29 de março de 2010

Chá de bebé

O Chá de Bebé é um evento divertido que reúne família, amigos e amigas da futura mamã.
Tem como objectivo, comemorar o futuro nascimento e ajudar os papás a completarem o enxoval do bebé.
Para quem está grávida, falta por vezes tempo e disposição para organizar todos os pormenores de um Chá de Bebé, uma vez que sua preocupação maior deve ser a preparação do quartinho do bebé, do seu enxoval e dos últimos exames e consultas de rotina.
Por outro lado, as amigas da futura mamã também não têm tempo e quase nunca experiência para organizar uma festa deste tipo.
A principal função do Chá de Bebé não é só fazer com que a grávida ganhe imensas fraldas, mas sim, permitir que amigos e familiares partilhem a alegria e a celebração de esperar a chegada de um novo bebé, dando à futura mamã apoio emocional e palavras amigas nesta fase tão sensível e ansiosa pela qual ela está a passar.
Nalguns países é uma tradição antiga celebrar desta forma a chegada do bebé, mas em Portugal não tem sido, pelo que será uma novidade para muitas mamãs.

Amamentar em público

Amamentar em público apenas poderá causar algum constrangimento mas não é um acto ilegal faze-lo. As mamãs não podem ir a correr para casa cada vez que o seu bebé tem fome..
Na nossa cultura amamentar em público ainda é mal visto , talvez porque aprendemos desde pequenos que o seio é uma parte do corpo que deve permanecer escondida, é natural que algumas mulheres sintam vergonha com esse tipo de exposição.
Mas afinal, amamentar é um acto inerente ao processo de crescimento e desenvolvimento do bebé uma grande prova de amor. Devemos alimentar a criança num local tranquilo pois isso corresponderia à situação perfeita da amamentação.
É muito difícil que a mãe esteja sempre disponível, isso leva-a a amamentar em lojas, restaurantes, centros comerciais e outros lugares públicos. Se para si esta não é uma situação confortável, você pode amenizar este constrangimento e pode colocar um pano ou uma fraldinha (de pano)para cobrir a partedo seio que fica à mostra. Quem amamenta tem motivos de sobra para ter orgulho, esqueça os seus medos e preconceitos. Amamente!

28 semanas

Chegou o terceiro e último trimestre!

O seu corpo
Se você é RH- , deverá levar uma injecção de imunoglobulina, que evitará complicações se o seu bebé for Rh+
Se ele de factor for Rh+, você deverá receber outra dose depois do parto, se pretender engravidar de novo no futuro.

Faça outros testes de saúde, como alergias e diabetes. Podem ser decisivas para a sua saúde e a do bebé. Informe-se junto do seu médico.

• É o mês mais incómodo de toda a gravidez. O bebé coloca-se de barriga para baixo (se ainda não o fez antes) e, cada dia, dispõe de menos espaço para se mexer. A mãe pode sentir contracções afastadas ou dores difusas na parte baixa do abdómen.

• A futura mamã sente-se mais cansada. As dores de costas, a azia e a prisão de ventre acentuam-se devido ao sobreesforço a que o organismo é sujeito.

• As maçãs do rosto ficam mais redondas, os seios engurgitados e as pernas pesadas. As dificuldades para se sentar ou levantar aumentam. É comum a grávida ter a sensação de falta de ar ao deitar-se de barriga para cima, o que deve evitar.

• Podem surgir hemorróidas provocadas pela prisão de ventre e pela pressão que a cabeça de feto exerce sobre a pélvis.

Dentro da barriga
Os olhos do seu bebé já estão parcialmente abertos e já tem cor, ainda que cinza claro ou azul. Todos os bebés nascem com uma das destas cores. Até aos 9 meses, a cor não está definida.

O seu cérebro está cada vez mais actvo. Há quem diga que eles começam a sonhar.. :)

Vida de Grávida
Está na hora do conhecido "chá de bebé". Reuna toda as suas amigas e conversem. A norma social diz que devem levar prendas, coisas necessárias para o bebé.
Normalmente este evento de 2 a 3 horas é organizado pelas melhores amigas da futura mamã. Os homens podem também participar, já as crianças, recomende-se que não estejam presentes.
Cuide dos convites. É uma mais valia se forem personalizados e feitos por você mesma ou pelas organizadoras.
Distribuam os comes e bebes pelos convidados.


• O bebé pode surgir a qualquer momento, pelo que convém aumentar o repouso e consultar o ginecologista se pretende viajar. Em certos casos, os médicos aconselham baixa laboral.


25 de março de 2010

Lisboa é o melhor destino europeu 2010

Eis uma notícia para nos deixar orgulhosos da nossa bonita cidade:

A capital portuguesa foi hoje eleita o "Melhor Destino Europeu 2010" pela Associação dos Consumidores Europeus.

Deixando para trás cidades como Londres, Barcelona, Copenhaga, Berlim ou Praga, Lisboa saltou para o topo das escolhas dos consumidores europeus, que elegeram a capital portuguesa como o "Melhor Destino Europeu 2010".

Segundo uma fonte do Turismo de Lisboa, citada pela ‘Briefing', a vitória da capital portuguesa sobre as cidades rivais foi folgada.

O prémio inclui a utilização do logótipo "Escolha do Consumidor Europeu", durante um ano, em toda a comunicação do Turismo de Lisboa, bem como a divulgação do resultado da votação efectuada online nos vários media europeus e ainda a disponibilização de uma página na internet no endereço www.europeanconsumerschoice.org para a promoção da cidade.

A Associação dos Consumidores Europeus diz em comunicado, também citado pela ‘Briefing', que Lisboa foi escolhida porque reflecte "uma cidade que soube preservar toda a sua alma e oferecer uma porta de entrada ao Turismo, sem esquecer as suas riquezas sociais e culturais".

in http://economico.sapo.pt/noticias/lisboa-e-o-melhor-destino-europeu-2010_85069.html

Quartinho do Miguel

No passado fim-de-semana, iniciámos as "obras" no quarto do Miguel.

As mobílias que anteriormente habitavam esta divisão - quarto das visitas - já tinham sido retiradas há alguns fins-de-semana atrás, quando eu ainda conseguia ajudar o Papá a empurrar móveis.

Então, neste fim-de-semana apenas tivemos que retirar a decoração da cabeceira da cama (autocolantes) e retirar a cómoda e mesa de apoio - que faziam parte do quarto das visitas e vão ficar para o Miguel.

Quarto vazio, foi a vez de isolar todas as fichas, rodapés, roupeiro e radiador... assim que terminamos esta tarefa o Papá agarrou-se aos rolos, trinchas e tinta e pôs-se a pintar o quarto.
Inicialmente queríamos uma cor muito clarinha, mas acabámos por optar pelo azul claro da colecção de tintas para bebés da Dyrup - e o resultado é o que está abaixo!
Adorámos, ficou muito luminoso!

Ainda esta semana devemos receber a cama de grades, estamos ansiosos por ver o cantinho do Miguel pronto.

Deixo algumas fotos das "obras".


Como estamos às 27 semanas?

De maneira geral estamos muito bem!

Grandes, grandes, grandes...

O Miguel tem 2 estados: acordado e irrequieto ou a dormir.
Quando não o sinto mexer-se há algum tempo abano a barriga, pressiono-a mas ele nem se mexe - acho que sai ao Pai, quando dorme ninguém o acorda.
Mas, quando acorda, é ver a barriga a esticar-se para lados opostos e sentir os pontapés cada vez mais fortes. Desde a semana passada, sinto-o mais em cima, os pontapés deixaram de ser na zona da bexiga e passaram a acontecer mais na zona do estômago.
Será que já está a dar a volta?

Durante o dia sinto-me bem, ele mexe-se de vez em quando, mas só o faz com mais intensidade quando estou a terminar uma refeição ou quando decido relaxar no sofá ou cama.

O nosso piolho já tem opiniões formadas: quando me deito de barriga para cima parece que anda aos saltos, se me viro para a direita espeta-se de uma maneira que tenho que me virar para a esquerda, estando para este lado acalma-se e adormece.
Será que já escolheu o lado para onde dorme melhor?

Tirando as exigências do menino, estou bem, tenho dormido bastante melhor e apenas as dores nas verilhas me incomodam um pouco, principalmente durante a noite.

Na passada 2ª feira iniciámos as aulas de Pilates para grávidas e correu muito bem. Gostámos e vamos continuar até o médico e o Miguel permitirem.
Também neste dia iniciámos o Curso de Preparação para o Parto, no mesmo centro onde fazemos as aulas de Pilates, gostámos bastante e sentimos que vai ser muito útil para nos ensinar, de tudo o que nos vão dizendo e vamos lendo, o que é realmente importante ou o que é acessório ou mito.


O acompanhante durante o parto


Não é uma tarefa fácil e talvez por isso seja muito importante estar preparado, fisica e psicologicamente, para a desempenhar da melhor forma possível. Geralmente incumbe ao parceiro, mas também pode ser desempenhada pela mãe, sogra, irmã, amiga ou outra pessoa da sua confiança.


O que se deve fazer quando se assiste ao parto?

O acompanhante não deve criticar a parturiente ou queixar-se, durante o trabalho de parto. Deve resistir ao impulso de a mandar fazer força. Em vez disso deve elogiá-la, dizendo-lhe que está a fazer um óptimo trabalho e que tudo está a correr bem. Deve, acima de tudo, manter a calma, transmitindo confiança à parturiente e fazendo-a sentir-se segura e apoiada.

Se por um lado algumas mulheres evitam o contacto físico com outras pessoas durante o parto, outras há que preferem estar de mão dada ou agarradas ao braço da pessoa que as acompanha, é a maneira que encontram de não se sentirem sós durante o trabalho de parto. O acompanhante deve oferecer-se para lhe fazer uma massagem ou ajudá-la a mudar de posição, isto é, deve, dentro do possível, antecipar-se às suas necessidades, dando-lhe água ou qualquer coisa para mordiscar se ela assim o desejar, colocando-lhe compressas ou oferecendo-lhe mais cobertores.

É aconselhável que o acompanhante esteja preparado para satisfazer as suas próprias necessidades, nomeadamente tendo consigo alguma coisa para comer e beber, uma muda de roupa, caso necessite e um livro ou um leitor de cassetes ou de CD’s, pois nunca se sabe o tempo que a parturiente demorará a entrar em trabalho de parto ou o tempo que este demorará.

Se, por qualquer motivo, você se sentir fraco e pensar que poderá desmaiar, sente-se e tente acalmar-se. Se não o conseguir saia da sala, pois se desmaiar lá dentro só aumentará a confusão. Há que saber reconhecer as suas fraquezas, em benefício da parturiente.


O que não se deve fazer?

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Por muito avançados que sejam os equipamentos hospitalares e por muito grande que seja o seu interesse nos mesmos, evite fazer observações desnecessárias e, principlamente, evite antecipar a dor das contracções, pelo facto de conseguir detectar, através dos equipamentos, a chegada da próxima contracção. Não se sente a ver televisão da sala de espera para não correr o risco de se distrair, esqueçendo-se, por completo, da parturiente.É ela quem precisa de distracção, por isso dê-lhe atenção e ande com ela de um lado para o outro, pergunte-lhe se ela quer tomar um duche ou se prefere ouvir música. Nesta hora, é o bem estar da parturiente que está em causa, bem estar esse que deve motivar todos os seus actos.

Tente não estar sempre a chamar pelo médico ou pelo pessoal de enfermagem, especialmente se eles já lhe explicaram que ainda não chegou a hora. Sente-se calmamente onde lhe disseram para o fazer ou ande com a parturiente, enquanto esta puder. Importante é não a encorajar a fazer força, sem que o médico diga que chegou o momento. Estará só a dificultar as coisas. Tenha, igualmente, a sensibilidade suficiente para perceber que filmar ou tirar fotografias na sala de parto pode ser desconfortável e desconcertante. Tente não incomodar e espere que o médico lhe diga quando pode colocar-se em posição para tirar a fotografia dos seus sonhos. Por outro lado há que manter-se firme em certos aspectos, tais como evitar que as pessoas que a parturiente não quer que assistam ao parto, o façam, é o bem estar dela que se impõe e foi a si que ela escolheu para a ajudar a garanti-lo.

Se a parturiente se irritar consigo ou o/a criticar por tentar ajudá-la, não se ofenda, pois o estado de dor em que a mesma se encontra faz com que diga coisas que não pensa e não sente.
Acima de tudo tente não perder a oportunidade de assistir ao parto de alguém que ama e lhe pede que o faça. É um momento maravilhoso que recordará sempre e fará com que aprecie cada vez mais o milagre que é a vida.

Os primeiros sinais de parto


Por mais incrível que lhe pareça, o seu corpo começa a preparar-se para o parto cerca de um mês antes do mesmo acontecer. Esteja atenta aos sinais e sintomas que ele lhe dará.


Saberei reconhecer os primeiros sinais de parto?

O parto, antes de tudo, é um processo e não um acto isolado. É um conjunto de mudanças no seu corpo que provocam e ajudam o nascimento do bebé. Começa por o colo do útero ir encurtando, amolecendo e dilatando (até 10 cm) progressivamente, sem a mulher se aperceber que isso está a acontecer. A mulher só saberá que está a entrar no trabalho de parto quando:


  • As contracções se tornam regulares e com intervalos cada vez mais curtos, aumentando a sua duração e intensidade, começam com uma dor surda nas costas que passam a dores agudas nas coxas e depois ao estômago (como se fossem severas dores menstruais).

  • Tem dores persistentes na parte inferior das costas, especialmente se forem acompanhadas de sintomas pré-menstruais.

  • O rolhão do muco, que é uma massa de muco manchado de sangue que bloqueia a entrada do útero, passa para a vagina.

  • “Rebentam as águas”, ou seja, o saco com líquido que envolve o bebé (líquido amniótico). Pode ser repentino, mas é mais frequente que surja como um fio de líquido, porque a cabeça do bebé bloqueia a sua passagem.

  • Algumas mulheres, ainda, experimentam sintomas secundários, tais como a diarreia.


Se, perante estes sintomas, a grávida achar que está em trabalho de parto, deverá chamar o médico ou ir para o hospital. Mas se desconfiar que a actividade do feto diminuiu nas últimas horas ou está com sangramento vaginal de cor vermelho vivo ou se tem febre, fortes dores de cabeça, problemas de visão ou dores abdominais, deve chamar ou procurar imediatamente o médico, porque algo pode não estar a correr bem.

O que devo fazer quando surgirem os primeiros sinais de parto?

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Nesta fase é importante que beba muitos líquidos e que coma refeições leves, pois se durante o parto estiver desidratada ou com fome, tal facto poderá interferir com o normal funcionamento do útero, o que faz com que as dores aumentem. Tente alternar entre andar e descansar ou tome um banho quente para lhe aliviar as dores.

Se conseguir descansar, tente fazê-lo a sério, como forma de se preparar para todo o esforço que terá de fazer durante o parto. Esteja atenta para o facto de poder ter contracções e não estar em trabalho de parto, é o que se conhece por falso parto, ou seja, a sua cerviz não se dilata, as contracções são irregulares e não aumentam de intensidade e o desconforto que sente nas costas ou no abdómen desaparece facilmente com um banho quente ou uma massagem.

in http://bebes.clix.pt/biblioteca/frames.asp?IDNoticia=421&seccao=&chave_palavra=

27 semanas

O seu corpo:

Comece a tomar atenção se sentir sintomas de trabalho de parto. O seu bebé poderá ser prematuro. Fale com o seu médico imediatamente. Os bebés prematuros têm um risco maior de contrair alguma doença, por causa do baixo e subdesenvolvimento por isso você deverá estar atenta.
Se sentir sintomas, tente relaxar, beba vários copos de água, deite-se sobre o lado esquerdo, pois facilita a respiração do bebé.

Se quer a todo o custo evitar o nascimento prematuro do seu bebé e outros problemas de saúde, lembre-se: tenha uma alimentação saudável, deixe de beber café e bebidas alcóolicas, e deixe de fumar.

Se se sente ansiosa ou nervosa, faça relaxamento e meditação. Uma mãe relaxada e tranquila ajuda a prevenir o nascimento prematuro.

Dentro da barriga:
O sistema imunitário do bebé está a desenvolver-se assim como os pulmões. Se ele nascesse prematuramente, tinha 85% de hipóteses de sobreviver.

Ele já está maior, o seu comprimento aumentou em duas vezes mais. O cérebro está em rápido desenvolvmento.

A sua audição está cada vez melhor.
Ainda não consegue respirar a 100% mas está a preparar-se para quando nascer.


Vida de grávida:
Faça compras, mas de forma moderada. Compre aquilo que é essencial. Faça uma lista daquilo que já tem e daquilo que ainda precisa, do género lista de casamento.

Vá ao cinema. Saia com o seu marido.
Namore muito. Pode sentir-se cansada, mas faz-lhe bem. Se sentir desconfortável durante o sexo, procure alternativas. Não se preocupe, o seu bebé está protegido.


19 de março de 2010

Dia do Pai

Pai,

Uma palavrinha tão pequena mas que guarda uma imensidão de significados: amigo, companheiro, confidente, dedicação, amor, carinho, ...

Ser Pai é algo de maravilhoso, mas ser-se filha se um Pai que reúne todos estes predicados e muito mais, é o melhor que a vida nos pode dar e ensinar.

Pai, não estás aqui para te poder ligar e dizer "Feliz dia do Pai" - mas onde quer que estejas, sei que estás a olhar por nós e por isso digo-te "Adoro-te! És e sempre foste o melhor Pai que alguém pode ter! É o teu exemplo que vou seguir para acompanhar o meu Miguel."

Uma joquinha cheia de saudades... Go'to mun'ti...


***

Ao novo Pai, o meu maridinho,

Este é o 1º ano em que és Pai, espero que os próximos anos sejam sempre mto felizes ao lado do nosso príncipe e que sejas O Pai que o fará orgulhar-se dia após dia... tenho a certeza que o serás!

Beijos gds e 1 pontapé do Miguel :)

16 de março de 2010

26 semanas gestação - filme

1ª parte



2ª parte



3ª parte

26 semanas

Nesta altura, você já deve estar a pensar que o tempo está a passar muito depressa, ou até por outro lado, que tudo demora imenso tempo a acontecer. É perfeitamente natural.


O seu corpo:
Corrimento vaginal maior que o normal, tal como incontinência urinária, é bastante comum durante a gravidez. Não fique alarmada.

No entanto, se tiver muita comichão e tenha ddores, pode ter uma infecção. Fale com o seu médico. Não é seguro começar tratamentos sem o acompanhamento dele.

É provavel que tenha prisão de ventre. Coma alimentos ricos em ferro e com muita fibra.

Dentro da Barriga:

O seu bebé respira cada vez melhor, os pulmões estão a desenvolver-se mais rápido durante esta semana.
Apesar dos seus olhos estarem ainda fechados, eles já estão desenvolvidos e a retina ficará "boa" esta semana.

O cérebro está a registar tudo relacionado com luz e som.
Ele começa a reconhecer a sua voz, por isso não hesite em falar com ele. Pomha pessoas próximas de si - os futuros avós e tios - para ele começar a associar a voz.
O seu bebé está cada vez mais forte e por isso as suas hipóteses de sobrevivência aumentam de dia para dia, caso ele nasça prematuramente. Não fique alarmada.

Vida de grávida:
Aproveite o seu tempo. Viaje e faça passeios românticos.

10 de março de 2010

Crioperservação - Bebé Vida

Nós aproveitámos!

Na passada 2ª feira, pelo dia da Mulher, a Bebé Vida fez a promoção abaixo para a compra do kit de criopreservação.

Nós ainda estavamos um pouco indecisos quanto a fazer a criopreservação no público ou privado, mas a optar pelo privado estavamos a pensar precisamente em optar pela Bebé Vida pois apesar de ser um pouco mais barato do que os restantes, o serviço que oferece é exactamente igual, à excepção do que faz recolha também do próprio cordão e não apenas das células.

Assim, esta promoção veio ajudar-nos a decidir.

Dirigi-me aos escritórios deles e adquiri o Kit por 25€, em vez dos 115€ habituais.

Visto termos Multicare ainda vamos poder usufruir de um desconto de 5% no valor da criopreservação.

Às nossas seguidoras grávidas, peço desculpa por não ter publicado esta promoção a tempo de também vocês a aproveitarem, mas soube-o no próprio dia à tarde, só tive mesmo tempo de ir a correr adquirir o kit. Espero que novas promoções sejam feitas!

Filhote, espero que nunca venhas a precisar recorrer às tuas células estaminais, mas se isso vier a acontecer o Pai e a Mãe querem sentir que fizeram tudo o que podiam para o teu bem-estar.




8 de março de 2010

Dia da Mulher

Neste nosso dia,

Venho desejar a todas as Mães, as Irmãs, as Tias, as Avós, as Namoradas.... as Mulheres um dia muito feliz e que os Homens que vos rodeiam vos ajudem a tornar cada dia mais especial do que o anterior, independentemente das datas.

Um dia feliz!


25 semanas


O seu corpo:
Você tem sentido com certeza cãibras! É normal, mas pode evitá-las. As cãibras são causadas por deficiência de cálcio, por isso certifique-se que consome cálcio. Se for intolerante a lactose, existem outros alimentos ricos em cálcio, como amêndoas, peixe, bróculos e tofu.
Relaxe as pernas com toalhas de água quente e massagens.
Não se esqueça de testar os seus níveis de açúcar. Poderá começar a ter diabetes a partir da gravidez, pois terá nível elevados de açúcar. Não se preocupe, não corre riscos durante o parto.
Mais estrias aparecem no seu corpo, na zona dos abdominais e no peito. Cuide da sua pele, com cremes. Mantenha-a hidratada, para evitar que fique seca.
Ingira muitos líquidos, especialmente água e chá, entre 3 a 5 chávenas de chá por semana.

Dentro da Barriga:
Os membros do seu bebé (mãos e pés) já estão completamente desenvolvidos.
Assim como o seu sistema respiratório está mais desenvolvido, e ele já respira pelo nariz.
A sua pele começa a ficar macia e aparenta mais com um recém nascido.
O seu cabelo - a sua textura - começa agora a ser definida.
Mede 33 centimetros e pesa aproximadamente 700 gramas.


Vida de grávida:
Namore muito esta semana. Fale com o seu namorado / marido e do vosso futuro como mãe e pai.
É muito importante conservar estes momentos a sós.

5 de março de 2010

Como estamos às 24 semanas

Actualização da minha barriga!

O Miguel está cada vez maior e a sua casinha também :)

Nova imagem

Queridos amigos e seguidores,

Num dia chuvoso em que nada posso fazer para melhorar o tempo lá fora...
decidi mudar a imagem do meu blog.

Espero que gostem!

bom fds a todos!

Necessidade de espaço

Não há ninguém que diga que o casal não necessita de estar uns tempos virado para si, quando nasce o primeiro filho. Afinal, este é um momento de corte com tudo o que se conheceu até então.

«O nascimento do primeiro filho representa uma reformulação total. A vida entra num novo ciclo, uma espécie de território desconhecido que capta toda a atenção e disponibilidade dos pais. Há uma série de novos desafios, de novas responsabilidades e de novas prioridades», explica o psicólogo Luís Miguel Neto, dizendo que, nas primeiras semanas ou meses, é natural que o casal se isole das relações sociais.

«Nos momentos iniciais, deixa de haver tempo para os amigos, aliás, muitas vezes nem se consegue pensar neles tal é o volume de novas solicitações trazidas pelo bebé», adianta o docente da Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação, em Lisboa, acrescentando: «E quando nos lembramos deles, não há disposição para convívios, apenas o cansaço dos sonos trocados e da vida virada do avesso.»

Aliás, estes amigos, se forem sinceros na sua amizade, vão entender as novas necessidades dos pais acabados de nascer e dar-lhes espaço de manobra.

«O apoio deve estar sempre lá, através, por exemplo, de um telefonema ou de um SMS. A presença física é que pode ser dispensável», diz Luís Miguel Neto. Maria João Cosme está de acordo e sublinha: «Os amigos devem funcionar como satélites. Devem estar à distância, mas alerta para qualquer necessidade. Naturalmente sabem quando não se devem imiscuir na vida daquele casal, nem se impor lá em casa.»

texto completo em: in http://www.paisefilhos.pt/index.php?option=com_content&task=view&id=184&Itemid=69

Ritual de coroação

Desde que a cabeça do bebé coroa até à expulsão do corpo são quinze minutos. Mas parecem quinze horas. É a melhor e a pior parte do parto.

Sente-se um alívio gigante quando, no meio das dores e do cansaço, alguém nos diz: «Já se vê a cabeça do bebé». Parece mentira. Um boa notícia, finalmente. Uma recompensa pelo esforço contínuo de há duas, sete, 12, às vezes 24 horas.

«Já se vê a cabeça», dizem-nos. E nós imaginamos uma cabecinha cor-de-rosa, lisinha, redondinha. Mas o que se vê parece meia noz a espreitar: escura e rugosa. A esta fase do parto chama-se coroação. É o alto da cabeça que se assoma, a parte onde se colocaria uma coroa.

Estamos na recta final da segunda fase trabalho do parto, o período expulsivo. Esta fase pode durar, no total, entre meia hora e duas horas (mais tempo nos primeiros filhos, menos tempos nos restantes). Começa quando a dilatação está completa, ou seja, quando o colo do útero chega aos 10 centímetros. Muitas vezes, é só nesta fase que rebenta a bolsa de águas. Outras vezes (embora raramente), o bebé até pode nascer dentro da bolsa, que se rompe nessa altura.

No período expulsivo, as contracções tornam-se mais prolongadas e sucedem-se cada vez mais rapidamente. Surge uma vontade incontrolável de fazer força (idêntica à vontade de ir à casa-de-banho) que resulta do saco amniótico ou parte dele avançar pelo colo do útero dilatado e fazer pressão no recto. Cada mulher deve seguir o seu instinto e fazer força quando e como quiser. Mas não é aconselhável fazer força antes de a dilatação estar completa, para não desperdiçar energias, nem rasgar o períneo.

O normal, nesta fase, é que, em cada contracção, se sinta vontade de fazer força três a cinco vezes (durante quatro a seis segundos). As contracções são intensas e focam-se na zona abdominal, lombar e pélvica e às vezes também nas pernas.

O bebé está a fazer pressão sobre o pavimento pélvico. A cada contracção, a cabeça move-se até encontrar o caminho. Depois roda e aparece na abertura vaginal.

A expulsão

Nem sempre a mulher consegue sentir que a cabeça do bebé já desceu. Por isso, é bom que alguém lhe diga que ela está mesmo ali, que faltam apenas mais duas ou três contracções para ter o bebé nos braços. Se estiver de cócoras ou sentada (as posições que mais facilitam o nascimento), a mulher pode pedir um espelho e ver a primeira nesga do seu filho ou pode esticar a mão e tocar-lhe. É absolutamente maravilhoso e dá a energia necessária para a próxima contracção. Como se fosse um impulso reflexo, imediatamente o corpo transforma-se numa onda gigante que rebenta na zona pélvica. A vontade de fazer força é agora maior do que nunca. Sente-se uma sensação de estiramento e de ardor na abertura vaginal. Chamam-lhe o «anel de fogo». A espessura do períneo é reduzida de aproximadamente cinco centímetros para menos de um centímetro. Depois do parto volta ao normal.

A passagem da cabeça do bebé pela pélvis só é possível porque o seu cérebro é extremamente macio e flexível. Além disso, os ossos do crânio estão divididos em placas separadas, cada uma capaz de se sobrepor ligeiramente sobre as outras. Características que permitem que a cabeça do bebé seja comprimida e moldada ao passar pelo estreito canal de parto. Ainda assim, o bebé pode nascer com a cabeça mais ovalada, mas uns dias depois essa forma desaparece.

A cabeça do bebé atravessa então a vagina e passa para o lado de fora. Ao mesmo tempo é expelida uma grande quantidade de líquido amniótico, como se fosse um jorro de água. Alguns médicos ajudam a cabeça a sair, dando um corte no períneo – a episiotomia. Em certos casos, pode ser necessário usar fórceps ou ventosa, especialmente se o parto já estiver muito prolongado e a mãe muito cansada. Mas, na maior parte das vezes, é possível esperar e deixar que o períneo se distenda gradualmente, ajudando a evitar lacerações. Manter a tranquilidade (tanto a mãe, como todos os que a rodeiam) é essencial para que este processo possa decorrer devagar, nos tempos certos.

A saída da cabeça talvez seja uma das partes mais dolorosas do parto, principalmente para as mulheres que não receberam analgesia. Estar numa posição vertical, imersa em água, gritar ou apertar mãos amigas são algumas das formas de aliviar a dor sem recorrer a fármacos. Têm a vantagem de proporcionar uma maior liberdade de movimentos e de permitir que a mulher controle quando e como fazer força, em vez de ter de esperar pelas indicações do médico ou do enfermeiro.

Com a cabeça do bebé já deste lado, a mãe pode descansar mais um pouco. Respirar fundo. Recuperar energias. Neste momento, o bebé está com o rosto virado para baixo, olhos fechados, pele muito vermelha ou arroxeada. Também pode estar com o rosto virado para cima e, assim, é mesmo necessária ajuda médica, pois o bebé terá mais dificuldade em fazer o movimento de rotação que lhe permitirá expulsar o resto do corpo da barriga da mãe.

Se estiver na posição certa, na maior parte dos casos, espera-se que o bebé decida avançar. Novamente, se a mãe lhe tocar na cabeça pode ganhar um fôlego extra, o último necessário para esta tarefa tão árdua quanto gratificante. Com a próxima contracção, e empurrado pela força da mãe, o bebé roda 45 graus, como se fosse uma espiral. Sai um ombro, depois outro e rapidamente o corpo todo está cá fora. Uma sensação de maciez passa pelo massacrado períneo, como se fosse uma massagem de agradecimento. Esta sensação deve-se ao facto de a pele do bebé estar coberta com uma matéria gorda chamada vérnix (verniz). Uma espécie de lubrificante da pele que o ajuda a escorregar pelo canal de parto. Este verniz tem uma cor esbranquiçada, que resulta da mistura de uma substância gordurosa produzida pelas glândulas sebáceas e das células de descamação do feto. Depois do nascimento, serve como camada isoladora para proteger o bebé da mudança de temperatura e como barreira defensiva de infecções ligeiras.

Idealmente, poderia ser a mãe a aparar o bebé, mas quase sempre é o profissional de saúde que lhe pega primeiro e o entrega à progenitora. As dores desaparecem. A emoção cresce. O reizinho chegou finalmente ao reino.

in http://www.paisefilhos.pt/index.php?option=com_content&task=view&id=2150&Itemid=68

A dor boa

A dor de parto tem uma função: dizer à mulher o caminho que o corpo deve seguir para ajudar o bebé a nascer. Não se pode ter medo dela.

Margarida tinha pavor do parto. Chegou mesmo a ponderar nunca ter filhos, só para não ter de sentir as dores horríveis de que tinha ouvido falar. «Mas aconteceu!» As primeiras «moinhas idênticas às dores da menstruação» não a incomodaram muito, mas quando se intensificaram e passaram a ser de cinco em cinco minutos, Margarida decidiu ir a correr para o hospital. «Só desejava chegar lá a tempo de levar a epidural.» As dores «eram verdadeiramente intensas, mas nada que classificasse de insuportável».

Depois de receber a analgesia «foi num ápice, em três puxões a médica tirou o bebé com a ajuda de fórceps». No final, apesar de ter tido um parto «fantástico», Margarida confessa que ficou a sensação de faltar qualquer coisa: «Ficou-me a dúvida se de facto a epidural teria sido necessária. Afinal, fiz a dilatação toda sem qualquer anestesia. O facto de não sentir a força que fiz para a expulsão do bebé, de ter que aguardar a indicação da médica para saber quando devia fazer força, fez-me sentir que me podia ter empenhado mais no nascimento do meu filho.»

Vanda sempre achou que ia sair à mãe na facilidade em ter filhos. «Ela teve boas experiências de parto e não havia epidural na altura», conta. E assim foi. Vanda teve duas filhas sem anestesias e sem traumas. «Com a primeira, senti dores fortes, mas não foi difícil, porque foi muito rápido. Foi um parto excelente.» Com a segunda, o médico fez um toque que espoletou o início do trabalho de parto. Talvez por isso, «custou mais um pouco». E também porque foi mais demorado. «Passei o dia com aquela impressão de querer ir à casa de banho e não poder. Foi mais difícil. Ainda pedi a epidural, mas nunca chegou.» Apesar disso, o balanço é positivo: «Ainda bem que não tive epidural. Não corri riscos. E já me esqueci das dores».

Ana teve as duas experiências. No primeiro filho – parto induzido, a noite inteira deitada na mesma posição por causa do CTG, sem dilatação, mas com contracções intensas e dolorosas – suspirou pela epidural e só acalmou quando a recebeu. «Senti desespero, chorei, só queria que pusessem um fim ao meu sofrimento e ao do meu filho, que era também o meu. Por toda a forma como é acompanhado o parto nos hospitais portugueses, ainda bem que inventaram a epidural», afirma. Quatro anos depois, noutra maternidade, orgulha-se de ter feito nascer a filha sem epidural. «Com uma dor imensa sim, mas que nunca me levou ao desespero. Pelo contrário, deixava-me respirar nos intervalos e dava-me a certeza, racional, mas sobretudo instintiva, emocional, de que no meu corpo se estava a produzir um milagre.»

SEM MEDO DA DOR

A dor de parto, como todas as outras, é muito subjectiva, mas tem características que a distinguem de outras dores: não é patológica, ou seja, não significa que algo de errado se está a passar no corpo, tem intervalos que permitem recuperar as forças e esquece-se facilmente. A sua intensidade depende da preparação física e mental que se fez para o parto e das condições que o hospital oferece à mulher.

«A dor de parto tem uma forte componente psicológica. Costumo até dizer que 75 por cento da dor de parto está na cabeça», diz Rosália Marques, enfermeira especialista em enfermagem de Saúde Materna e Obstétrica na maternidade do Hospital Garcia de Orta, em Almada. «Depende do que nos foi incutido durante a gravidez, da nossa cultura, das nossas vivências», explica, para depois dar um exemplo: «Já assisti a partos de adolescentes sem qualquer analgésico, em que elas pouco se queixaram das dores. Dizem-me, muitas vezes, que são iguais às da menstruação. Não têm ainda a cultura do bíblico “parirás com dor” enraizada».

Para combater a cultura do medo do parto, é preciso perceber qual a função da dor no nascimento. «A dor dá indicações à mulher para mexer-se de forma a encontrar posições menos dolorosas. Assim, a bacia da mãe adapta-se melhor ao bebé, dando-lhe espaço para encaixar, e isso facilita o trabalho de parto», explica a enfermeira. Por isso, é tão importante que a mulher possa mexer-se à vontade, o que nem sempre acontece nos hospitais portugueses. «As instituições têm de se adaptar à procura de cuidados. Mas ainda estamos no início», reconhece.

No Garcia de Orta dão-se agora os primeiros passos na humanização do parto. Nesta maternidade, as mulheres podem fazer um plano de parto, deambular, ouvir música, mas ainda é a epidural que está no topo dos métodos de alívio da dor. «As mulheres ainda têm muito receio da dor e pedem a epidural precocemente. Apesar de ter cada vez menos riscos, não deixa de ser uma intervenção», frisa a enfermeira-obstetra.

A EPIDURAL

Uma intervenção que todas as mulheres deviam ter direito, afirma Rosário Marques, assistente graduada de Anestesiologia da Maternidade Alfredo da Costa. «É eficaz e segura», justifica. Os riscos são mínimos e passageiros e «estão associados à execução da técnica». O mais comum são as cefaleias - resultado da pós-punção acidental da dura-matér (membrana junto ao espaço epidural) - que passam com analgésicos, repouso hidratação ou espontaneamente, no máximo, em 72 horas.

Ao tirar a dor, a epidural tira também a possibilidade de a mulher participar activamente no nascimento do filho. Alguns estudos indicam que, por este motivo, o trabalho de parto pode prolongar-se e aumenta a probabilidade de recurso a fórceps e ventosa ou parto por cesariana. Conclusões refutadas por Rosário Marques: «Estudos prospectivos mais recentes concluíram que a analgesia epidural não afecta negativamente o progresso de trabalho de parto ou aumenta a taxa de partos por cesariana. A controvérsia persiste, no entanto, sendo que estudos aleatórios têm produzido resultados contrastantes», escreve a anestesiologista no trabalho «Quando iniciar a analgesia de trabalho de parto?», publicado na revista do Clube de Anestesia Regional.

No mesmo artigo, a anestesiologista lembra as recomendações do American College of Obstetrics and Gynecology: «O pedido da grávida é justificação suficiente para a instituição de analgesia durante o trabalho de parto». Rosário Marques subscreve estas recomendações e defende que o único requisito para a aplicação da analgesia deve ser o início do trabalho de parto: «Basta que a mulher tenha contracções, mesmo que não tenha dilatação».

ESCOLHA DEVE SER DA MÃE

Recentemente, Denis Walsh, conceituado parteiro britânico, incendiou a discussão sobre a utilização da epidural: «A dor de parto tem um propósito e é útil, tendo variados benefícios, tais como preparar a mãe para a responsabilidade de cuidar de um recém-nascido». Em declarações ao jornal The Observer, o parteiro condenou aquilo a que chama a «Cultura da Epidural» e evidenciou os benefícios da dor de parto, que diz ser parte de «um ritual de passagem» para a maternidade. «No Ocidente, nunca foi tão seguro ter um filho. Apesar disso, as mulheres têm mais medo do parto do que nunca», criticou.

Num trabalho que deverá ser publicado no jornal do Royal College of Midwives (associação de parteiras), Denis Walsh referiu ainda que 20 por cento das epidurais são aplicadas em mulheres que não precisariam delas, que há evidências de que o parto natural estimula mais as zonas cerebrais que vinculam a mãe ao filho do que o parto com analgesia ou a cesariana e que a dor prepara a mãe para a maternidade. O discurso deu azo a grande controvérsia no Reino Unido.

Muitas mães acusaram-no de não saber do que estava a falar, por ser homem e nunca poder sentir a dor de parto. Alguns profissionais de saúde consideraram o discurso um pouco exagerado. A enfermeira Rosália Marques lembra que ter um parto sem epidural pode aumentar a auto-estima da mulher. E sugere que talvez essa possa ser a explicação por detrás das declarações de Denis Walsh. «Depois de um parto natural, sente-se que uma etapa importante foi ultrapassada com sucesso. Essa sensação de “sou capaz” é bastante positiva e ajuda a mulher a superar pequenos problemas que possam surgir no imediato. Uma mãe com uma boa auto-estima poderá ter uma relação melhor com o filho», explica.

No entanto, a enfermeira defende que cada mulher deve poder escolher o que quer para o seu parto. «Não se pode culpabilizar uma mãe por não querer ter dor. A dor é subjectiva e prende-se com vários aspectos culturais.»

ALIVIAR A DOR SEM EPIDURAL

Liberdade de movimentos: ter liberdade de movimentos é a melhor forma de lidar com a dor. Andar, rodar as ancas, pôr-se de gatas, dançar suavemente com os braços pendurados ao pescoço de alguém, são alguns dos movimentos recomendados. Mas cada mulher encontrará as melhores posições para lidar com a sua própria dor. Desta forma, seguindo as indicações da dor, permite-se que o bebé tenha o máximo espaço possível para se mexer e sair. Pode também usar uma bola de partos durante a dilatação. Sentar-se direita sobre a bola, com as pernas abertas, estimula a pelve a alargar e a abrir. Quando as mulheres podem escolher a posição em que querem dar à luz, a maior parte fá-lo de cócoras, em pé ou sentada. As posições verticais, por contarem com a ajuda da gravidade, facilitam o trabalho de parto e a expulsão do bebé. Vários estudos têm demonstrado que se a mulher estiver em posição vertical na primeira fase do trabalho de parto tem menos dor, menos necessidade de analgesia epidural e a fase de dilatação será mais curta.

Apoio contínuo: ter ao lado o marido, a mãe ou uma amiga ajuda a lidar com a dor. O acompanhante pode fazer uma massagem nas zonas mais doridas, pode dançar (como é sugerido acima), fazer festas no cabelo ou no rosto, dar a mão, deixar a mulher apoiar-se em si. Ou seja, disponibilizar o seu corpo também. O contacto físico é um poderoso analgésico em qualquer situação, por isso, também no parto. Além disso, ter alguém importante ao lado favorece o estado emocional, dá segurança. Alguém que conheça bem a mulher e perceba as suas necessidades, lhe diga o que precisa ouvir (e saiba estar calado quando for necessário), ajudará, com certeza, ao alívio da dor. Uma revisão de estudos do Cochrane Institute (EUA) concluiu que as mulheres que contaram com apoio contínuo durante os seus partos tiveram menos necessidade de analgésicos e ficaram mais satisfeitas com a experiência.

Água: a utilização de água quente durante a dilatação induz a mulher ao relaxamento, reduz a ansiedade estimulando a produção de endorfinas, encurta o trabalho de parto e aumenta a sensação de controlo da dor e a satisfação. A mulher pode ter à sua disposição uma banheira cheia de água (a temperatura não deve ultrapassar os 37 graus) e ir saindo e entrando conforme lhe for mais agradável. Esta hipótese é, no entanto, ainda muito rara nos hospitais portugueses. Algumas maternidades permitem um duche de água quente – que também pode ser bastante agradável – mas apenas numa fase muito inicial do trabalho de parto.

Ambiente: diminuir a intensidade das luzes, manter a porta fechada, desligar os telemóveis, ter no quarto o mínimo de pessoas possível, evitar conversas paralelas entre os profissionais de saúde. Quanto menos estímulos existirem no quarto, mais facilmente a mulher consegue relaxar e concentrar-se no trabalho de parto, o que contribui para o alívio da dor. Ouvir uma música suave ou escolhida pela mulher também pode ajudar a criar um ambiente calmo e relaxante.

Fontes: Iniciativa Parto Normal, um documento de consenso, da Associação Portuguesa de Enfermeiros Obstetras; Método para um parto suave, de Gowri Motha.

http://www.paisefilhos.pt/index.php?option=com_content&task=view&id=2063&Itemid=68

Consulta 24 semanas

Ontem foi dia de nova consulta.

Dados resultantes da pré-consulta com a enfermeira:
peso - aumentei 3 Kg em 1,5 meses, mais 0,5Kg do que era suposto - chocolate não te toco mais!
tensão - 12 - 6, continua baixinha como sempre
curso pré-parto na CUF Descobertas:
custo - 260€
horários - Sábados de manhã, 2 horas por semana
duração - 8 semanas
decisão - vou fazer no Centro pré e pós parto de Entrecampos, pois para além de terem horários durante a semana ao final do dia, os serviços complementares que oferecem são muito bons (enfermeiras disponíveis para esclarecer dúvidas antes e depois do parto, 2 sessão de curso pós-parto, workshops todos os fins-de-semana com temas bastante úteis, etc)

utilização de cinta/ banda - banda pois não aperta a barriga, sendo que aintenção não é apertar mas sim ajudar na postura da coluna, a banda é mais aconselhável, o meu médico concordou - vamos às compras!

Visita à maternidade - agendada para Abril :) Que curiosidade!

Recolha de células estaminais:
opinião da enfermeira - mais seguro fazer para banco privado, pois no público nao temos garantia de estar disponível quando precisarmos
opinião do médico - preferível fazer para o público, pois no privado as hipóteses de compatibilidades das células com o próprio dador são reduzidas e, contribuindo para o público podemos ajudar outras pessoas e caso também necessitemos teremos os bancos de todo o mundo disponíveis, com grande probabilidade de se encontrar um dador.
Se estavamos com dúvidas, com mais ficámos - concordo com ambas as opiniões... agora resta decidir!

Consulta com o médico:
Foi muito atencioso e disponível como sempre e, agora que já temos mais confiança, foi muito mais simpático!
O meu brincalhão fez a sua gracinha quando o Dr. Jorge pressionou a minha barrinha no exacto sítio onde ele estava - deu-lhe um valente pontapé que até a barriga saltou!
O coraçãozinho bate bem forte - é tão bom ouvi-lo!
De resto está tudo bem, na análise da ecografia está tudo óptimo e, apesar de vir relatado um percentil de 25/50 o médico disse que acha que está mais para o 50 :)
Disse também outra coisa, que a minha barriga está a crescer bastante... ui que medo!
Passou-me novas análises a fazer 2 semanas antes da próxima consulta.

E, até Abril :)

2 de março de 2010

24 semanas

O seu corpo:

Se está a notar o crescimento dos pêlos pelo corpo todo, não se assuste, é completamente natural, deve-se às hormonas.

Você pode fazer depilação - com cera ou máquina, mas vai estar mais sensível às dores. Por isso se você não conseguir suportar a dor, deixe isso para depois.


Dentro da barriga:
Como anunciámos na 23ºsemana, o seu bebé vai crescer muito esta semana, pode aumentar 200 gramas apenas neste período.

Você sente-se pesada e cansada, é totalmente natural, afinal tem a sensação que não tem mais espaço para o seu bebé e o útero está a ficar mais "cheio" e com menos espaço para ele, mas é mesmo isso que acontece.

A esta altura ele já consegue ouvir o que você diz, a sua audição está muito desenvolvida. Os barulhos mais fortes podem assustá-lo.
Fale com o seu bebé, assim ele habitua-se à sua voz. Diga-lhe o seu nome e o dele, que ele vai interioriza-lo.

Começam os pontapés. Prepare-se.

A sua vida:

A barriga pode ser extremamente sensual para o seu marido. Não se esqueça de tirar fotos, você vai ter saudades e ele também.