que não é sempre muito bom. O verdadeiro eczema é outra coisa, mas não costuma surgir nesta idade.

Embalar – Faz parte daquelas manobras rítmicas que imitam o pulsar do coração da mãe e, afinal, o pulsar do próprio universo. É por isso que os bebés se acalmam. Usem o truque para quando for necessário, mas deixem o vosso filho adquirir e desenvolver, por ele, as estratégias pessoais anti-stress.

Engordar –Nada pior do que pesar um bebé de três em três dias. A neurose do aumento de peso pode dar mau resultado... Se um bebé come bem, faz intervalos regulares, entre duas horas e meia e quatro horas (ou um pouco mais à noite), se está bem disposto, chora com força e dorme sossegado, se boceja e se se espreguiça, se as bochechas, queixo, barriga e refegos das coxas estão a «encher» bem, porquê pesar? A menos que seja um bebé muito pequenino, ou que haja indicação médica, deixem a balança sossegada e usem os vossos sentidos e o vosso olhómetro.

F

Fome – Quando sentirem que o bebé tem fome, não é preciso irem a correr, como se a sobrevivência dele estivesse em perigo. Ele acredita que está, mas se os pais agirem calmamente, estarão a mostrar-lhe que os seus receios instintivos não têm razão de ser e que há pessoas atentas que não o deixarão morrer à fome.

Fotografias – Apenas dois cuidados: deixar o bebé dormir (ele passa bem sem sessões fotográficas) e de preferência não usar flash. Aquelas bolas encarnadas que se vêem nas fotografias, mesmo no meio dos olhos, são os vasos da retina. Isso quer dizer que a luz entrou pelos olhos, reflectiu-se nos vasos da retina depois de a atingir, regressou e impressionou a máquina, e só depois o bebé fechou os olhos. E essa luz fortíssima pode causar lesões numa retina imatura, como a do vosso bebé.

G

Gatos – Ou qualquer outro animal. Muitas pessoas têm-nos e ficam na dúvida se os deverão «despachar» quando o bebé nasce. Não é necessário, desde que se observe o animal (os gatos são mais distantes, mas mais ciumentos), se vá vendo se há manifestações alérgicas, se desparasite e trate bem o pêlo do bicho.

H

Habitação – A casa onde o bebé vive deve ser limpa, com temperatura amena e ambiente tranquilo. Deve ser uma casa sem tabaco e sem outros agentes poluentes. E deve ser, desde o princípio, um lugar de pertença e de reencontro familiar que o bebé apreciará, embora tenha de conhecer, desde logo, quais os seus territórios e o respeito que deve ao território dos outros.

I

Icterícia – Os recém-nascidos nascem habitualmente muito encarnados, pois têm muita hemoglobina por terem vivido nove meses num ambiente com relativamente pouco oxigénio. Ao nascerem, essa hemoglobina a mais, que está dentro dos glóbulos vermelhos, vai diminuir, através de um processo de destruição que ocorre no baço, e isso pode causar icterícia, o que dá uma coloração amarelada à pele. É a chamada icterícia fisiológica, que aparece sempre ao segundo, terceiro dia (nunca desde o nascimento) e que desaparece em cerca de sete dias, podendo prolongar-se (sem qualquer problema) se o bebé está a ser amamentado.

J

Jejum – As horas que um bebé pode estar sem mamar são variáveis, pois a fome depende de múltiplos factores que, em conjunto, determinam intervalos de fome diferentes de dia para dia e de bebé para bebé. Prematuros, bebés de baixo peso ou de peso muito elevado e bebés na primeira semana deverão comer mais frequentemente, pelo risco de hipoglicemia. Depois, para os bebés normais e saudáveis, os intervalos poderão ser entre duas horas e meia e quatro e meia, durante o dia, ou até seis horas, à noite. Há bebés que são verdadeiros relógios, outros são muito irregulares.

L

Livro do bebé – Também chamado Boletim de Saúde Infantil e Juvenil (cor de rosa ou azul, conforme o sexo). É essencial e tem muita informação para os pais. Andem sempre com ele na carteira, levem-no a qualquer consulta onde vão, registem vós próprios informações de interesse e peçam (e exijam!) aos médicos e profissionais que o preencham.

M

Maminhas – Pode haver uma tumefacção de um ou de ambas as glândulas mamárias, nos rapazes e nas raparigas, por influência das hormonas maternas em circulação, mas não se deve espremer nem tocar, para evitar infecções (mastites). Passa espontaneamente.

Mancha mongólica – É muito comum, em Portugal, a existência de umas manchas na parte inferior das costas e nas nádegas, azuladas (como se se tratasse de nódoas negras), e a que se chama «mancha mongólica». Não tem nada a ver com a síndroma de Down ou trissomia 21: o nome mongólico deriva de ter sido primeiro descrita na raça mongol. Pode permanecer até aos dois anos de idade e é, por vezes, muito extensa.

Massagem – Mesmo sem um curso de massagens para bebés, muito na moda ultimamente, os pais podem fazer massagens ao bebé sempre que queiram, designadamente depois do banho, quando aplicam o leite ou creme corporal. O contacto pele com pele é dos estímulos mais fortes, em termos emocionais e de afecto. Não tenham medo de tocar e mexer no vosso bebé.

Moleirinha – Também chamada fontanela, em termos médicos, é uma zona que causa sempre alguma impressão aos pais, mas que não se parte. A fontanela anterior é o espaço que fica entre os ossos frontal e parietais (podendo existir uma fontanela posterior entre os parietais e o occipital) e o facto de os ossos terem esse espaço entre eles permite à cabeça crescer, em virtude do crescimento do cérebro. Muitas vezes a fontanela pulsa e isso é normal. A fontanela é um bom local de observação de doenças, como, por exemplo, a desidratação (fica deprimida) ou a meningite (fica saliente e tensa).

Música – Sempre! É o símbolo de perfeição e de elevação da humanidade. A música, rítmica, é altamente estruturante para o cérebro das crianças, é apaziguadora e securizante. Seja clássica, jazz, ou outra, desde que tenha ritmo e respeito por compassos (binários, de preferência). Ao contrário da TV, que funciona através de quebras de ritmo e de acelerações e desacelerações - o que, nesta idade, funciona como ruído para o cérebro do bebé, perturbando a gestão da informação, e como elemento desestruturante e ansiogénico.

N

Nariz – O nariz é um órgão «precioso» e, se estiver obstruído, os bebés ficam muito aflitos, com dificuldade em respirar – nos casos extremos de dificuldade respiratória, as asas do nariz abrem-se em cada movimento respiratório. É essencial manter o nariz bem limpo, usando soro fisiológico antes das mamadas, mas evitando o uso dos aspiradores, pois sugam células da parede nasal e isso vai levar o nariz a produzir mais secreções.

O

Olfacto – É muito apurado nos bebés e permite-lhes descobrir a mãe e o peito da mãe. O olfacto está também ligado à memória.

Olhos - Nos olhos de um bebé pode ver-se muita coisa – por exemplo, a cor das conjuntivas (a pele de dentro das pálpebras, para ver se estão pouco rosadas, amareladas, etc), a coloração da esclerótica (parte branca do olho, onde pode haver icterícia ou, em alguns bebés, também, uma hemorragia da esclerótica, causada pelo esforço do parto), a permeabilidade dos vários componentes à luz (se reflectem a luz, se existem opacidades, a reacção da pupila à luz, etc...)
Geralmente, o bebé tem poucas lágrimas nas primeiras semanas e é essa a razão porque são frequentes as conjuntivites (ver acima). É normal, também, os bebés entortarem os olhos nas primeiras semanas após o nascimento, não sendo obrigatoriamente sinal de estrabismo. A cor dos olhos nem sempre corresponde à cor definitiva – há que esperar uns meses até ter a certeza de muitos olhos azuis. Ah! E eles vêem desde o primeiro minuto! Aquela teoria de que os bebés não viam nem ouviam até certa altura é falsa. Vêem e bem, só que se cansam de olhar para um objecto e, portanto, nem sempre absorvem toda a informação que lá está. Por outro lado, não têm (ainda) memórias estruturadas para confrontar o que estão a ver e poder dar algum sentido às imagens.

Ouvir – Também ao contrário do que se pensava ainda há bem pouco tempo, os bebés ouvem (e bem!) desde que nascem e as vozes da mãe e do pai são imediatamente reconhecidas. Mas podem ter alguma dificuldade para se orientarem perante a maioria dos sons, já que não têm ainda memória auditiva e não reconhecem muitos dos ruídos, barulhos e sons.

P

Pele – É a fronteira do bebé. E está, durante nove meses, envolta num ambiente favorecedor e amigável. De repente, fica exposta a inúmeras agressões (alterações de humidade e temperatura, agentes microbianos, poluição, produtos higiénicos e de lavagem, tecidos, etc...) Há, assim, que defendê-la, até porque qualquer lesão pode ser aproveitada pelas bactérias e, como os mecanismos de defesa gerais ainda estão muito incipientes, a infecção pode desenvolver-se e atingir o sangue.

Passeios – Mal os pais se sintam retemperados, e passada a primeira semana, se o tempo estiver ameno e simpático, passear é óptimo, desde que se evitem lugares fechados, mal arejados e cheios de gente (centros comerciais ou hipermercados, por exemplo), ou ruas com muito trânsito e poluição.

Pilinha – A pilinha dos bebés está geralmente apertada, nos recém-nascidos, e esta fimose fisiológica deve ser vigiada, mas não se deve manipular com força, nem puxar para lá do que se sente como resistência, porque pode criar fissuras e ainda apertar mais.

Pipi – Os pequenos lábios podem estar, frequentemente, colados. Em alguns bebés do sexo feminino, pode haver uma pequena saída de muco ou de sangue vaginal, que não representa doença, mas sim um efeito das hormonas maternas que ainda estão em circulação na filha. A limpeza dos genitais da rapariga deve ser feita da frente para trás, para não contaminar a região vaginal com as bactérias fecais.

Posição de deitar – Indiscutivelmente de costas, ou seja, de barriga para cima. Salvo contra-indicação médica, deverá ser sempre assim. Não é de lado, é de costas. Diminui para 25% o risco de morte súbita e diminui, também, a incidência de otites. E, ao contrário do que se pensava, não aumenta o risco de engasgamento se a criança vomitar ou bolçar.

Q

Quarto – O bebé deverá ficar no quarto dos pais até cerca dos 4-6 meses, antes de começar um surto de autonomia (embora não existam regras e tudo dependa da localização, do stresse dos pais, se é o primeiro ou segundo filho, do ritmo de sono, etc...) De qualquer modo, é bom que, desde o início, o bebé entenda que existe um espaço seu, mesmo que seja só o berço.

R

Regresso a casa – Por muito mal que se diga dos estabelecimentos hospitalares, o que é certo é que um casal sente-se respaldado com os profissionais e o próprio serviço. Ao voltar para casa, geralmente às 48 horas, com as hormonas de combate a desaparecerem e a sensação de que agora é que é, o cansaço aumenta, ao mesmo ritmo da angústia e da ansiedade. Estabeleçam prioridades – o vosso filho (e outros que já existam), vós próprios... e o resto (tarefas domésticas, sociais, etc...) e não recusem ajuda. O regresso a casa é penoso, sobretudo num primeiro filho, e é bom terem o telefone e o e-mail do médico assistente do bebé, para poderem esclarecer todas as dúvidas, mesmo aquelas que pareçam, à primeira vista, parvas.

Rir – Embora os bebés desta idade não riam, é bom que estejam rodeados por um ambiente alegre, onde não se façam dramas por «dá cá aquela palha». A vida deve ter uma boa dose de riso e de prazer, mesmo que temperada por momentos mais melancólicos e mais tristes. Riam para o bebé, para ele ver que tem pais descontraídos e alegres. E é um bom remédio para o stress (de todos).

Rosnar – Os bebés rosnam. É verdade. Alguns, enquanto estão a dormir, emitem ruídos que parecem o rosnar de um animal. É normal!

S

Sapinhos – É uma infecção por fungos da boca, proporcionada pelo facto de o bebé pequeno produzir pouca saliva, e de os fungos se poderem acumular no peito da mãe, nas tetinas e chupetas. A língua fica com um aspecto de creme branco – não confundir com o leite que o bebé acabou de mamar – e as partes de dentro da boca parecem ter açúcar pilé.

Segurança – Desde o primeiro momento que a segurança deve estar na nossa cabeça, como critério de qualidade e exigência nas actuações e nos produtos, serviços e ambientes. Para além do transporte (ver adiante), é essencial, nesta idade, prevenir as quedas (quantos pais ainda pensam que só mais tarde os bebés podem cair de uma cama ou de uma bancada de mudar fraldas), incluindo as quedas do colo, e as queimaduras, especialmente as que ocorrem com a água do banho, mas também com biberões aquecidos em microondas.

Soluços – São contracções do diafragma, o músculo da respiração, e podem ser causados por várias coisas, entre as quais a dilatação do estômago com ar, nos bebés que engolem muito ar e arrotam mal. Não representam qualquer problema, mesmo que pareçam incomodativos.

Sorriso – Nesta idade, os sorrisos são mais de satisfação gástrica e reflexos involuntários do que expressões propositadas. Os verdadeiros sorrisos aparecem, geralmente, cerca do mês de idade. A menos que se faça «cutchi-cutchi» nas bochechas do bebé e, assim, se estimule um músculo que se contrai e gera o sorriso – e que se chama risorius...

T

Tabaco – A mensagem aqui é rápida: tolerância zero. O tabaco é um dos maiores inimigos dos brônquios do bebé e produz alterações no sistema de defesa, com consequências que podem durar muitos anos. Façam o sacrifício de não fumar, nem permitir que se fume, em casas onde há um bebé. Também não serve de nada fumar à janela, porque o ar circula de fora para dentro e o fumo reentra e espalha-se por toda a casa...

Teste do pezinho – É feito entre o quarto e o sétimo dias de vida. Destina-se ao rastreio de duas doenças: o hipotiroidismo e a fenilcetonúria, as quais, se deixadas sem tratamento, produzem, entre outras coisas, atraso mental. Se detectadas cedo e corrigidas as falhas (com hormona tiroideia no primeiro caso, e com dieta sem fenilalanina, no segundo), a criança cresce e desenvolve-se normalmente.

Tónus – Chama-se tónus muscular à força dos músculos em repouso. É um indicador importante da saúde dos bebés. Uma das formas de avaliar é segurar o bebé pelo ventre, de barriga para baixo, e ver se pende, tipo «boneco de trapos», ou se faz esforços para se empertigar e manter-se horizontal, sem se encurvar em demasia.

Transporte no automóvel - De uma forma simples e curta: todas as crianças devem ser bem transportadas e em segurança e, até aos dois anos de idade, isso faz-se com a utilização de uma cadeirinha aprovada, bem aplicada, e voltada no sentido inverso ao andamento do carro. Na cidade e na estrada, e seja a que velocidade for e para que distância for. Tudo o resto é negligência, desleixo e falta de respeito pelos direitos do bebé.

U

Umbigo – O cordão umbilical, depois do corte, vai necrosar, ou seja apodrecer, até cair. Mas convém que não se infecte. Daí os cuidados a ter: actualmente aconselha-se o banho integral desde o primeiro dia, secagem do cordão com compressas, aplicação de álcool a 70º que ajuda a secar e, porventura, de um antisséptico após o banho. Apesar do seu mau aspecto, cairá por si. Se cheirar muito mal ou estiver inflamado à volta (como uma chama de vela encarnada acima do umbigo), então é melhor consultar o médico.

Unhas – Diziam os ditados antigos que, se não fosse a madrinha a roer as unhas do afilhado, ele falaria tarde. Actualmente, os conceitos são um bocado diferentes e a ciência não confirma esta ideia. Convém, sim, cortar as unhas, com cuidado, em linha recta, e depois limar os cantos e os bordos com uma lima de cartão. Assim se impede que a criança se arranhe ou que a unha fique tão cortada que depois, ao crescer, encrave.

V

Vacinas – O bebé terá de fazer muitas, no primeiro ano e seguintes. Mas, nesta primeira semana, só precisa de fazer a primeira dose da vacina anti-hepatite B e o BCG.

Visitas – Só há uma política para as visitas: a de rotweiller, se é que me entendem. As visitas são bem intencionadas e o nascimento de uma criança é um evento social. Mas o «ataque» de hordas de pessoas que vêm apenas por cinco minutos e que acabam por ficar horas e horas é frequente... Seja porque se encontram com outras que não vêem há que tempos e aproveitam para pôr a conversa em dia e falam de assuntos que não interessam minimamente aos pais e ainda há que lhes servir chá, café e laranjada e relatar duzentas vezes como foi o parto... Para não falar no ataque ao bebé, para ver se tem os olhos do tio ou o nariz da avó... Mas já que não se pode correr tudo à vassourada, sugiro que só deixem entrar aquelas pessoas que perguntam «onde está o ferro de engomar?» ou «posso ajudar-te a limpar a casa de banho?»

Vitaminas – O leite (materno ou substituto) tem todas as vitaminas que um bebé normal e saudável precisa, excepto possivelmente a vitamina D (que promove a absorção de cálcio e é chamada vitamina anti-raquítica), a qual, contudo é perigosa se dada em doses elevadas. Não se deve ultrapassar 400 unidades/dia, o que corresponde a uma ou duas gotas dos preparados existentes. As outras vitaminas não são necessárias.

X

Xixis e cocós – Os bebés molham e sujam as fraldas com frequência, embora cada qual tenha o seu ritmo. Ao peito costumam fazer mais vezes, mas não é obrigatório. A cor das fezes pode também ser variável, dependendo do tempo de estadia nos intestinos (quanto mais tempo, mais verde costuma ser). Na primeira semana, podem ser muito escuras e espessas (chamam-se mecónio). Por vezes, a reacção da urina com alguns tipos de fraldas descartáveis pode dar um tom cor de salmão à fralda, parecendo que tem sangue.

Z

Zzzzzzzzzz – Os hábitos de sono vão mudar, como tudo o resto na vossa visa. Ainda bem! O contrário seria sinal de que o nascimento do vosso filho teria sido uma banalidade. Aproveitem para descansar segundo o ritmo do próprio bebé – deixem-se dormitar, nem que seja por dez minutos, quando ele está a dormir. Não se armem em super-homens ou super-mulheres, porque depois a «factura» é pesada – aparecem as depressões pós-parto e outras coisas no género, para além de perderem a energia que necessitam para gozar bem e fruir deste vosso filho...

Como tratar a pele do recém-nascido

Sabia que a temperatura do banho, o PH dos sabonetes e até as etiquetas da roupa podem irritar a epiderme ultra-sensível de um recém-nascido? Mas bastam alguns cuidados para garantir que a criança tenha uma pele saudável.

Num recém-nascido, tal como todos os órgãos, a pele é muito frágil e só vai readquirindo uma maior resistência à medida que a criança cresce. «A pele tem várias funções: protege e isola a entrada de substâncias do mundo exterior para o interior da criança, ao mesmo tempo que permite que estabeleça uma relação com o meio exterior através da percepção das sensações», explica Libério Ribeiro, pediatra e presidente da Secção de Imunoalergologia da Sociedade Portuguesa de Pediatria. «Claro que quanto mais delicada é uma pele, maior a probabilidade de sofrer agressões externas ou até internas, que podem ser de doenças, como o caso da dermatite atópica, relativamente frequente nas crianças até aos dois anos».

Caso o bebé não apresente quaisquer sinais de alergias e de forma a cuidar o melhor possível da sua pele, existem vários cuidados que devem ser seguidos nos dois primeiros anos. Os banhos devem ser diários e rápidos. «Não devem ultrapassar os 20 minutos e a água deve estar tépida, entre os 32 e os 33 graus», recomenda Libério Ribeiro. «Além disso, nunca se devem fazer banhos muito prolongados, uma vez que o contacto com a água elimina o filme lipídico que contém gorduras e ácidos gordos que actuam como uma barreira protectora da pele.» Quanto aos sabonetes, os pais devem optar preferencialmente pelos que possuem um pH à volta dos 5,5 ou então gordos «caso a pele tenha tendência para ser mais seca», diz o pediatra, que sublinha ainda a importância de utilizar um creme emoliente a seguir ao banho para «aumentar a camada lipídica da pele e para que a elasticidade se mantenha. Quanto mais seca estiver a pele maior é a probabilidade de aparecerem lesões».

No que diz respeito à roupa, o melhor é evitar os tecidos de lã e as fibras sintéticas, dando sempre preferência ao algodão. Mas cuidado com as etiquetas da roupa, habitualmente feitas de materiais sintéticos e que podem irritar a pele do bebé. Devem ser cortadas logo na primeira utilização e verificar que não restam quaisquer vestígios que possam arranhar a pele da criança. Libério Ribeiro chama também a atenção das mães com tendência para agasalhar muito os filhos. «O bebé não deve andar muito aquecido ou muito agasalhado, pois o suor acaba por actuar como um factor irritante da pele. E numa criança com pele sensível pode levar a prurido, mesmo sem ter dermatite atópica. Estes cuidados devem ser gerais com todos os bebés, mas têm de ser redobrados ou triplicados quando se trata de uma criança com eczema atópico, o nome pelo qual é vulgarmente conhecida a dermatite atópica.»

Banho

Não tomar banho com água muito quente (a temperatura ideal ronda os 32 graus).

Não tomar banhos muito longos, sobretudo de imersão pois aumentam a secura da pele (20 minutos no máximo).

Não usar sabonete ou gel de banho clássicos uma vez que são muito agressivos.

Escolher um champô neutro, de preferência sem aroma. Ao retirá-lo deve tentar que não escorra para o corpo, pode irritar a pele.

Secar a pele suavemente, com ligeiros toques com a toalha.

Aplicar cremes emolientes adaptados ao tipo de pele.

Roupa

Não vestir demasiado as crianças.

Evitar os tecidos sintéticos, assim como as lãs em contacto directo com a pele pois podem provocar prurido.

Sempre que possível optar por roupas de algodão.

Retirar sempre as etiquetas que roçam na pele.

Evitar os amaciadores e enxaguar muito bem as roupas.

Dermatite atópica: o que é e como se manifesta?

Mais conhecida por eczema atópico, a dermatite atópica é uma doença crónica da pele frequentemente associada a outras doenças alérgicas, como a asma brônquica e a rinite, aparecendo habitualmente antes das manifestações respiratórias;

À nascença, a pele do bebé é aparentemente normal. O eczema atópico começa a manifestar-se nos primeiros meses de vida, entre os dois e os nove meses;

A pele é muito seca, irrita-se com facilidade, aparecem placas vermelhas e o prurido (comichão) é bastante significativo;

O diagnóstico baseia-se na presença de prurido, associado a sinais cutâneos como rubor, exsudação, secura e descamação da pele;

A localização das lesões varia consoante o grupo etário: as crianças mais pequenas apresentam sinais na cabeça, por vezes apenas atrás das orelhas, enquanto as crianças mais velhas e os adultos tendem a manifestar sinais nas superfícies de flexão (atrás dos joelhos e na frente dos cotovelos;

50 por cento dos casos aparecem no primeiro ano de vida, 70 por cento nos dois primeiros anos e 30 por cento aparecem posteriormente. A grande maioria, cerca de 80 por cento, desaparece até à puberdade. Os que não desaparecem geralmente ficam para toda a vida.


Um sonho

Após muitas noites mal dormidas, plenas de voltas e mais voltas, ajeitar de almofada, muito calor, idas ao WC....

Esta noite, finalmente, conseguimos dormir muito melhor!

O piolho esteve sossegado quase toda a noite o que permitiu à Mamã pôr o sono em dia, ou quase!

Dormimos tão bem que consegui sonhar... foi um sonho lindo!

Sonhei com o meu filho, sonhei que ele se estava a encostar tanto às paredes da sua casinha que dava para perceber nitidamente os seus contornos, a tal ponto que a determinada altura consegui distinguir as suas feições, os seus olhinhos, nariz e boca... foi lindo!

Escusado será dizer que acordei a sorrir e com vontade de voltar a adormecer para continuar naquele sonho...

Filho, a cada dia que passa mais quero que estejas aqui connosco, poder mimar-te e amar-te muitoooo... está quase, não está?!